wood couture
22/05/2015

Lina Bo Bardi, uma história a ser contada

A história da ETEL ganha mais um capítulo de destaque hoje: a chegada do mobiliário de Lina Bo Bardi à nossa Coleção. Sob a benção do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, foram selecionadas peças emblemáticas, que remetem à carreira daquela que, ainda hoje, é considerada uma das maiores arquitetas do Brasil. 
 
Lina nasceu na Itália e encontrou em São Paulo terras férteis para a sua arquitetura modernista, executada entre as décadas de 1950 e 1970. Erguia paredes pouco convencionais, entre elas as do Museu de Arte de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia, do SESC Pompeia e da sua Casa de Vidro - hoje, sede do Instituto que leva seu nome. 


No entanto, o trabalho da ítalo-brasileira não se restringia às formas do edifício. Desenvolvia estudos, elaborava projetos e programas culturais, criava usos, encontrados na essência de cada espaço. Permeou o mundo das artes, da ilustração, da cenografia, dos grafismos, do design de interiores e do mobiliário. A cada projeto, ela criava peças que se encaixavam perfeitamente em cada ambiente como foi o caso das cadeiras criadas especialmente para o auditório do MASP.  


Ao lado de Giancarlo Palanti, no Studio de Arte Palma, Lina enveredou-se pelo design de mobiliário. Juntos fundaram uma pequena fábrica de móveis, a Pau Brasil, responsável pela confecção das peças da arquiteta à época. 
Desde os protótipos, o mobiliário de Lina já era aplaudido pela crítica. Sua poltrona de três pés em suas versões em madeira e tubo de ferro - foi considerada pela revista Habitat uma das primeiras interpretações da cultura brasileira, já que ela lembrava o hábito indígena de usar tecidos e couro para construir redes. 

 
Na Pau Brasil, era usadas técnicas acessíveis ao parque industrial brasileiro: tubos de aço dobrados, chapas de madeira compensada, couros e tecidos locais, demonstrando a influência do sentar no ar, das cadeiras de Mies Van Der Rohe e Marcel Breuer. Enquanto isso, sua cadeira de balanço evocava de forma surpreendente as curvas de Oscar Niemeyer. 

 

A reedição dessas peças emblemáticas nos traz grande satisfação. Ao lado do Instituto,  homenagearemos uma das maiores arquitetas brasileiras no ano de seu centenário, contribuindo para que a história do design nacional seja perpetuada e valorizada, explica Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

 
As peças foram lançadas em um evento na manhã de hoje (22) na Casa de Vidro, sede do Instituto Lina Bo Bardi, em São Paulo. Ainda, outros dois eventos devem acontecer no mês de maio, celebrando os cem anos da arquiteta. 
O lançamento das peças de Lina reeditadas pela ETEL é apenas o começo de um resgate histórico. Ainda há muito para se descobrir sobre esta artista ímpar, conclui.   

 
 

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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