wood couture
15/04/2014

Os infinitos barcos de Jayme Reis

As fronteiras que permeiam a arte e o design são tão tênues, que, por vezes, parecem não existir. Tanto é assim que, as obras de arte sempre tiveram lugar de destaque aqui na ETEL. Seja para inspirar nosso dia-a-dia, seja para somar, completando espaços de maneira singular. 

 
A partir desse mês, o acervo de obras permanente da ETEL ganhará mais um artista, o mineiro autodidata, 
Jayme Reis. Em uma de suas séries mais celebradas, a Simbióticos, Jayme escolheu cores primárias e 
diferentes tipos de textura para colorir uma infinidade de barcos. Trabalhados em ferro, eles ganham vida, quando dispostos de forma rítmica, em pequenos e marcantes quadros monocromáticos e nada monótonos.

"As barcas são elementos recorrentes em meu repertório. São símbolo, tema, forma. Permitem uma infinidade de combinações. Se comunicam e se misturam. Nos guiam e abrem caminhos", diz Jayme. 

Arte na ETEL 

Em mais de 20 anos de história, a ETEL criou um vasto repertório artístico, que valoriza as obras criadas por mãos e alma brasileiras. As esculturas ricas em detalhes, de José Bento; as divertidas Kaixollas, de Marcelo Cipis; os criativos biombos de Roberto Mícoli e as exuberantes fotografias de Araquém Alcântara também fazem parte do rico e diverso o acervo da ETEL.
       
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09/04/2014

Oscar Niemeyer na ETEL

Neste mês, Oscar Niemeyer estará ainda mais presente na ETEL. Até dia 23, nosso espaço será palco da mostra "Oscar Niemeyer, Mesquita de Constantine", projeto criado pelo arquiteto em 1977, na Argélia. Os croquis foram feitos por Niemeyer durante sua estadia pela Europa e África, nas décadas de 1960 e 1970 - quando se viu expulso do país diante do duro Regime Militar. 


Impedido de trabalhar no Brasil, refugiou-se em Paris e abriu um escritório na badalada Avenida Champs- Élysées, onde passou a receber clientes do mundo todo. De lá, partiu para a Argélia. Projetou a Universidade de Argel, o Centro Cívico, a Escola de Arquitetura e a Universidade de Constantine, considerada por ele, um de seus melhores trabalhos. 

Conheça a relação do arquiteto com esses lugares tão especiais. 

Em Constantine

"Depois de Paris, foi em Argel que mais me demorei. Gostava daquela cidade, do apoio ostensivo que Dejelloul nos dava; da especial atenção que o próprio presidente Boumediene nos confiava; da cidade acolhedora; das ruas a descerem em curvas para o mar (...). 

Mas foi em Constantine que deixei um dos meus melhores trabalhos: a Universidade de Constantine. Não queria projetar uma obra qualquer, mas sim uma universidade que exprimisse a técnica de hoje. Queria, como já disse, mostrar no exterior o progresso da engenharia do nosso país. (...) Essa preocupação de inovação criadora se manteve ao estudarmos o programa, recusando a ideia inicial de uma universidade comum com mais de 20 prédios, propondo a universidade compacta, flexível, com cinco prédios apenas. Era a centralização necessária, a universidade que Darcy (Ribeiro) pretendia."
(NIEMEYER, Oscar. As Curvas do tempo. Rio de Janeiro: Revan, 1998. p.157-8)

Na Argélia

"Gostei muito da Argélia, da metamorfose ocorrida, da liberdade conquistada. E isso, eu sentia na euforia existente, no riso fácil daquele povo, antes tão oprimido e humilhado. Era o prazer da vitória que por toda a parte encontrava. Nos cafés repletos, nas ruas, nas praças, nos amigos argelinos a nos mostrarem orgulhosos os filmes sobre essa vitória tão duramente obtida.

Argélia? Como é bom lembrar aqueles tempos. A casa em que morava, o belo jardim que a cercava, as flores tão queridas naquele país. Da porta ficava a vê-las, coloridas e perfumadas, e o velho jardineiro que delas cuidava, a organizá-las carinhosamente nos pequenos vasos que, depois, distribuía pela casa. (...) E lá apareciam o Lopes, o Jorge, o Marçal, o Cydno, Montenegro, Fernando Burmeister119 e o Fernando Andrade, todos dispostos a lutar pela boa qualidade dos projetos. (...)

Com saudades recordo Argel. Os cafés transbordando de gente, o branco casario que os franceses construíram junto ao porto, o Casbá e o severo povo argelino tentando manter suas origens. 

Senti nos amigos argelinos muita coisa dos meus irmãos brasileiros. A mesma maneira otimista de rir. (...) Rimos muito de tanto otimismo. Como era difícil resolver esses assuntos naquele belo e generoso país!"
(NIEMEYER, Oscar. As Curvas do tempo. Rio de Janeiro: Revan, 1998. p.175-7)

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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