wood couture
30/05/2015

As belas formas orgânicas de Giuseppe Scapinelli

"Queremos reviver e perpetuar a história do design nacional". É com base nesta filosofia que a designer autodidata Etel Carmona trabalha para resgatar cada uma das reedições que fazem parte da Coleção de mobiliário da ETEL. 


Recentemente, foi a vez das peças do ítalo-brasileiro Giuseppe Scapinelli ganharem ares renovados. A pesquisa e a vontade de trazer de volta à vida as belas peças do arquiteto começou em conversas com seu sobrinho Alessandro Scapinelli, em sua terra natal. 


Nascido em Modena, na Itália, Scapinelli escolheu o Brasil como sua segunda pátria. Nos anos dourados, tornou-se um empresário de sucesso. As terras paulistanas receberam a Fábrica de Móveis Giesse e a Fábrica de Tapetes Santa Helena, além de suas duas lojas: a Le Rideau e Margutta - que também era seu ateliê. 


 As peças originais então foram resgatadas por Sérgio, genro de Scapinelli, e levadas a Etel Carmona, que logo se encantou pelas formas orgânicas de suas cadeiras, datadas da década de 1950. 

 

Como não havia registros históricos, tampouco os familiares se recordavam, as cadeiras tiveram que ser re-batizadas. Para isso, foi escolhida uma espécie de código, que remete às iniciais do designer: GS1, GS2, GS3, GS4.

 
Dono de um estilo peculiar, Scapinelli mostrava-se um tanto conservador perto de seus contemporâneos. Enquanto a maioria investia em detalhes angulosos, quadrados e ferro, as cadeiras do italiano ganhavam curvas suaves, pés-palito e delicados detalhes em metal dourado. 

 
?Selecionamos as peças de Scapinelli por terem uma característica única. São suaves, possuem um desenho incrivelmente belo, que agrada os olhos e o toque?, conta Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

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22/05/2015

Lina Bo Bardi, uma história a ser contada

A história da ETEL ganha mais um capítulo de destaque hoje: a chegada do mobiliário de Lina Bo Bardi à nossa Coleção. Sob a benção do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, foram selecionadas peças emblemáticas, que remetem à carreira daquela que, ainda hoje, é considerada uma das maiores arquitetas do Brasil. 
 
Lina nasceu na Itália e encontrou em São Paulo terras férteis para a sua arquitetura modernista, executada entre as décadas de 1950 e 1970. Erguia paredes pouco convencionais, entre elas as do Museu de Arte de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia, do SESC Pompeia e da sua Casa de Vidro - hoje, sede do Instituto que leva seu nome. 


No entanto, o trabalho da ítalo-brasileira não se restringia às formas do edifício. Desenvolvia estudos, elaborava projetos e programas culturais, criava usos, encontrados na essência de cada espaço. Permeou o mundo das artes, da ilustração, da cenografia, dos grafismos, do design de interiores e do mobiliário. A cada projeto, ela criava peças que se encaixavam perfeitamente em cada ambiente como foi o caso das cadeiras criadas especialmente para o auditório do MASP.  


Ao lado de Giancarlo Palanti, no Studio de Arte Palma, Lina enveredou-se pelo design de mobiliário. Juntos fundaram uma pequena fábrica de móveis, a Pau Brasil, responsável pela confecção das peças da arquiteta à época. 
Desde os protótipos, o mobiliário de Lina já era aplaudido pela crítica. Sua poltrona de três pés em suas versões em madeira e tubo de ferro - foi considerada pela revista Habitat uma das primeiras interpretações da cultura brasileira, já que ela lembrava o hábito indígena de usar tecidos e couro para construir redes. 

 
Na Pau Brasil, era usadas técnicas acessíveis ao parque industrial brasileiro: tubos de aço dobrados, chapas de madeira compensada, couros e tecidos locais, demonstrando a influência do sentar no ar, das cadeiras de Mies Van Der Rohe e Marcel Breuer. Enquanto isso, sua cadeira de balanço evocava de forma surpreendente as curvas de Oscar Niemeyer. 

 

A reedição dessas peças emblemáticas nos traz grande satisfação. Ao lado do Instituto,  homenagearemos uma das maiores arquitetas brasileiras no ano de seu centenário, contribuindo para que a história do design nacional seja perpetuada e valorizada, explica Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

 
As peças foram lançadas em um evento na manhã de hoje (22) na Casa de Vidro, sede do Instituto Lina Bo Bardi, em São Paulo. Ainda, outros dois eventos devem acontecer no mês de maio, celebrando os cem anos da arquiteta. 
O lançamento das peças de Lina reeditadas pela ETEL é apenas o começo de um resgate histórico. Ainda há muito para se descobrir sobre esta artista ímpar, conclui.   

 
 

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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