wood couture
28/03/2013

Entre cadeiras e poltronas: o processo de criação da Linha Atelier

A admiração mútua entre Etel Carmona e Carlos Motta não vem de hoje. Porém os encontros e desencontros da vida só permitiram que a parceria profissional acontecesse em 2012. Juntos, reeditaram a Linha Atelier, composta de 13 peças desenhadas por Carlos Motta entre 1979 e 2007. 

O processo de trabalho dos designers foi contado em vídeo, no documentário "Entre cadeiras e poltronas", produzido e lançado recentemente pela AMATA, empresa do setor florestal e madeireiro. O encontro desses velhos amigos que se conhecem há mais de 20 anos rendeu uma conversa descontraída e leve, ambientada na própria loja ETEL e no ateliê de Carlos Motta. 


O arquiteto conta como foi a reedição da linha. Enquanto ele selecionava as peças que deveriam ganhar a marca ETEL, a designer escolhia a melhor matéria-prima disponível, com características ideais para cada um dos móveis. A dedicação dos dois resultou em peças com cortes precisos e acabamento impecável, todas feitas com madeira certificada, vinda do manejo sustentável. 

Os designers ainda falam sobre a paixão pela madeira que os une, a busca pela ergonomia perfeita e a responsabilidade socioambiental do trabalho desenvolvido por eles. 

Para Carlos Motta, o momento mais interessante do processo de reedição de suas peças foi quando viu suas cadeiras sendo feitas por outras pessoas, usando outras técnicas. "Foi interessante ver minha linha sendo produzida com outra mão de obra, com outra madeira, com outra lustração. Fiquei um pouco enciumado", diz, brincando. 

Segundo Etel, essa parceria profissional entre os dois amigos não termina por aí. E tende a render muitos frutos no futuro. "Foi tudo muito prazeroso. Começo, meio e isso não vai ter fim. Acho que a gente ainda vai seguir por outros caminhos", disse.

Veja o vídeo e conheça um pouco mais essa história.
 
 

"Entre cadeiras e poltronas" faz parte da série de microdocumentários do movimento TUAMATA, que propõe a aproximação entre pessoas e florestas.  As produções  abordam os diversos usos da madeira e a relação das pessoas com esse material tradicional e renovável.
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26/03/2013

Biblioteca Brasiliana: 20 mil m2 de livros e ETEL

As peças ETEL são capazes de compor ambientes aconchegantes, confortáveis e lindos para os mais diversos tipos de atividade. São inúmeros os projetos que combinam nossos exemplares, criando espaços surpreendentes. O mais recente deles é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que será inaugurada amanhã, 23 de março, na Cidade Universitária, em São Paulo.


Dez peças do portfólio ETEL estarão na biblioteca - para sentar, relaxar, ler um bom livro ou estudar. A mesa Maria Antonieta, desenhada por Etel Carmona; o sofá São Conrado e a poltrona Cosme Velho, de Claudia Moreira Salles; a mesa Aranha e o sofá M3, da Branco&Preto; a cadeira 06, de Osvaldo Bratke; e a célebre mesa Pétala, a poltrona Verônica e o Banco Vintage, todos criados por Jorge Zalszupin, dão ao espaço um ar chique e confortável.


A biblioteca - que possui mais de 20 mil m² -  foi inspirada em tradicionais templos do conhecimento, como a icônica Biblioteca Pública de Nova York e a tradicional Biblioteca Nacional de Paris, além da Beineke Library, da Universidade de Yale, e a Morgan Library. Tanto a construção como a decoração dos ambientes são projetos do escritório de Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, neto do casal que dá nome ao prédio.

José Midlin passou a vida colecionando livros. Com sua morte, aos 95 anos, sua esposa, Guita, resolveu doar sua enorme coleção à Universidade de São Paulo (USP). São mais de 17 mil títulos, o que corresponde a 40 mil volumes.

Diante da generosidade da família, outros colecionadores passaram a doar suas obras e a Biblioteca pretende criar uma seção especial para os exemplares raros. Sem dúvida, vale a visita!


A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin fica na Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo.
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15/03/2013

Pronta entrega: Cadas Abranches

Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
Sympathy for the Devil (The Rolling Stones)

Os versos da famosa canção dos Rolling Stones traduzem o espírito de Cadas Abranches: bom gosto, vibração e elegância. Os ambientes criados pelo designer brasileiro contam com uma forte e inusitada influência do rock and roll inglês, mais precisamente da banda liderada por Mick Jagger. 


Os espaços de Cadas são sempre jovens, modernos, cheios de vida e de histórias pra contar. As linhas marcantes e o traço preciso dão aos projetos um toque despojado, sem perder a elegância, é claro.



Em uma conversa exclusiva com o Wood Couture, Cadas conta um pouco mais sobre seu trabalho e sua personalidade irreverente. Confira.  

Nome: Ricardo Antonio Abranches David, ou simplesmente Cadas

Atividade profissional: designer

Moro no Rio de Janeiro.

Quando era criança, queria ser arquiteto.

Uma lembrança: minha casa na rua Sacopã, no Rio de Janeiro.

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: a satisfação de um cliente é sempre uma excelente notícia.

Não viveria sem praia.

Na minha casa, não podem faltar frutas.

Madeira preferida: não tenho uma preferida. Gosto de várias. Tudo depende do momento, da peça...

