wood couture
28/02/2014

Seringueira: uma joia renovada

Até pouco tempo, as seringueiras tinham uma sina quase certa. Após cumprir seu papel e produzir látex por quase 35 anos (a duração de um ciclo completo), as árvores eram cruelmente derrubadas. Dali, troncos com mais de 60 metros de altura iam para os fornos e  transformavam-se em lenha.   


No entanto, aos poucos, essa história começa a tomar novos rumos. Pelas mãos de arquitetos e designers talentosos, a madeira de Seringueira tem ganhado uso nobre e formatos totalmente sofisticados. Aqui na ETEL, demos início ao processo de testes com essa madeira há quase seis meses. Exemplo disso é o recém-lançado banco Pensil, de Etel Carmona. Agora, a peça empresta suas curvas e flexibilidade a essa madeira claríssima, quase esbranquiçada.


Ao criarmos novos usos para madeira de Seringueira, fortalecemos nossos laços com a floresta e o compromisso da ETEL com a sustentabilidade. Após seu ciclo, essa joia da floresta ganha uma nova chance e renova-se, magnificamente, diante de sua maleabilidade e leveza. 

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24/02/2014

Gregori Warchavchik: pioneiro e criativo


No início da década de 1920, o país testemunhava uma nascente e criativa revolução em suas artes. Em fevereiro de 1922, Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, e tantos outros artistas, se reuniram no Teatro Municipal de São Paulo para a Semana de Arte Moderna. 
     

Apostando no ineditismo e renovação, eles buscavam quebrar com os paradigmas do passado e criar um novo olhar sobre a produção artística brasileira. Em meio a tanta criatividade, nascia um embrionário movimento na arquitetura nacional. 

     
Foi nesse solo promissor, que o ucraniano Gregori Warchavchik encontrou espaço para apresentar sua arquitetura.  Conhecido como o arquiteto Modernista, acreditava que as construções deveriam funcionar como máquinas de morar. Em seus traços firmes e retos, buscava casas e prédios livres das amarras do passado, com uma estética que refletia a efervescência cultural do momento.

   
Então, em 1928, criou a primeira casa modernista do país, localizada na Rua Santa Cruz, em São Paulo. Gregori preocupou-se com cada detalhe do projeto ? da fachada à decoração. Desenvolveu um mobiliário modernista e revolucionário para a época. As banquetas, o carrinho de chá, a mesa circular e os revisteiros de Warchavchik tornaram-se símbolo do mobiliário moderno e ganharam novas edições pela ETEL. 

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21/02/2014

Pronta Entrega: Carolina Maluhy


Apesar de levar a moda em seu DNA, Carolina Maluhy enveredou-se pelo mundo da arquitetura. Filha da estilista Candy Brown, herdou da mãe o bom gosto e a estética apurada. Itens que refletem em projetos cheios de combinações sutis e modernas. 

Formada em arquitetura pela Northeastern University, em Boston, Carolina abriu, em 2005, seu escritório próprio, em parceria com Isis Chaulon. Em quase dez anos de atuação, a dupla - que se autointitula apaixonada por jardins - já desenvolveu mais de 150 projetos residenciais e comerciais. 

Nome: Carolina Maluhy

Atividade profissional: arquiteta

Moro em... São Paulo

Quando criança, queria... desenhar casinhas. 

Uma lembrança: minha infância com verões quentes e com pés na terra vermelha no interior do estado de São Paulo.

Não viveria sem...  verões quentes com pés na terra vermelha do interior de São Paulo. 

Na minha casa não pode faltar... verde. 

Arquitetura é... o espaço criado para vida. 
 
Madeira preferida é... jacarandá bahia.

Peça de design que mais admira: gosto muito o design dos móveis de Jorge Zalszupin. Chega a ser difícil escolher uma, mas a cadeira Adriana é incrível.


Boa música: Keith Jarrett.

Leitura inspiradora: Morte em Veneza, de Thomas Mann.

Projeto dos sonhos: concretizar o projeto de urbanização Pedreira Viva, que fiz em conjunto com a Comunidade da Pedreira.
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17/02/2014

Projeto modernista

Ao fazer um resgate das mais profundas memórias, a mineira Lena Pinheiro descobre que guarda um carinho especial desde criança por um prédio projetado por Oscar Niemeyer, no centro de Belo Horizonte. Para ela, o destino não poderia ser outro. Quando essa admiração pelas curvas do mestre nasceu, Lena já tinha descoberto a sua vocação. Queria viver em contato com aquela arquitetura, dona de curvas ousadas e traços precisos!

 
Anos mais tarde, a mineira realizou um de seus maiores sonhos profissionais: projetar um ambiente para uma construção assinada pelo próprio Oscar Niemeyer. Na última Casa Cor Minas, que aconteceu na região da Pampulha, Lena foi convidada a criar o living, um espaço para que moradores convivessem diariamente com a arte e com o design. 

 
"Optei por respeitar o estilo de 1950, época em que Oscar Niemeyer projetou a residência em que aconteceu a Casa Cor 2013. Os móveis foram escolhidos cuidadosamente para que contemplassem essa estética modernista", conta a designer. O ambiente incluiu itens como a cadeira Adriana, o sofá SO801, a banco Onda, de Jorge Zalszupin, além da poltrona Alta, de Niemeyer e o mesa Duas Cores, da Branco&Preto. Todas as peças são reedições da ETEL.  

 
Para tornar o espaço ainda mais interessante, foram incluídos elementos de arte típicos dos anos dourado. Quadros concretistas, fotografias e discos completavam com riqueza os detalhes. 
    
Sem dúvida, esse é um projeto para ser eternizado!
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17/02/2014

Modernidade Brasiliana

Nas décadas de 1960 e 1970, as construções modernistas assinadas por Jorge Zalszupin inspiravam uma arquitetura dona de traço ímpar e sensual. Até então pouco conhecido em terras brasileiras, esse estilo de construção pedia móveis igualmente arrojados e inovadores.      
E foi exatamente diante dessa demanda, que Zalszupin fundou sua própria fábrica de móveis, a L?Atelier. Lá, colocou em prática peças de linhas puras, nobres, confortáveis e atemporais, que mais tarde, tornaram-se grandes clássicos do design de móveis brasileiro. 


Entre tantas criações, em 1965, Jorge concebeu a poltrona Brasiliana. Dona de braços confortáveis e confeccionada à época em jacarandá, a poltrona se destaca por possuir uma curvatura precisa e delicada em suas costas e na lateral de seus braços. Tais formas foram consideradas tão harmônicas que permitiram a criação de um sofá que respeita os mesmos traços. 


A peça recebeu esse nome em homenagem à recém-fundada capital brasileira - cidade na qual é impossível caminhar sem postar os olhos sobre os inúmeros prédios modernistas, alguns deles desenhados pelo próprio arquiteto. Tanto o sofá quanto a poltrona ganharam, no último ano, novas edições da ETEL.
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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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