wood couture
26/07/2013

Mesa Arquipélago: porções em harmonia

"Como ilhas isoladas ou como um arquipélago." É assim que o designer Arthur de Mattos Casas define o uso de uma de suas mais belas e inusitadas criações: as mesas Arquipélago. 

De canto ou central, elas foram desenhadas em 2012 e trazem em suas formas o conceito de um design de interiores moderno e arrojado, capaz de se ajustar de acordo com as necessidades do ambiente. A concepção da mesa central e do conjunto de mesas laterais de Arthur chegou à ETEL em um grafismo computadorizado. As linhas curvas das mesas, logo de cara, foram consideradas um verdadeiro desafio aos habilidosos mestres marceneiros da fábrica. 

"Minha preocupação foi unicamente criar peças bonitas e funcionais. Procurei rever o uso das linhas curvas, que há muito havia abandonado, até mesmo por razões técnicas", relembra Casas. Para construir e dar ousadas formas à madeira seriam necessários mãos habilidosas e um olhar aguçado. Com um trabalho minucioso e completamente artesanal, as peças ganham curvas com características particulares. 


Nestes móveis, a imbuia e o freijó são as matérias-primas predominantes. As mesas ganham esse aspecto sem nenhum tipo de máquina, são torneadas e lixadas manualmente - processos que demandam tempo e dedicação. 

O tampo é esculpido em madeira e conta com uma técnica construtivista que dá à peça um ar leve e gracioso. Sua borda sinuosa possui uma elevação exclusiva e original. Confeccionada com pedaços de madeira maciça, ela tem seus meandros entalhados um a um. Então, as partes são perfeitamente encaixadas no tampo e não deixam rastro de seu começo ou fim.


Por último, são confeccionados os delgados pés e fixados por meio de encaixes. Os arremates e a finalização são um primoroso processo de acabamento. Uma lixa manual, sob o olhar atento e milimétrico do artesão, e uma lustração perfeita concluem de maneira categórica as peças, que se equilibram de maneira harmoniosa, moderna e sofisticada.

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22/07/2013

Freijó: uma joia delicada

A textura suave da madeira freijó não deixa dúvida: estamos falando de uma verdadeira joia da floresta. Essa matéria-prima, tida como uma das mais nobres da Amazônia, é reconhecida por seus tons claros e os veios fortes, intensos e bem definidos. 
    

Em contraste com o seu interior, tênue e suave, seu tronco tem uma aparência selvagem e imponente. Na idade adulta, a árvore - que pode medir até 35 metros de altura e mais de 1 metro de diâmetro - adquire uma casca esbranquiçada, fruto da ação dos líquens da floresta. Com o tempo, essas camadas se desprendem do tronco, tornando-a ainda mais áspera ao toque.  
 
 
Ao ser trabalhada, no entanto, sua leveza aflora e, juntamente com a tonalidade branda, revela um produto versátil e clean, que combina com os mais diferentes estilos, cortes e ambientes. As particularidades dessa madeira, também conhecida como frei-jorge, constroem um espetáculo visual surpreendente, que costuma encantar os amantes da alta-costura em madeira.
 
          

No alto de sua copa, é possível observar folhas de um verde-escuro profundo. Com um formato elíptico e aparência simples, podendo chegar a 5 centímetros de comprimento. Outro grande segredo dessa árvore está em suas graciosas flores. De janeiro a julho, suas pétalas brancas e delicadas emanam uma forte fragrância adocicada, que corre pelos ventos da floresta. Com os dias, elas se tornam mais escuras e dão origem a frutos acinzentados, que se incumbem de prolongar a existência da espécie. 



A textura dessa madeira, considerada uma das mais macias da flora brasileira, permite que designers e mestres marceneiros explorem os mais variados traços e curvas em suas peças. O aparador Bela Vista, desenhado por Etel Carmona, o banco Siri, de Claudia Moreira Salles, e a poltrona Saquarema, criada por Carlos Motta, são apenas algumas das nossas delicadas peças que respeitam e valorizam as melhores características dessa árvore tão especial.

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17/07/2013

Poltrona Adriana: a descoberta de um tesouro

Um lindo mobiliário torna-se ainda mais especial quando marcado por uma história encantadora. Nesta semana, aqui, no Wood Couture, inauguramos uma série para revelar detalhes que tornam ainda mais incríveis algumas poltronas que hoje fazem parte da coleção ETEL. 
 

