wood couture
31/05/2013

Mundo afora: Semana de Design de Nova York sob o olhar de Paul Clemence

Durante o mês de maio, a cidade de Nova York foi palco de um dos eventos mais importantes para o circuito de design mundial, a NYCxDesign. Durante algumas semanas, a Big Apple respirou muita inovação em diversas exposições, mostras, feiras e tantos outros espaços abertos ao debate e a novas ideias.

Foto: Thais Martinez 

Em entrevista ao Wood Couture, o fotógrafo brasileiro Paul Clemence - que também é colunista e colaborador da revista Metropolis, nos contou quais foram suas impressões ao caminhar pelos corredores das mostras. Entre as atrações mais visitadas, estava a 26ª International Contemporary Furniture Fair, a ICFF. Nela, 500 expositores apresentaram suas coleções. Em uma surpreendente área de mais de 15 mil metros quadrados, exibiram as tendências do mobiliário contemporâneo e da decoração de interiores.

No entanto, aos olhos e lentes de Paul, o destaque da Semana de Design de Nova York foi um evento bem mais discreto, a Wanted Design. "Essa exposição foi considerada o grande palco da inovação do período", conta Clemence.

Segundo ele, a WD mostrou-se vanguardista e trouxe aos visitantes uma alternativa ao tradicionalismo do circuito internacional de móveis modernos, representado em Nova York pela ICFF. "Na sua terceira edição, Claire  Pijoulat e Odile Hainaut, fundadoras da feira, conseguiram reunir uma mistura excitante de designers novos e um ambiente mais cool, despojado e descontraído. Nesse espaço, jovens arquitetos e designers tiveram a oportunidade de mostrar seu talento e trabalho", analisou.

Foi lá que o fotógrafo mediou um dos debates mais interessantes da edição, o The Growing Voice of Design in Latin America, que ressaltou o caráter inovador e lúdico do mobiliário produzido na América Latina. 

Paul conversa com Jacqueline Terpins, durante o debate promovido pela revista Metropolis na WD.

"Mesmo vivendo nesse mundo cada vez mais conectado, o design latino ainda guarda certa sensibilidade, que o distingue de todo o mundo. Não apenas pelo seu amadurecimento na última década mas também por  seu estilo bem definido e por seu profissionalismo e sua qualidade", ressaltou.

Em parceria com o designer Luis Pons, Paul apresentou durante a Wanted Design a coleção Optical Tables, seu primeiro projeto experimental, que envolvia fotografia e design. A mostra contava com painéis de alumínio triangulares que justapunham espelhos e superfícies impressas. Quando o espectador olha para o plano no interior da montagem, uma nova dimensão é concebida, simbolizando a forma como os novos espaços surgem. Uma criação surpreendente e ousada, que nos leva a refletir sobre as linhas que separam a realidade da ilusão. "Esse projeto mostrou a possibilidade de interagir com o design não só superficialmente, mas como parte dele também", conta.

Nesta entrevista exclusiva ao Wood Couture, Paul ainda revelou que sua parceria com o design continuará rendendo bons e criativos frutos. E o Brasil está listado como um dos possíveis destinos de seus novos projetos de arte.

 

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31/05/2013

Essencialmente Black

"Black significa exclusivo e elegante. Vem da ideia de black card, black tie." É assim que Raquel Silveira, idealizadora da Mostra Black, começa a conversar conosco, do Wood Couture, sobre a terceira edição desse que é um dos principais eventos de arquitetura e decoração do país.

Depois da incrível casa projetada por Jacques Pillon e da residência modernista assinada por Raimundo da Rocha Diniz e Sidonio Porto, a mostra chega a um dos mais luxosos skylines de São Paulo: a Torre D, do complexo WTorre Plaza. Serão 3.200 m2, com 20 ambientes projetos por arquitetos, designers, decoradores e paisagistas de todo o Brasil.


