wood couture
27/08/2013

Uma trajetória perfeccionista

Oswaldo Arthur Bratke é despretensioso em sua arquitetura ? elegante em seus traços suaves, simples em seus projetos, repletos de linhas finas, delicadamente pintados com aquarela. 

Deparar-se com uma das várias construções projetadas por este mestre é rememorar parte da extraordinária história modernista brasileira. 

Porém, além de arquiteto magistral, Bratke experimentava os sabores do design, dedicando-se à criação de luminárias e móveis. Seus avançados estudos arquitetônicos serviram como inspiração para conceber uma cadeira emblemática, projetada em 1948. 

Sua aparência elementar esconde uma estrutura complexa, executada por quatro formas de madeira compensada, unidas por um único parafuso. Apesar de nunca ter sido produzida em escala comercial, a cadeira ganhou notoriedade e foi exibida no Brasil e no exterior ? até hoje ela está exposta no Museu Pompidou, na França. 





 
Nossos laços

Em 2011, a cadeira ganhou uma nova edição feita pela ETEL. Na ocasião, foram produzidas 104 unidades para celebrar o mesmo número de anos que Bratke completaria naquele dia 24 de agosto. As cadeiras foram confeccionadas artesanalmente em pau-marfim certificado, acabadas com esmero e numeradas ? itens capazes de tornar cada peça única e extremamente especial.



               

Durante o evento de lançamento da cadeira, o pianista Marcelo Bratke, neto de Oswaldo, fez uma emocionante homenagem ao avô. Em parceria com a artista plástica Mariannita Luzatti, Marcelo realizou o concerto ?Cinemúsica?, que reuniu um repertório das melodias preferidas de Bratke com as imagens que inspiraram sua vida e suas criações. 


 

Um mestre discreto e rigoroso 

Em mais de quatro décadas dedicadas à arquitetura, Bratke foi responsável por mais de 1,3 mil edificações, entre residências, escolas, prédios de escritórios, indústrias, estações ferroviárias e hospitais, localizados de norte a sul do Brasil. 



Os desenhos impecáveis de Bratke evocavam essa geração única, que partiu do rígido ensino de belasa-rtes para a descoberta do modernismo. No começo dos dourados anos 1950, Bratke deu início à urbanização do bairro do Morumbi ao lado de Oscar Americano, para o qual projetou uma das residências mais emblemáticas da época. 
      
Utopia amazônica

Nessa mesma década, o arquiteto foi convidado a subir os rios Araguari e Amapari, no Amapá, numa pequena embarcação para conhecer o terreno que abrigaria um de seus projetos mais ambiciosos: a Vila Serra do Navio. A cidadela, cercada por florestas, foi planejada para ser totalmente autossuficiente. Hoje, a cidade é considerada um patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


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16/08/2013

Quando arquitetura e design se casam

"Gosto de transformar a vida das pessoas. E acredito que a arquitetura tenha esse poder." É com o idealismo de um eterno apaixonado pelo que faz que Arthur de Mattos Casas define sua profissão. 

Em uma conversa de bastidores com o Wood Couture, o arquiteto conta alguns momentos especiais de sua carreira - uma trajetória marcada pelo sucesso. 

Um talento nato

"Há crianças que criam programas de computador. Outras que escrevem livros. Eu projetava casas", relembra o arquiteto. Foi em 1973, aos 12 anos, que Arthur idealizou seu primeiro projeto. No entanto, para ele, não se trata de um grande feito. 

"Primeiramente não havia um cliente específico. E parte essencial da arquitetura é dialogar com quem e para quem está se desenhando. Eu inventei o programa, o cliente e o terreno", conta. "Arquitetura é também observação e observamos aquilo que nos interessa, especialmente quando somos crianças", analisa.

Dos bancos da faculdade ao mercado de trabalho

No início da década de 1980 - quando Arthur graduou-se em arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o país atravessava final da Ditadura Militar, um período conturbado na política e na economia, que se refletia diretamente na arquitetura praticada nas cidades. 


Nesse período, o conceito pós-modernista foi importado do Hemisfério Norte e o resultado foram construções que rememoravam o estilo neoclássico. "O que se passava no mundo real nada tinha a ver com os preceitos da Bauhaus, Rohe, Le Corbusier e com o modernismo - especialmente o da escola paulista, que aprendi a gostar e defender. A saída foi trabalhar com pequenas escalas, em que eu poderia colocar em prática aquilo no qual acreditava e apostava. Foi quando criei o Studio Mattos Casas." Hoje, o estúdio conta com uma equipe composta de mais de 40 profissionais, vindos do mundo todo.  
 

lém de projetos consagrados pela crítica internacional (Arthur já ganhou mais de dez prêmios mundiais em arquitetura e design), Mattos Casas cria peças que complementam seus mais variados projetos. "De certa maneira, esses móveis são a síntese de nossa arquitetura. Procuramos trabalhar com materiais naturais e honestos, simples em sua apresentação, porém extremamente bem executados. Foi na ETEL que encontramos esse casamento perfeito."

          
Parte da nossa história

"Quando o assunto são meus móveis, sem dúvida, minha criação predileta é o aparador Onda." Para o arquiteto, o móvel é a representação material de uma parceria autêntica, regada de sentimentos positivos entre ele e Etel Carmona. 
As curvas da peça são descontinuadas e configuram uma brasilidade construída por mãos talentosas em uma matéria-prima com a cara do nosso país. Além do aparador, Arthur criou as mesas Arquipélago e a mesa de trabalho ASA, para a ETEL, editados em 2010.  


