wood couture
10/06/2016

Interrelações entre Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin na Casa Cor

Outros charmosos destaques da ETEL na Casa Cor SP 2016 são os espaços da Pereira Reade Arquitetura e Très Arquitetura que trazem duas icônicas poltronas de dois grandes nomes do Design Moderno Brasileiro, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin. 
 
 

O espaço da Pereira Reade Arquitetura traz as icônicas Poltronas de Três Pés (1952) da grande arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. 

 
Já o espaço da Très Arquitetura exibe a Poltrona Triangular de Jorge Zalszupin que tem como grande inspiração a própria poltrona de Três Pés de Lina Bo Bardi que podemos conferir no espaço de Clarisse Reade. 

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09/06/2016

Denise Barretto Assina A Sala dos Amigos na Casa Cor SP 2016

Presente há 14 anos no maior evento de decoração e design da América Latina, a arquiteta Denise Barreto criou, desta vez, um ambiente com atmosfera tipicamente masculina, que convida ao bem-estar e ao encontro entre amigos.
 

"Pensei em um espaço sofisticado em que o anfitrião, independentemente de sua faixa etária, aprecia arte e deleita-se ao reunir as pessoas queridas para sessões regadas a boas bebidas, charutos e gostosas conversas", resume Denise.
 

Mesa de Jantar Mineira de Etel Carmona é um dos grandes destaques do belo ambiente. 
 

A Poltrona Adriana de Jorge Zalszupin contribui para a sofisticação do espaço.
 
Outro ângulo do belo espaço dá destaque para a Poltrona e Pufe Paulistana de Zalszupin, e da Mesa Tora de Etel Carmona.

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07/06/2016

Peças icônicas do Design Brasileiro em destaque no Loft da Hermany Arquitetura

Grandes nomes do Design Brasileiro e peças carregadas de história pontuam o belo Loft da Hermany Arquitetura.
 

A Penteadeira Componível de Jorge Zalszupin é um dos grandes destaques no aconchegante e jovial quarto do casal.
 

Com poucos e muito bons, a Poltrona Alta de Oscar Niemeyer completa também a sofisticação do belo espaço.

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03/06/2016

Estúdio Jabuticaba por Nildo José


Um apartamento jovial, acolhedor e funcional são as principais características do ambiente assinado por Nildo José, nova promessa da arquitetura brasileira que, com apenas 27 anos, estreia na Casa Cor São Paulo.
 

O nome escolhido para o ambiente é em homenagem a um exemplar da árvore frutífera suspensa por cabos de aço e envolvida pela técnica japonesa chamada kokedama. 


O ambiente em tons claros tem peças icônicas de grandes nomes do Design Brasileiro, como a Poltrona Senior, o Revisteiro e Mesa Dominó de Jorge Zalszupin.
 

Outro grande destaque é a icônica Poltrona de Três Pés da Lina Bo Bardi reeditada por ETEL.

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02/06/2016

"Moderno Clássico, Clássico Moderno" por Pedro Lázaro

O espaço começou a ser pensado a partir dos móveis desenhados pelo pintor modernista Lasar Segall para sua própria residência, com reedição ETEL. 


A Poltrona Adriana de Jorge Zalszupin, considerada um jóia de madeira, também parte do espaço, mantém a elegância e sofisticação conquistada pelo arquiteto. 
 

Paredes brancas valorizam o piso em granito Ouro Negro que recebe o tapete gráfico, também desenhado por Lasar Segall, e neste momento se torna uma pintura no piso pela forma de colocação e recebe os visitantes.
 

Além das peças do Segall, a Etel também traz ao espaço a Mesa de Gamão Dado, do próprio Dado Castello Branco, e o Banco Vintage do Jorge Zalszupin.


Pode-se perceber a disposição nada convencional de cadeiras e poltronas que são verdadeiros convites a fazer delas o que se queira; sente-se, leve-as para lá ou para cá, ou apenas aprecie suas inexoráveis belezas.
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30/05/2016

Sofisticação em Branco


Em seu belíssimo espaço para a Casa Cor SP 2016, o arquiteto Dado Castello Branco traz novas versões de clássicos da Coleção ETEL, desenvolvidas especialmente para ele. Dado buscou priorizar o conforto e o bem-estar em seu aclamado espaço. "Pensei um projeto que trouxesse aconchego em um espaço que fosse ao mesmo tempo funcional, como um ambiente de biblioteca", conta o arquiteto.
 