"Um dos grandes diferenciais deste ano é a volumetria totalmente diversa do espaço. Temos pé-direito duplo em alguns ambientes, roof top e mezanino em outros. Está ficando maravilhoso", conta Raquel.

Os profissionais selecionados pela curadoria cuidadosa de Sergio Zobaran não tem um tema a seguir. Apenas devem responder à pergunta: "O que é Black para você?".  "Para mim, é conteúdo bom, é alta-costura. E, nesse contexto, a ETEL não poderia faltar", comenta a arquiteta.


Diversas peças ETEL farão parte dos ambientes de Dado Castello Branco, Gilberto Cioni e Olegario de Sá, Marina Linhares e do escritório Abs Benedetti. Entre elas, a Poltrona 801, poltrona Adriana, banco 102, livreiro Volpi, cadeira Ucho, cadeira Sherlock, aparador Componível e poltrona e pufe Nuvem. 

"Ter a piece of art da ETEL é ter a história do design de móveis brasileiro na nossa mostra. Ainda mais nos ambientes desses verdadeiros craques. Vai ser o máximo, uma sinergia maravilhosa", sugere Raquel.

 

A Mostra Black será aberta ao público no dia 29 de maio e segue até 7 de julho. A característica mais intimista da mostra é uma grande oportunidade explorar ambientes com calma, descobrir novos nomes do cenário nacional e admirar o trabalho dos profissionais mais consagrados.


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17/05/2013

Um desafio à madeira

As peças de Jorge Zalszupin nascem de um desenho primoroso e de um desafio à produção com madeira. Como ele mesmo conta, sonhos com poltronas e cadeiras lhe davam a inquietação necessária para criar suas peças. E vinha daí também a crença de que tudo poderia, sim, sair do papel.


"Por muito tempo, meus desenhos ignoraram as regras de produção. A poltrona Dinamarquesa, por exemplo, precisa de enxerto de duas madeiras e as especificações de seus braços tornam praticamente inviável sua fabricação por máquinas. É trabalho para um artesão", relata Jorge. 


Essa irreverência diz muito sobre a parceria entre Jorge e ETEL. Na marca, ele encontrou outros sonhadores, mestres da marchetaria, capazes de transformar complexos desenhos em lindos móveis. "A mesa Romana é um ótimo exemplo disso. Produzida na década de 1960, sua base, curvada para ambos os lados, côncava e convexa, e ao mesmo tempo delgada, suporta um tampo lindo de mármore carrara quase em vão livre. Foi um enorme desafio conseguir produzir essa mesa hoje com toda nossa tecnologia e know-how. Imagine naquela época...", descreve Lissa Carmona. 

Hoje, aos 91 anos, o virtuoso do design recebe uma homenagem da marca. ETEL incorpora às comemorações dos 20 anos da abertura da primeira loja a reedição de 20 peças criadas pelo arquiteto na décadas de 1950 e 60, quando Jorge era proprietário da L'Atelier.
 

Feitos sobretudo com pau-ferro, os móveis trazem o calor da madeira e intensificam a sensualidade das formas. Poltrona Adriana, Mesa Pétala, Poltrona Dinamarquesa, Cadeira Verônica, Poltrona Ipanema, Mesinha Romana, Banco 102, Carrinho de Chá JZ, Buffet Componível, Mesa Limestone e Banqueta-bar Gávea estão entre as reedições.

As peças ficam em exposição na loja durante todo o mês de maio.

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10/05/2013

Coleção Niemeyer: a poética das curvas

"Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein." 

Cada traço do arquiteto Oscar Niemeyer tinha a capacidade de encantar e fazer história. Mas nem todos sabem que suas curvas não ficaram restritas às marcantes obras arquitetônicas que construiu. Na década de 1970, o arquiteto e sua filha, Anna Maria, criaram belos móveis. Agora, a linha de mobiliário passa a ser fabricada e comercializada pela ETEL.
 
