wood couture
22/11/2013

Coleções: José Luiz Vianna

Encontrar o original, o verdadeiro, o único é tarefa para poucos. É raro quem tem o olhar aguçado a ponto de notar entre milhares de opções aquela que realmente tem valor. No entanto, com José Luis Vianna é assim. Sua coleção de mobiliário, construída com um cuidado ímpar, vem de uma busca incessante, que se inicia em livros, passa por antiquários e pode percorrer até mesmo feirinhas de antiguidade espalhadas pela cidade de São Paulo.


A inspiração veio de seu padrinho, Paulo Vasconcellos, que, durante as décadas de 1970 e 90, era dono de um dos antiquários mais badalados na cidade. "Há pouco mais de 15 anos, senti a vontade de ter um móvel especial na minha casa. A ideia era adquirir uma peça europeia do século 18. Mas, em poucos minutos, Paulo me convenceu a buscar um mobiliário modernista nacional", contou.

Na época, os móveis vindos da Europa eram comprados por verdadeiras fortunas, enquanto os brasileiros eram relegados e oferecidos a preços justíssimos. Assim, em uma busca cheia de afinco, Luis encontrou sua primeira joia: uma poltrona Dinamarquesa, de 1959. "Os braços dessa cadeira, que hoje está em minha sala, são tão delgados que me arrisco a dizer que esta foi uma das primeiras poltronas a serem feitas pelas mãos do próprio Zalszupin." 

Com o passar do tempo, chegaram o protótipo do carrinho de Chá, também do arquiteto polonês, e uma estilosa dupla de cadeiras de balanço de Lina Bo Bardi. Hoje, em sua casa figuram peças originais de Joaquim Tenreiro, Sergio Rodrigues e Bernardo Oliveira. 

Cobiçados por diversos museus, entre eles o Pompidou, os móveis de Luis fizeram parte de diversas mostras, no Brasil e no exterior. Quando indagado sobre possíveis doações, Vianna diz que só abriria mão de suas peças se fosse para elas ganharem um espaço especial nos acervos de museus nacionais. "Só assim o público brasileiro poderá conhecer a trajetória de alguns dos designers mais inovadores do mundo", finaliza. 

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14/11/2013

Cumaru, a madeira acetinada

Impossível definir apenas uma cor para uma peça trabalhada na madeira Cumaru. Infinitas linhas amareladas, castanhas e acobreadas se entrelaçam de maneira suave e oferecem ao cerne desta joia da floresta uma mescla de tons suaves e delicados. 


Esta madeira muito comum na Amazônia - não apenas na porção brasileira, mas também na Colômbia, Venezuela, Peru e Suriname, pertence à família das leguminosas. Seus frutos são vagens, cheias de sementes escuras, conhecidas internacionalmente como Tonka Bean. Com aparência enrugada e coloração quase negra, não ultrapassam os sete centímetros. 

Dessas estranhas sementes é extraída a cumarina, o principal composto de um líquido amarelo-claro muito especial. Com aroma suave e sabor adocicado, ele é bastante usado pela indústria de cosméticos e perfumes, além ser aplicado na culinária, em substituição à essência de baunilha. 

Alguns exemplares desta frondosa árvore atingem os 40 metros de altura e os 1,5 metro de diâmetro. Por conta de seu brilho natural e de sua textura agradável, há quem dê a ela o nome de madeira acetinada. Tanta delicadeza ao toque esconde uma matéria-prima complexa, pesada e muito dura de se trabalhar. 

Para que esta madeira dê origem a uma bela e sofisticada peça é preciso que ela passe por um longo e demorado processo de secagem. Por conta de sua característica mais oleosa, a secagem natural pode levar semanas e até meses, enquanto uma secagem feita exclusivamente em estufa pode fazer com que ela fique com uma aparência levemente ressecada, perdendo suas características mais marcantes.


No entanto, aliando uma precisa técnica de secagem com design, corte e marcenaria especiais, é possível alcançar um móvel dono de uma combinação perfeita: traços e curvas impressionantes trabalhados uma madeira supreendentemente bonita. Um exemplo disso são as peças desenhadas por Carlos Motta da linha Atelier, como a cadeira Luna, Estrela e Layla. Há ainda diversos acessórios na mesma madeira, como os bowls Marina e o Rudá. Todas disponíveis em Cumaru.  

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14/11/2013

Desbravando os mundos de Araquém Alcântara

Sob um olhar superficial, obras de arte, design e florestas habitam universos totalmente distintos. No entanto, aqui, na ETEL, esses mundos vivem em harmonia e, por vezes, casam-se perfeitamente. Foi assim com as esculturas ricas em detalhes de José Bento, as divertidas Kaixollas, de Marcelo Cipis, os criativos biombos de Roberto Mícoli e agora com as exuberantes fotografias de Araquém Alcântara.