Sucupira Dourada foi o acabamento escolhido desenvolvido pela ETEL para os móveis criados para o espaço como o conjunto de cadeiras Sicupira de Claudia Moreira Salles e a Mesa Tripé, desenho de Etel Carmona, que contribuem para um aconchego sofisticado.
 

Outro grande destaque é o mais recente lançamento da ETEL a Poltrona Alta de Oscar Niemeyer, reeditada pela primeira vez em aço inoxidável.
 

As duas Mesas de centro 9 de Julho, estão ainda mais sofisticadas com o tampo de mármore calacata machioro.
 

O atemporal Carrinho de Chá de Gregori Warchavchik e a Mesa Lateral Gaivota de Etel Carmona são belos coringas que permitem um uso mais dinâmico a qualquer momento e em qualquer ocasião. 


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25/05/2016

Marina Linhares e Espaço DECA para Casa Cor SP 2016

Um dos ambientes mais cobiçados na Casa Cor SP 2016, o Espaço Deca da designer Marina Linhares, é um Pavilhão Solar de extremo bom gosto que traz grandes nomes do Design Brasileiro e uma relação íntima da arquitetura com os espaços de convivência.
 
Um dos grandes destaques do ambiente são a Mesa Compasso de Etel Carmona e cadeiras Quase Mínima de Claudia Moreira Salles, que trazem ao espaço elegância e imponência. As Poltronas Infinito de Lia Siqueira e o Banco Siri de Cláudia também acrescentam descontração, conforto e simplicidade ao belo Solar.
 
Marina traz também alguns dos mais recentes lançamentos da Coleção ETEL, como o Banco Quase Mínimo da designer Claudia Moreira Salles. 
 
Outro lançamento Claudia para ETEL é a Mesa Deslize, que completa ambiente de estar com as Poltronas São Conrado da mesma designer.

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03/05/2016

O Modernismo de Lasar Segal


A ETEL, marca mais representativa do Design Brasileiro, surpreende na primeira edição da Sp-Design, com obras do artista modernista Lasar Segall. É a primeira vez que o mobiliário modernista de Lasar Segall será reeditado, uma parceria da Coleção ETEL com o Museu Lasar Segall. A proposta é vivenciar o universo do artista, que dominou as mais variadas formas de expressão. Sua arte, de caráter humanista, conquistou nos últimos anos reconhecimento mundial, evidenciado na presença em importantes mostras coletivas em prestigiosos museus e na realização de retrospectivas no mundo todo. 

Em 1932, Lasar Segall desenhou uma série de móveis para sua residência. A coleção é composta por uma cadeira, uma mesa, um revisteiro e uma conversadeira, em três módulos, que pode ser disposta de diversos modos.
 
As linhas são retas e o design se caracteriza pela sobriedade e funcionalidade, em nítida filiação com o espírito da Bauhaus.
 
Um dos traços que distingue a obra de Lasar Segall é o domínio das mais variadas formas de expressão: pintura, desenho, gravura e escultura, cenografia e mobiliário. 
 

O Museu Lasar Segall em São Paulo, criado e viabilizado pela viúva e filhos do artista, é o guardião e divulgador de sua obra, um dos marcos da arte moderna brasileira.

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25/04/2016

Harmonias e Contrastes contemporâneos: "Chiaroscuro"

A designer Claudia Moreira Salles explora o potencial das harmonias e dos contrastes em uma exposição única, apresentada na SP-Arte 2016.
O claro e o escuro, o quente da madeira com o frio da pedra, o cimento e as diferentes tonalidades da madeira foram incorporados à linguagem formal de seu trabalho.


Mesa Secreta

Um dos grandes sucessos da nova coleção de Claudia, a Mesa Secreta revela caixas em pedra ou madeira com um dos lados no material contrastante. 

 
 Na versão cuja caixa é em pedra, a face de madeira é a frente de uma gaveta, sem puxador, aberta com um imã escondido em uma peça de madeira na forma de um seixo que vem com a mesa.
 

Mesa Baixa Shiva

"Shiva" Deus Indu que possui três olhos nomeia a ultima criação de Claudia para ETEL. A peça possui em seu centro, uma forma que se assemelha a um olho está inserido um disco em nióbio, metal raro capaz de atingir cores diferentes, especiais e muito intensas sem o uso de pigmentos, cujo nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Dione e Tântalo. 