"Havíamos recebido algumas indicações do mercado e quando chegamos à ETEL a identificação foi imediata. O cuidado com a escolha dos materiais, o respeito ao meio ambiente, a perfeição na construção das peças e a posterior escolha dos revendedores representam tudo o que queremos para a Coleção Niemeyer. A ETEL tem a ética, o profissionalismo e a confiança que buscávamos", destaca Ricardo Niemeyer, bisneto do arquiteto e diretor da Fundação Oscar Niemeyer.


Neste primeiro momento, oito peças farão parte do portfólio: a icônica chaise long Rio de balanço, criada na década de 1970, a famosa Marquesa, a mesa Módulo, a Poltrona e a Banqueta Alta. Temos ainda uma bela mesa de jantar, uma de trabalho, uma espreguiçadeira, um sofá e uma poltrona.

Ricardo conta que, desde o início da carreira, Niemeyer cogitava a hipótese de criar móveis. As primeiras peças foram desenhadas para compor ambientes de seus projetos, como uma estante, em 1952, para decorar a Casa das Canoas e alguns itens para o Palácio Capanema. As primeiras peças "independentes" foram a Poltrona e a Banqueta Alta, em 1971.

"A primeira edição da poltrona foi feita com aço, pois na época esse era o único material que conseguia reproduzir as formas desenhadas por Oscar. Depois, com o desenvolvimento da tecnologia, optamos por utilizar a madeira", conta Ricardo.



Os móveis, que passam a fazer parte da Coleção ETEL, serão identificados com o DNA da marca e ainda terão uma moeda numerada fornecida pela Fundação, juntamente com um certificado impresso em papel moeda, reforçando ainda mais sua autenticidade.

As peças chegam à venda em agosto e parte de seu valor será destinado à Fundação, uma instituição sem fins lucrativos criada em 1988 com o objetivo de preservar e divulgar a obra do arquiteto.
 

Para nós, é mais que especial agregar Anna Maria e Oscar Niemeyer à Coleção ETEL. Consideramos essa parceria mais um dos belos presentes este ano, em que completamos 20 anos da nossa primeira loja.

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10/05/2013

ETEL 20 anos: é tempo de celebrar!

Neste mês, no próximo dia 7, completamos 20 anos da abertura da nossa loja. Temos muito a comemorar, sem dúvida. Mas acreditamos que três conceitos dizem simplesmente tudo!

Uma marca singular

Construímos nossa história respeitando os mínimos detalhes. Utilizando as técnicas milenares da marchetaria e madeira certificada, criamos peça únicas, verdadeiras joias.  Ao transformar a inspiração de designers e arquitetos em realidade de forma impecável, nos tornamos a alta-costura do mobiliário.

Não se pode esperar nada menos que DESIGN, QUALIDADE, BELEZA, FUNCIONALIDADE, SOFISTICAÇÃO E AUTENTICIDADE de uma peça ETEL.


Uma coleção representativa

Mais que produzir móveis belos e funcionais, sempre nos preocupamos em contar uma história: a história do móvel moderno brasileiro. Nossa coleção é composta de peças que vão desde a década de 1920 até os dias atuais. Por meio de novas criações e reedições, valorizamos peças que consideramos atemporais. 

Os arquitetos e designers que dão forma à Coleção foram chegando aos poucos, com naturalidade, pelos gratos encontros da vida. Hoje, sua diversidade criativa se une sob a assinatura do nosso jeito de fazer. Claudia Moreira Salles, Branco & Preto, Arthur Casas, Carlos Motta, Dado Castello Branco, Gregori Warchavchik, Isay Weinfeld, Jorge Zalszupin, Lia Siqueira, Oswaldo Bratke, Paolo Uccello, Paulo Werneck, Domingos Pascali e Sarkis Sermedjian são os nossos grandes artistas.