Neste mês, em parceria com a Galeria de Babel, nos aventuraremos pelo olhar desse colecionador de mundos em uma exposição com 15 imagens de florestas nacionais. Como disse Roland Barthes em seu livro A Câmara Clara: ?Toda fotografia é um certificado de presença?. E, nessa exposição, as fotografias selecionadas revelam toda a beleza e plasticidade da fauna e da flora brasileiras, documentando o que deveria ser eterno.

A parceria entre Araquém e ETEL começou em agosto passado, quando sediamos na loja o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu. A ambientação feita por Marina Linhares mesclava diversos cliques do fotógrafo. "Percebi a conexão entre as imagens e o envolvimento da nossa marca com a arte e a floresta. Desde então, começamos a conversar e criamos a mostra", conta Lissa Carmona, CEO da ETEL.


As imagens de Araquém Alcântara ficam expostas na loja até dezembro. A ETEL oferece a você também a oportunidade de adquirir aquela fotografia que falar mais alto ao seu olhar e ao seu instinto. Todas as imagens estão à venda.

Aguardamos sua visita!

O fotógrafo 

Jornalista por formação, Araquém Alcântara encontrou na fotografia a síntese do dizer. Desde a década de 1970, dedica seus cliques a revelar a identidade dos mais diversos biomas nacionais. O fotógrafo prioriza imagens naturalmente belas e, com seu trabalho, luta pela preservação do patrimônio social e natural do Brasil, valorizando os povos das florestas, os animais e a vegetação. Com mais de 40 livros publicados, já teve seu trabalho reconhecido por premiações nacionais e internacionais.
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05/11/2013

Soho House Toronto

Spencer Bailey, editor-executivo da Surface Magazine - uma das publicações mais conceituadas do Canadá -, comandou, no último mês, um debate sobre os diferenciais da arquitetura e do design brasileiros, na Soho House de Toronto. Lissa Carmona, Gaspar Saldanha e Carlos Motta marcaram presença e levaram ao público os detalhes que tornam as peças nacionais únicas no cenário mundial. 

Confira o resultado desse encontro no vídeo produzido pela Avenue Road. 


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04/11/2013

Pronta entrega: Maria Paula e Maria Claudia Brasil

O mesmo sangue e a mesma vocação correm pelas veias de Maria Paula e Maria Claudia Brasil. Formadas em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, as irmãs tornaram-se uma dupla pra lá de talentosa e, em 1998, fundaram a Maria Brasil Arquitetura e Interiores. 

Desde crianças, as irmãs viam o pai - que era médico por profissão, mas apaixonado por arquitetura - laborando as maquetes que dariam origem a construções. Tanto apresso e cuidado com as pequenas amostras despertou nelas um interesse deveras incontrolável, que mais tarde as guiou pela escolha da carreira e pela execução de projetos de arquitetura e decoração impecáveis.


Nome: Maria Paula e Maria Claudia Brasil.

Atividade profissional: arquitetas. 

Moramos em São Paulo.

Quando éramos crianças, queríamos ser arquitetas. 

Uma lembrança: eu me lembro do meu pai montando uma maquete de uma casa que pretendia construir. Eu, Paula, era criança ainda. Mas, desde aí, olhei e pensei: "É isso!". E já me senti arquiteta desde aquele dia.  
       

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: as melhores notícias são as que vêm no dia a dia. As pequenas conquistas. 

Arquitetura é... qualidade de vida! Com ela, podemos contribuir um pouco para o conforto e o bem-estar das pessoas. 

Não viveria sem alegria. 

Na nossa casa, não pode faltar união. 

Madeira preferida: freijó.

Peça de design que mais admira: temos uma lista enorme de peças que amamos. Mas hoje adoramos a poltrona Paulistana, de Jorge Zalszupin. 

Prato saboroso: adoramos uma boa comida mineira.

Leitura inspiradora: eu, Paula, adoro uma biografia. A última que li foi Catarina, a Grande, de Robert K. Massie. 

Boa música: gosto muito de bossa nova.

Viagem inesquecível: Rússia.

Projeto dos sonhos: gostaríamos muito de fazer uma pousadinha na praia. Seria um projeto bem charmoso e intimista, uma releitura moderna do rústico. 

Um conselho: dedique-se ao que realmente importa!

Em que projeto vocês estão trabalhando atualmente? Conte um pouco sobre ele. Atualmente, estamos nos dedicando bastante a projetos residenciais, tanto em São Paulo como no interior e no litoral. Percebemos a crescente busca do Paulistano por uma segunda casa, que o conecte com a natureza, na praia ou no campo. 

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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