Mesa Pequena Clareira

A mesa "Pequena Clareira" em madeira e tampo de limestone, teve seu desenho em baixo relevo baseado em uma fotografia de jornal. "Ela me atraiu pela forma irregular de uma clareira onde se chegava por um caminho estreito coberto de neve" diz Claudia.


Mesa Deslize

A peça "Deslize" traz um paralelepípedo em madeira sobre o qual desliza uma peça em madeira contrastante.  


A sobreposição das duas madeiras Freijó e Sucupira nos remete a beleza e intensidade do Encontro das Águas na Amazonia, dos rios Negro e Solimões afirma Etel.


 
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03/11/2015

Pascali & Semerdjian para ETEL

Formas ousadas e inspirações pouco convencionais. Esses dois itens fazem parte do dia a dia dos designers Domingos Pascali & Sarkis Semerdjian. Neste ano, a dupla lançou, em parceria com a ETEL, sua segunda Coleção. Composta por cinco peças, ela destaca-se por seu traçado único. 

Luminária Ani

 

A simplicidade e a sustentabilidade - dois itens tão essenciais à ETEL -, serviram como fonte de inspiração para que Domingos e Sarkis desenhassem a premiadíssima Luminária Ani. A peça, uma das mais celebradas do momento, recebeu os louros do iF Gold Awards, na categoria Produto. O prêmio é considerado o Oscar do Design mundial, devido à sua importância e magnitude para o setor. 

 

No Brasil, o item de decoração foi condecorado com a menção honrosa na 29ª edição do Prêmio do Museu da Casa Brasileira. A elegância de seus traços, aliada à funcionalidade e ao dinamismo único renderam à peça destaque durante o evento. 

   

A simplicidade está na eliminação dos excessos. A base da peça, executada em madeiras especiais da Xiloteca ETEL, possui uma haste de aço móvel, que permite ajustar o foco de luz em cinco posições diferentes. 

Mancebo Alfred
   

"Nos inspiramos no mordomo Alfred, personagem da história do Batman, para criar este mancebo", explica Domingos Pascali. A partir desta analogia pouco usual, o mancebo torna-se um modelo de organização a ser seguido, já que acomoda de maneira única ternos, jaquetas, calças, sapatos e itens pessoais como chaves e carteiras. Tudo em um só lugar!  

Petisqueira Baviera

Minimalista, porém, muito sofisticada. A base, executada em madeira, é delicada e, levemente, arqueada. Suas bordas acomodam uma placa de mármore que pode ser removida. 

Mesa Tríplice central e lateral 

 
As mesas Tríplices - grande sucesso na primeira Coleção de Domingos e Sarkis - foram a base para a criação de duas novas versões: a central e a lateral. 

Feitas com aparas de madeira do processo artesanal da marcenaria, elas podem completar qualquer ambiente de forma individual ou combinada, tornando-o ainda mais surpreendente.

   
No próximo dia 28, a dupla Domingos Pascali & Sarkis Semerdjian estará em Fortaleza, no Ceará, para um bate-papo sobre arquitetura e design de mobiliário. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site.  
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18/09/2015

As formas orgânicas de Etel Carmona

O encanto pela suavidade dos traços e pelas curvas sutis da natureza sempre foi o mais essencial combustível para que a designer autodidata Etel Carmona criasse peças especiais, dotadas de beleza única e detalhes ímpares.  

Mesa Forquilha
A mais nova expressão do encantamento da designer pelas formas orgânicas é a Mesa Forquilha. Lançada recentemente pela ETEL, a base escultural da peça remete ao entroncamento de galhos no tronco de uma árvore. Uma obra da natureza, popularmente chamada de forquilha. 


Executada em cedro, freijó e sucupira, a Mesa Forquilha ainda possui versões para a sala de jantar no formato retangular ou redonda. E, em breve, ganhará variações como mesa central e lateral. 

 

Banqueta e Cadeira Linhares
O mobiliário simples, de traços fortes inspiraram Etel a desenhar a Banqueta e Cadeira Linhares. As peças revelam um contraponto entre a aparente fragilidade ? por conta de suas linhas básicas ? e construção robusta e rigorosa.    

A tonalidade rosada do jequitibá, madeira cuidadosamente selecionada para este mobiliário, dá às peças um caráter único e especial. 

Estante JL
A rusticidade é o ponto alto da Estante JL, assinada também por Etel Carmona. Seu aspecto leve e clean ganha elegância ao ter suas portas revestidas por pergaminho, um couro que ao receber um tratamento especial, ganha ares sofisticados, mantendo, no entanto, sua aparência selvagem.      