Um espaço que une arte e design

Nosso primeiro espaço foi um galpão lindo na Vila Madalena. Um lugar inusitado, inspirado em Gaudí. A arte sempre fez parte do nosso caminho, seja para inspirar, seja para somar. José Bento com suas esculturas, Marcelo Cips com suas Caixolas e Roberto Micoli com suas pinturas trazem frescor e irreverência à ETEL.


Hoje, estamos na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, num espaço amplo e agradável, onde expomos o melhor do design brasileiro. Mas aqui a porta está sempre aberta para aqueles que conseguem transformar suas percepções, emoções e ideias em arte!


Já ultrapassamos fronteiras. A marca que começou com uma profissional autodidata alcançou os mercados de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Lisboa, Zurique e Toronto, entre outros.

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03/05/2013

Stradivarius: um mistério inspirador

Um som único. Limpo. Intenso. Daqueles que encantam e vão além dos ouvidos: tocam a alma. Quem já teve o privilégio de ouvir um violino Stradivarius em ação relata que é uma daquelas experiências de vida inesquecíveis. Quase uma epifania, aquele momento sublime em que tudo começa a fazer sentido.


"Um timbre único, consistente. Que aceitou os mais exigentes desafios dos mais loucos e obstinados músicos do mundo e o crivo das grandes orquestras (da Sinfônica de Berlim com o Karajan aos arroubos do Paganini), que aguentou séculos e... virou um mito", relata Roberto Waack, amante da música erudita e diretor da Amata Brasil, sobre a oportunidade de já ter mergulhado no som de um Stradivarius ao vivo.

Existe um consenso entre músicos, lutieres, plateias e até cientistas de que não há nada parecido no mundo. Os Stradivarius parecem ter alcançado a tão sonhada perfeição. E a explicação para tal plenitude ainda é um mistério que dura mais de trezentos anos.

O nome da marca de instrumentos de corda mais valiosa do mundo é uma homenagem a seu idealizador: Antonio Stradivari, um lutier italiano que viveu de 1644 a 1737. Dizem que ele construiu mais de mil violinos, mas, hoje, restam pouco mais de 600 espalhados pelo mundo.


As técnicas utilizadas por Stradivari ainda intrigam pesquisadores. Sem comprovações científicas, uma série de teorias tenta explicar a sonoridade singular dos Stradivarius. As especulações vão desde o verniz, que conteria cinzas vulcânicas, até a madeira utilizada, que viria de navios naufragados há muitos anos ou até de árvores impactadas por um período de clima mais frio que a média na Europa.

"Para mim, o segredo está nas imperfeições de cada instrumento. É como no desenho: aquele traço impreciso que passa uma grande expressividade, como, por exemplo, em Niemeyer. Ou na pintura, como nas pinceladas de Van Gogh, cujo vigor e fantasia alteram a nossa respiração", comenta o pianista Marcelo Bratke, um dos nomes mais brilhantes da música clássica brasileira.


Os mistérios são muitos, mas o fato é que os Stradivarius são obras primas, peças artísticas de madeira inigualáveis na história da humanidade. Para se ter uma ideia, em 2011, um desses violinos foi leiloado pelo preço recorde de US$ 15,9 milhões e arrematado por um comprador anônimo.

Nós da ETEL, acreditamos muito em histórias inspiradoras como essa, que mostram o sabor raro, maravilhoso e incomparável dos frutos de um trabalho diário e incansável em busca da perfeição que só a natureza pode nos proporcionar. E a dimensão real disso só pode ser compreendida por quem já viveu na pele experiências tão ímpares. 

O russo Maxim Vengerov é um dos melhores violonistas do mundo e consegue, como poucos, proporcionar à sua plateia uma dessas experiências de que estamos falando. Assista aqui a uma reportagem veiculada no Jornal da Globo em 2007 para saber mais sobre a história do Stradivarius, que ainda intriga a humanidade, e se encantar com o som magnífico desse instrumento raro.

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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