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13/08/2013

Poltrona Siri: uma peça, múltiplos visuais

Um móvel belíssimo torna-se ainda mais encantador quando possui uma boa história. Dando continuidade à nossa série que conta o processo de criação de nossos móveis, revelaremos nesta semana os bastidores da poltrona Siri, uma peça criada em 2008, pela designer Claudia Moreira Salles para a ETEL.

      
Despojada, fashion, criativa e muito versátil, a poltrona Siri é uma peça eclética, que ganha espaço nos mais variados projetos. Por causa de sua aparência única e inovadora, esta peça pode receber ares renovados a cada início de estação.
 

Nas noites frias de inverno, a almofada - a grande estrela da peça - ganha tons mais sóbrios ou um macio pelego de lã de ovelhas. Com isso, a poltrona passa a integrar perfeitamente ambientes aconchegantes e acolhedores, como estes projetos, em Nova York e em Paris (fotos abaixo). 

 
Já quando as temperaturas se elevam, esse elemento recebe tecidos mais leves, como cashmere e algodão, e cores mais fortes, como azul-marinho, amarelo e até mesmo o laranja, e cria um ambiente agradável, como o apartamento projetado no Rio de Janeiro (foto abaixo). 



A designer costuma dizer que a poltrona Siri foi concebida em capítulos. Uma base com formas delgadas e pernas graciosas, donas de uma inclinação suave, dão um ar clean e sofisticado à peça, feita com pequenos retalhos em cedro, freijó e sucupira.
   
Cada elemento que compõe a peça possui uma história particular, o que torna este móvel, além de belo, muito especial. A busca da designer por uma peça perfeita começou em 2008, quando iniciou um longo estudo para a concepção de um encosto que trouxesse elegância, requinte e conforto. Após diversas experiências, Claudia chegou a um elemento feito de diversos sarrafos de madeira com comprimentos variados. 

 

Durante as aprovações do protótipo, a designer encontrou uma grande e fofa almofada de plumas. Apoiou o travesseiro sobre a estrutura simples e o resultado foi surpreendente. O contraste entre a robustez da madeira com a maciez das plumas conferiu à peça um ar despojado e uma aparência pra lá de particular. 

 
Foi justamente esse aspecto peculiar que deu origem ao nome da peça. "As abas caídas da almofada do assento e as pernas inclinadas para fora fizeram me lembrar de um siri", conta Claudia. A peça fez tanto sucesso que ganhou uma versão para espaços mais amplos: o banco Siri (foto acima). 

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07/08/2013

Uma profunda relação com a floresta

Ao longo desses 20 anos de história, criamos um íntimo laço com as matas brasileiras, sobretudo com a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica. Assumimos um sério compromisso com a preservação dos biomas e com o desenvolvimento sustentável por meio de nossas empresas e nossos projetos ? como a AVER Amazônia e a Reserva Cachoeira, em Xapuri, Acre ?, de nosso apoio a programas de preservação, como Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, e também ao incentivar a produção e o uso madeira certificada. 
 

       
Neste mês, demonstraremos mais uma vez que a sustentabilidade faz parte da filosofia da ETEL. Na próxima semana, receberemos o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu, um projeto que incentiva a preservação dos remanescentes florestais da costa do estado do Rio de Janeiro, principalmente das belas cidades de Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande.


Mata adentr

Há mais de 15 anos, uma pequena cidade às margens do rio Xapuri, no Acre, tornou-se a primeira floresta comunitária do país. Com o apoio da ETEL, foi aplicado na região um manejo de baixo impacto ambiental baseado na jardinagem florestal participativa. Em 2001, nos tornamos a primeira movelaria brasileira a optar por madeira certificada em nossos móveis. 

Ali, em 2002, fundamos o projeto Aver Amazônia, que, além de valorizar a extração da madeira de forma sustentável, reconhecia a cultura e a produção local. Na fábrica, os artesãos submetiam a madeira a sofisticados processos manuais, transformando a matéria-prima vinda das matas em peças finas e elegantes. Nesse espaço, a arte secular da marcenaria ocidental se casava perfeitamente com as técnicas tradicionais de beneficiamento de produtos florestais ? um  conhecimento único, vindo dos povos das florestas. 


Extração consciente

Para garantir a origem das madeiras utilizadas em nossas peças, Etel Carmona tornou-se sócia da AMATA, empresa do setor florestal que atua em toda a cadeia da madeira. Da Flona do Jamari, em Rondônia, são extraídas as matérias-primas que hoje dão origem aos móveis da ETEL. Todas as madeiras são certificadas pelo FSC.  


Uma ligação profunda 

A sustentabilidade é intrínseca à filosofia ETEL. E, dessa relação intensa com as florestas, nasceu uma rede de apoio às ações de preservação. Por meio de projetos, como o Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, financiamos, entre 2004 e 2005, o plantio de 15 mil mudas de imbuia nas áreas de mananciais da região sul, recuperando parte da mata nativa.

  
No próximo dia 6, receberemos o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu. Fruto de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Associação Cairuçu, o Fundo trabalhará para a preservação e a manutenção do corredor ecológico no sul do Rio de Janeiro, onde está a maior concentração de remanescentes de Mata Atlântica do Estado. Com essa ação, ainda contribuiremos, juntamente com outras empresas, para o desenvolvimento social e a preservação da cultura caiçara da região. 


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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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