Por tratar-se de uma peça componível, ela permite ao cliente diferentes criações. É possível variar a posição e a quantidade de portas, gavetas, nichos de acordo com as especificações de cada projeto. Disponível em freijó, cedro, sucupira e jequitibá. 

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14/09/2015

Atelier 53 A, by Lia Siqueira


Entre os dias 1º de setembro e 4 de outubro, a cidade do Rio de Janeiro será brindada com a mostra Casa Cor Rio 2015. Com uma proposta diferente de tudo o que já foi apresentado em 25 anos de exposição, o evento promete levar ao público ambientes com beleza e complexidade ímpares. 
 

O cenário escolhido foi um vilarejo charmoso e histórico, a Villa Aymoré, localizada na região da Glória. Os espaços foram cuidadosamente estudados para compor uma mostra que trouxesse a paradoxal brasilidade contemporânea e histórica em cada detalhe. 

    
Inspirada por essa atmosfera icônica, a arquiteta carioca Lia Siqueira criou o Atelier 35 A, em uma clara alusão ao espaço criativo de Le Corbusier. O arquiteto e urbanista suíço, radicado na França, possuía seu espaço criativo na Rue de Serves, em Paris, neste mesmo número.

O ambiente, que mescla a função de biblioteca e ateliê, ganhou diversas peças desenhadas exclusivamente para a ocasião e executadas pelos artesãos da marcenaria ETEL. 
    

Os módulos da estante MOA revestem as paredes e dividem ambientes, dando vida e calor ao espaço de paredes e piso neutros. A dupla de mesas Instituto ? uma criação conjunta de Lia Siqueira e Sérgio Rodrigues - dividem espaço com as poltronas Infinito. A mesa Coração de Madeira, cercada pelas cadeiras Quase Mínima, é um ponto essencial do ambiente, onde certamente um artista se debruçaria por horas em suas criações. 


Para finalizar o espaço com maestria digna de uma grande arquiteta, Lia Siqueira escolheu mais uma peça de sua autoria: a luminária Gamela. O item - trabalhado a partir do bowl Governador, de Etel Carmona - possui detalhes em cobre e proporciona um charme especial a cada detalhe. 

Mais ETEL na Casa Cor Rio


As belíssimas peças da Coleção ETEL ainda podem ser vistas em outros ambientes da Casa Cor Rio, como o de Francisco Viana e Guido Sant'Anna; André Piva e Vanessa Borges; Marina Linhares; Bruno Carvalho e Camila Avelar e Carlos Carvalho e Rodrigo Beze. 

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09/09/2015

Criações de Lia Siqueira


A brilhante arquiteta Lia Siqueira inspirou-se nos mais nobres sentimentos para criar cinco belíssimas peças, que a partir de setembro passam a integrar a Coleção ETEL. 

Influenciada pela sua relação intimista com a madeira e com o design de mobiliário, Lia desenhou itens que celebram a cumplicidade entre os amigos; homenageiam grandes mestres da marchetaria; enaltecem o cerne da vida e brindam a infinitude da nossa existência - em cada detalhe, em cada minúcia.  

Mesa Instituto - Coautoria de Sergio Rodrigues e Lia Siqueira

A designer contou com as sábias palavras e os traços precisos de Sérgio Rodrigues para criar tal peça. "No início do ano passado, enviei ao meu grande amigo Sérgio o croqui dessa mesa, perguntando o que ele achava! Gentil e carinhoso como sempre, ele me retornou com um segundo croqui - uma releitura da minha peça", conta a arquiteta. 

Foi dessa parceria entre amigos de longa data que nasceu a Mesa Instituto, uma peça emblemática resultado da primeira coautoria de Sergio Rodrigues. Normalmente usada em dupla, simbolizando a cumplicidade entre os dois designers. 

 
"Todos os royalties arrecadados com a venda da peça serão revertidos ao Instituto Sérgio Rodrigues. Acreditamos que a história do design nacional deve ser perpetuada, valorizada em cada ação", conta Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

 

Luminária Gamela
  
 
Da admiração pela belíssima peça assinada por Etel Carmona nasceu a Luminária Gamela, criada por Lia Siqueira. O bowl Governador serviu como base para receber uma estrutura metálica. A peça foi confeccionada e lançada em parceria com a Lumini, empresa nacional de iluminação com foco em projetos de arquitetura e design. 