Peça de design que mais admira: gosto muito das peças do designer dinamarquês Piet Hein Eek.

Prato saboroso: o Crab Cake, do restaurante L´Avenue, em Paris. 

Leitura inspiradora: gosto muito de biografias. 

Boa música: The Rolling Stones.

Viagem inesquecível: Paris sempre!

Projeto dos sonhos: quando fiz o backstage da turnê Voodoo Lounge, dos Rolling Stones. Foi incrível.

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08/03/2013

A emoção de criar

Nem sempre é possível dar ouvidos à intuição, mas muitas vezes essa sensação, vinda sabe-se lá de onde, nos mostra o caminho para aquilo que nos dará prazer a vida toda. Foi assim com a arquiteta Lia Siqueira. "Não escolhi o design. Foi ele quem me escolheu."

                                    

Apaixonada por desenho desde muito jovem, deixava essa habilidade em segundo plano enquanto cursava ciências biológicas, no início dos anos 1980. Até que, em uma conversa despretensiosa, um professor sugeriu que Lia valorizasse esse talento. Tempos depois, lá estava ela nas cadeiras do curso de arquitetura e urbanismo, na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.

  
Logo no começo da carreira, envolveu-se profissionalmente com designers brasileiros que despontariam no mercado nacional e internacional, como Cadas, Chicô Gouvea e Lula Abranches. 
Mas Lia sentia que era preciso viajar e conhecer o mundo. Em 1985, embarcou para a Alemanha e lá passou dois anos trabalhando na área. Quando voltou, estava cheia de inspiração e vontade de tocar seus próprios projetos. Foi então que fundou a Azul Arquitetura & Design, uma charmosa residência localizada no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, que guarda um pouquinho de seus croquis, de suas peças e até mesmo de sua história. 


A variedade de ambientes e temas é marcante nos projetos de Lia, embora para ela seu estilo não seja algo simples de definir. Em seu portfólio, há espaço para inúmeras residências, um hotel-fazenda intimista na Bahia e até mesmo uma biblioteca em terras cariocas. Neste momento, está totalmente envolvida na concepção do ateliê de um artista plástico, que, pelo menos por enquanto, prefere manter o nome em sigilo absoluto.  

E a inspiração vem de onde? De tudo aquilo que um olhar atento e cuidadoso pode apreciar, mas sem dispensar as referências do trabalho de ícones do design, como a francesa Andrée Putman e os brasileiros Claudia Moreira Salles, Cadas, Isay Weinfeld, Etel Carmona e Thiago Bernardes. 


Lia sente emoção a cada ambiente cuidadosamente planejado por ela. Entre os trabalhos que mais encantam a arquiteta estão os que usam a madeira como matéria-prima, já que é extremamente sensorial e o contato com ela é repleto de emoção.  "Gosto do cheiro, de tocar a madeira. Fico fascinada com a relação do homem com essa matéria-prima. Nossa intervenção transforma esse material em algo totalmente diferente", conta a arquiteta, que integra o portfólio da ETEL com peças como a mesa central Cobogo, o livreiro Volpi e o banco Skiff. 


Para criar seus móveis, Lia realiza um breve estudo sobre a matéria-prima ideal. "Não tenho uma espécie predileta, pois cada móvel tem suas próprias necessidades. Às vezes, ele pede uma cor, uma ranhura diferente, veios marcantes ou discretos. Vou percebendo o que combina com o ambiente, com o cliente e com a própria peça. É uma questão de sentir." 
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01/03/2013

Pau-ferro: uma joia resistente

Com pouco mais de meio metro de diâmetro, o pau-ferro impressiona pela sua altura imponente. Desde as raízes até o alto da suntuosa copa, são 30 metros de madeira forte e densa. Seu nome faz, justamente, uma alusão a essa característica pra lá de marcante. Essa madeira  é dura como o ferro. 

A beleza peculiar dessa joia da floresta permite identificá-la com facilidade. Seu tronco, quando jovem, é liso e cinzento e, com o passar dos anos, vai perdendo algumas camadas, tornando-se marmorizado. Quando adulta, sua superfície passa a mesclar um branco entremeado de tons de cinza e bege. Enquanto isso, na copa arredondada e densa, as flores amarelas se exibem no verão e no outono entre as folhas verde-escuras, pequenas e delicadas. 


O pau-ferro pode ser encontrado em quase todos os quarteirões, nos quatro cantos do Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro "o parque mais antigo do Brasil ", esta é uma das árvores mais comuns, e foi lá que o pau-ferro começou a ser usado na arborização urbana. Atualmente, é uma das árvores mais vistas pelas cidades do país.

 



Essa madeira, além de ser uma das preferidas dos urbanistas, é adorada pelos arquitetos. Durante as décadas de 1950 e 60, o pau-ferro foi muito usado pelo design, ganhando destaque na confecção de móveis lindíssimos.

Jorge Zalszupin, um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira, é um dos entusiastas dessa matéria-prima. Não por acaso, a coleção de Zalszupin, reeditada pela ETEL, possui peças feitas com ela, como a Mesa Pétala, a Mesa Café e o Banco Vintage.

Ainda em nosso portfólio, a Mesa Prática, criada pela designer Claudia Moreira Salles, usa como matéria-prima essa árvore, que é uma verdadeira joia da floresta. 

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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