     
A primeira delas é a poltrona Adriana, criada pelo célebre designer polonês Jorge Zalszupin. Com desenho original de 1962, esta elegante peça de mobiliário passou décadas escondida na garagem de seu criador. 

Exatos 50 anos se passaram desde os primeiros rabiscos, quando, em 2011, a filha Verônica, que buscava objetos para compor uma mostra dedicada ao arquiteto, encontrou esse verdadeiro tesouro. A poltrona, machucada pelo tempo, estava escondida nos confins de uma salinha abandonada. O achado, desde o primeiro olhar, foi considerado uma joia. Sua estrutura delgada e costas trabalhadas com latão lhe dão um aspecto delicado e gracioso.



"Eu me lembrava de ter visto a peça quando ainda morava naquela casa. Tirei-a dos escombros. Ela estava toda rota, com a camurça rasgada e o estofamento desgastado", relembra a herdeira. Naquele mesmo dia, Verônica convocou Consuelo Cornelsen, curadora da mostra Jorge Zalszupin: Arquitetura, Design e Reedição, que aconteceria no Museu Oscar Niemeyer, e Oswaldo Mellone, designer que trabalhara ao lado de Zalszupin na década de 1970, para mostrar sua descoberta. 

"Pusemos o móvel no meio do quintal e ficamos a admirá-lo, fascinados com o que víamos!", relembra Verônica, que propôs a Consuelo levar o móvel para o museu e incluí-lo na categoria Vintage. A ideia fazia sentido, mas, devido ao seu estado, a poltrona não foi incorporada ao acervo. Foi quando Verônica procurou ETEL. 



Aos cuidados de ETEL, a peça passou por um cuidadoso processo de restauração, que durou mais de seis meses. A neta de Zalszupin, Adriana, se encantou com o resultado e ficou com a original. Jorge, por sua vez, resolveu homenagear Verônica, e foi assim que a poltrona recebeu o nome de Adriana, sua neta, filha de Verônica. 

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05/07/2013

Pronta entrega: Pedro Lázaro

"Já nasci arquiteto." Pode parecer exagero, mas é assim que Pedro Lázaro enxerga o início de sua história. Com apenas 10 anos, um de seus passatempos prediletos era projetar móveis. As bonecas da irmã e das amigas ganhavam graciosos guarda-roupas feitos com restos de papelão e madeira. 

A afinidade com o design nasceu como uma brincadeira e se transformou em profissão. Lázaro entrou para a faculdade de arquitetura e cursou engenharia civil e filosofia. Essa combinação acadêmica pouco usual resultou em um profissional múltiplo, capaz de expressar o complexo, que, além dos traços precisos, conta com uma sensibilidade apurada a seu favor.  

Nome: Pedro Lázaro 

Atividade profissional: arquiteto.


Moro em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Quando era criança, eu queria ser arquiteto.


Uma lembrança: aos 4 anos disse ao meu pai que queria construir casas. Ele me explicou que para isso deveria ser arquiteto. Lembro-me muito bem da explicação dele sobre o fazer arquitetônico. Essa conversa marcou a minha infância. 

Arquitetura é uma forma de transbordar os sentimentos, os valores internos, a cultura e nosso jeito de viver e pensar. Com ela, consigo me expressar. 

Não viveria sem dormir. 

Na minha casa, não podem faltar janelas bem abertas! Através delas, conseguimos ter a luz e perceber o mundo que está ao nosso redor, mesmo que de dentro de um apartamento.
 
Madeira preferida: sucupira.

Peça de design que mais admira: cadeira Zig-Zag, de Gerrit T. Rietveld. Ela é simples, moderna e sofisticada ao mesmo tempo. 

Prato saboroso:
frango com quiabo e polenta.
Leitura inspiradora: a que estou lendo agora, Ilíada, de Homero.  

Boa música: música brasileira ? todos os ritmos, da MPB ao clássico.


Viagem inesquecível: a primeira vez que visitei Portugal. Descobri muito sobre a cultura brasileira lá! 

Em que projeto você está trabalhando atualmente? Estou com mais de dez projetos paralelos. Entre apartamentos e residências, há alguns trabalhos internacionais, que ainda não posso revelar. Surpresa! 
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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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