Módulos MOA 
   
Os encaixes perfeitos dos cinco módulos Moa permitem composições diversas, que variam conforme a essência criativa de cada decoração. 

   
A maestria vista em seus malhetes montagem remetem a um grande nome da marcenaria. "Batizei os módulos Moa em homenagem ao seu Moacir, o brilhante mestre da ETEL", conta Lia. 


Mesa Coração de Madeira

 Lia Siqueira inspirou-se no coração, órgão essencial à vida, para criar as bases dessa belíssima peça. De seu centro, esculpido pelas mãos de talentosos artesãos, saem as vigas que sustentam este imponente mobiliário.

     
Poltrona Infinito
 
Sem começo, nem fim. Lia Siqueira inspirou-se no símbolo matemático do infinito para criar a peça, que pode ser executada em cedro, freijó, imbuia ou sucupira. 
  
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25/08/2015

Vamos celebrar: Centenário de Lina Bo Bardi


De dezembro de 2014 a dezembro de 2015, comemoramos uma data histórica: os cem anos de uma das mais celebradas arquitetas do Brasil, a ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. Em homenagem à brilhante profissional que se aventurou pelo mundo das artes e do design também o ano ganhou uma série de eventos especiais, no Brasil e exterior, que relembram os detalhes de sua brilhante trajetória. 

 
O ano começou agitado e no mês de março, foi a vez de New York receber uma exposição e um seminário dedicados exclusivamente à Lina. Com o apoio da ETEL e da Design Factor Solutions, o American Institute of Architects (AIA) recebeu Lina Bo Bardi: Visionary Architect. A mesa-redonda contou com a participação de grandes pesquisadores da obra de Lina, como Marcelo Ferraz, Giancarlo Latorraca, Renato Anelli e Noemi Blager. 


 
Poucas pessoas entenderam tão bem a cultura brasileira com ela. Lina era muito mais do que uma profissional da arquitetura; ela era uma inovadora, que definiu uma nova estética e pavimentou um novo caminho para a nova arquitetura, analisa Denise Hochbaum, responsável pela organização do evento. 


    
Maio, foi a vez de São Paulo rememorar a valorosa trajetória de Lina. A Casa de Vidro, residência da família e hoje, sede do Instituto Lina Bo e Piero Maria Bardi, recebeu o lançamento das belíssimas peças de mobiliário desenhadas pela arquiteta e reeditadas pela ETEL. O evento contou com um menu inspirado nos pratos prediletos de Lina e, os presentes puderam desfrutar de uma visita guiada por Renato Anelli, pela exposição Lina em casa: Percursos. 


   
No dia 15 de julho, a Espasso, representante ETEL em Nova York, recebeu o evento de lançamento das quatro peças de Lina, reeditadas pela ETEL: Cadeira Bolas de Latão, Cadeira MASP 7 de abril, Poltrona de Balanço e Poltrona Três Pés. 


     
No mês de agosto, o Rio de Janeiro poderá apreciar as peças da arquiteta. Localizado em Ipanema, o Arquivo Contemporâneo traz um projeto dedicado exclusivamente à obra da arquiteta, assinado pela carioquíssima Paola Ribeiro. 




Setembro, a capital mineira e também Brasília brindarão a chegada das peças de Lina. A São Romão, representante da Coleção ETEL em Belo Horizonte, e o Arquivo Contemporâneo, representante ETEL na capital do país, apresentarão a seus clientes as peças de Lina em um evento especial. Aguarde mais novidades!


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01/07/2015

Luzes da Cidade: Parceria ETEL e Maneco Quindere


O contraste entre as luzes da cidade e a escuridão dos céus. Foi a partir desses dois extremos, representados pela vista noturna do Rio de Janeiro, que o iluminador Maneco Quindere criou sua primeira peça em parceria com a ETEL. 

O artista piauiense, radicado em terras cariocas, desenvolveu a inusitada mesa Metrópole - uma série especial, limitada a apenas dois exemplares. 

A peça une de forma inteligente os ideais presentes na Coleção ETEL: o belo design, a execução impecável e o apelo sustentável. Para criar o jogo de luzes instalado no interior da mesa, Maneco aproveitou placas de computadores que seriam descartadas.    
 


A parceria entre a marca e iluminador nasceu de um desafio proposto pelos organizadores da Mostra Black 2015. Durante o evento, que vai até dia 21 de junho, na OCA, serão exibidas peças de design que apresentam conceitos sustentáveis e usam materiais reciclados em sua composição. 

?Esporadicamente, fazemos parcerias com grandes profissionais de outras áreas. Ter um projeto ao lado de Maneco Quindere é um prazer. A peça possui uma parte luminotécnica interessantíssima, inovadora e supersofisticada?, analisa Lissa Carmona, diretora da ETEL. 
 

Maneco possui mais de 25 anos de experiência como iluminador. Já foi responsável por criar projetos de luzes para uma infinidade de shows, peças de teatro, óperas, desfiles, eventos, mostras e espaços particulares. 

Fascinante em cada um dos seus detalhes, a peça remete à famosa obra do artista performático americano Chris Burden, falecido no mês passado. Batizada com o mesmo nome da mesa de Quindere ? Metropolis revela uma cidade inteira. Hoje, a obra está em exibição no Los Angeles County Museum of Art, nos Estados Unidos.   


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18/06/2015

CASACOR São Paulo

Até o dia 12 de julho, acontece na capital paulista a maior mostra de decoração da América Latina, a CASACOR São Paulo. A mostra reúne os maiores nomes da arquitetura e design de interiores do Brasil. 

Transbordando beleza e inspiração, diversos ambientes contam com o design único de peças da Coleção ETEL.   

Dado Castello Branco 

 
A Casa Flamboyant, assinada por Dado Castello Branco, é um espaço de convivência, descontraído, para receber família e amigos com vista para vegetação.  O destaque do ambiente fica por conta da Penteadeira Componível, da Mesa de Centro Chanceler e da dupla de Poltronas Annete, desenhadas por Jorge Zalszupin nos anos 1950. 

Fernando Piva

 
No Loft Cosmopolita, de Fernando Piva, a sofisticação e conforto estão atrelados. O ambiente valoriza a arte e o design brasileiro em cada um de seus detalhes. As poltronas Adriana e Paulistana, de Jorge Zalszupin, dão a bossa necessária para o espaço de 90 m², que reúne tons neutros, como bege, cinza e marrom. 

Flávia Gerab

 
Para esta edição do evento, o Living do Colecionador Brasileiro ficou a cargo de Flavia Gerab. O ambiente conta a história do mobiliário moderno no Brasil, a partir da década de 1950. O espaço apresenta móveis de grandes lendas do design nacional como a escrivaninha ON, de Oscar Niemeyer; a mesa lateral Circular, de Gregori Warchavchik, além de peças de Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues. 

Beto Gálvez e Nórea de Vitto

 
Para a mostra desse ano, o decorador Beto Galvez e a arquiteta Nórea de Vitto projetou a Sala Íntima. O projeto com 80 m² traz uma mescla de materiais nobres, tons neutros e revestimentos inusitados. O espaço, que conta com a poltrona Alta e a cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer, é o ambiente ideal para reunir a família e amigos. 

Pedro Lázaro
 

Para criar o Gabinete de Leitura, o arquiteto mineiro Pedro Lázaro inspirou-se em um amante da arte, literatura e design. Ao reunir peças clássicas do mobiliário nacional, o arquiteto criou um ambiente elegante, repleto de detalhes sofisticados. 

 
Entre as peças escolhidas estão as poltronas Bola de Latão, de Lina Bo Bardi; o sofá 801 e o carrinho de Chá, de Jorge Zalszupin e a mesa Mineira, de Etel Carmona. 

 
Leo Romano

 
O arquiteto goiano Leo Romano criou o Club do Leo, um espaço com linguagem autoral e poética. No teto, dois mil metros de barbantes foram minuciosamente amarrados em 1000 ganchos, a ideia das cordas era criar um efeito visual de uma "casinha". Para o espaço, o arquiteto escolheu o Banco Componível, de Jorge Zalszupin; a cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer e a cadeira Palhinha, da Branco&Preto. 

Anexo Arquitetura

 
A Anexo Arquitetura, composta por Francisca Reis, Carolina Grinberg e Guta di Pietro, projetaram o Living e Sala de Jantar. Inspirado em um casal fã de arte e fotografia, o projeto se destaca pela marcenaria, que ocupa toda a extensão do living integrando o ambiente de estar e de jantar. A coleção ETEL marca presença no espaço com peças belíssimas, como as poltronas Dinamarquesa e Senior, de Jorge Zalszupin; a mesa Maria Preciosa e o toco Aver, de Etel Carmona; a poltrona Siri, de Claudia Moreira Salles e a mesa Branco & Preto, da Branco & Preto. 
 
Brunete Faccaroli 

O ambiente "Aqua pra que te quero agua", de Brunete Fraccaroli foi pensado para um chef, que adora estar em companhia de amigos e família. O projeto foi distribuído em espaço gourmet, living e suíte máster - todos na nuance especial criada por Brunete. Para o ambiente, a arquiteta escolheu o aparador Cacos, de Etel Carmona.  

Marina Linhares


A design de interiores Marina Linhares inspirou-se nas residências do interior para criar A Casa da Gente. O espaço de 95 m² foi todo trabalhado em madeira e possui um magnifico jardim. Entre as peças escolhidas pela arquiteta estão as cadeiras GS4, de Giuseppe Scapinelli; a poltrona Triangular, de Jorge Zalszupin; e os espelhos Alva, de Susana Bastos e Marcelo Alvarenga, lançadas pela ETEL recentemente. 

 
Osvaldo Tenório 

 
O arquiteto alagoano Osvaldo Tenório projetou o estiloso Apartamento Brasil. Composto por living e sala de jantar, o espaço revela a brasilidade em cada detalhe. A mesa ON, de Oscar Niemeyer, foi a peça escolhida pelo arquiteto para finalizar o ambiente. 

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17/06/2015

Mostra Black 2015

"Ser Black é ser original, exclusivo". A definição, criada pela própria idealizadora da mostra, Raquel Silveira, não poderia ser melhor. O evento, que acontece até dia 26 de junho, promete reunir seletos quinze profissionais na criação de ambientes sofisticados e elegantes. 

Dessa vez, a mostra é sediada na OCA, no Parque Ibirapuera. O projeto expositivo tem luminotécnica assinada por Maneco Quinderé. Outra novidade é o ciclo de palestras que acontece no auditório da OCA durante todo o período do evento.


O arquiteto Erick Figueira de Melo criou um espaço leve que tem a madeira como protagonista. Entre as peças de destaque, está a poltrona Presidencial, de Jorge Zalszupin e as banquetas Warchavchik, de Gregori Warchavchik. 

 
Guilherme Torres inspirou-se nos chamados "anos dourados", como ficou conhecida a década de 1950. Para o ambiente modernista, o arquiteto elegeu a Cadeira Dobrável Masp, de Lina Bo Bardi - ecentemente editada pela ETEL - como uma das peças de destaque do ambiente. 
 

O trio de arquitetos Carolina Mauro, Daniela Frugiuele e Filipe Troncon à frente da Suite Arquitetos escolheu a poltrona 801, de Jorge Zalszupin para integrar o ambiente. 

O arquiteto alagoano Osvaldo Tenorio elegeu o banco Marquesa, de Oscar Niemeyer para finalizar o espaço com classe e elegância. 

Maximiliano Crovato selecionou o Banco 102 e a mesa Capri, de Jorge Zalszupin, para a seu ambiente na mostra.  

Serviço: 
Mostra Black, na OCA, no Parque Ibirapuera, de 3 a 21 de junho. 

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11/06/2015

Preciosidades do Mestre Zalszupin

O brilhante design polonês Jorge Zalszupin foi mais uma vez brindado pelas reedições de suas peças pela ETEL. Recentemente, foi lançada mais uma incrível coleção de suas peças, repletas de valiosas histórias para o design nacional. 

Linha Componível 

Entre as peças reeditadas pela ETEL está a Penteadeira Componível. O móvel foi criado por Jorge na década de 1960. A peça faz parte da Linha Componível, que conta com criado-mudo, aparador e banco reeditado recentemente. 

  
Para as peças da linha Componível, Jorge criou uma solução até então pouco utilizada. Os puxadores foram entalhados na madeira. Simples, elegante e moderno! 


A linha clássica pode - assim como na versão original - ganhar variadas combinações, adaptando-se de forma surpreendente ao ambiente. 


Integrado a mesa lateral e a um revisteiro, a peça é a materialização perfeita da mente criativa de Jorge Zalszupin. 

Banco Componível em catálogo da LAtelier, de 1960.

Mesas Andorinha

 
Inspirada nas estruturas curvas do papel dobrado da técnica japonesa de se fazer origamis, a mesa Andorinha desafia as estruturas da madeira. No projeto, Jorge Zalszupin contou com a ajuda do arquiteto Julio Roberto Katinsky, que à época desenhava para a LAtelier. A ETEL reeditou duas versões da peça, assim como era feito pela fábrica de Jorge. A primeira dispõe de um revisteiro em couro, enquanto a segunda possui uma superfície plana e elegante. 

 
Mesa Chanceler


A mesa de centro Chanceler ganhou ares renovados pelas mãos dos artesãos da ETEL. As versões redonda e quadrada foram executadas em pau-ferro. 

Pufe e Poltrona Annette

 
O pufe e a poltrona Annette foram criados pelo designer polonês Jorge Zalszupin na década de 1960. Mais de cinco décadas após os primeiros rabiscos, a família recuperou as peças e as apresentou à Etel Carmona. Sob os cuidados da Coleção ETEL, o mobiliário passou por um cuidadoso processo de restauração e reedição. A poltrona e o pufe - que até então não tinham nome oficial, foram batizados de Annette, em homenagem à esposa do designer, sua companheira há meio século.

 
Poltrona Triangular - Lina e as Redes como inspiração

A poltrona Triangular criada pelo designer na década de 1960, possui clara influencia nos ideais e na estética da grande arquiteta Lina Bo Bardi. Lina teve como inspiração para suas criações a cultura popular brasileira e em especial as redes dos barcos de navegação do rio São Francisco. Feita em ferro, a peça ainda possui detalhes em madeira e assento suspenso em soleta, lona ou couro de vaca.


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03/06/2015

Uma ode ao talento de Paulo Werneck

Os fascinantes murais de mosaico de Paulo Werneck, presentes nas mais diversas obras arquitetônicas modernistas, ganharam recentemente uma belíssima homenagem. Em parceria com a ETEL, Gaspar Saldanha, neto de Paulo e herdeiro de seu legado artístico, criou uma coleção de acessórios de uso contemporâneo a partir da tradução dos desenhos de Murais realizados pelo seu avô. 

 
O design das bandejas Itamaraty e Laranjeiras foi criado com base nos materiais que Paulo usava como ferramenta de trabalho em seu atelier. Seu formato anguloso com bordas inclinadas é idêntico à peça em que o artista carregava suas pastilhas. 

  

Enquanto isso, o mosaico que as compõe foi inspirado em dois painéis de Paulo. Os detalhes da Itamaraty foram extraídos de mural aplicado no oitavo andar do Palácio do Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer. 

 
Já o mosaico da Bandeja Laranjeiras é baseado em obras de Werneck, sem uma referência exata. A peça foi batizada com o nome do bairro em que o artista morou e instalou seu atelier. 

  
A Luminária Bolonha possui formato piramidal baseado numa tocheira de Paulo Werneck, criada exclusivamente para a casa de Ilha de Paquetá, em 1962. Enquanto isso, o mosaico foi extraído do mural criado para o Clube de Juiz de Fora, do arquiteto Francisco Bolonha.

  
As formas geométricas do mural do Banco Boa Vista, projetado pelo brilhante Niemeyer na década de 1940, foram inspiração para a Luminária Boa Vista. 

   
O mosaico aplicado na Caixa Herval é um detalhe do edifício Marques do Herval, um imponente projeto carioca, digno de uma das maiores duplas da arquitetura nacional, os irmãos Roberto.

 
A Caixa Berlein possui detalhes do mural feito para um edifício da construtora Barlein, em São Paulo.
O lançamento dessa coleção de acessórios é a realização de um sonho. Junto com a ETEL, pude colocar em prática o aprendizado que resultou da convivência com meu avô, um dos maiores modernistas brasileiros. Traduzimos as obras, desenhos e aquarelas de Werneck em produtos de uso contemporâneo, constata Gaspar. 

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30/05/2015

As belas formas orgânicas de Giuseppe Scapinelli

"Queremos reviver e perpetuar a história do design nacional". É com base nesta filosofia que a designer autodidata Etel Carmona trabalha para resgatar cada uma das reedições que fazem parte da Coleção de mobiliário da ETEL. 


Recentemente, foi a vez das peças do ítalo-brasileiro Giuseppe Scapinelli ganharem ares renovados. A pesquisa e a vontade de trazer de volta à vida as belas peças do arquiteto começou em conversas com seu sobrinho Alessandro Scapinelli, em sua terra natal. 


Nascido em Modena, na Itália, Scapinelli escolheu o Brasil como sua segunda pátria. Nos anos dourados, tornou-se um empresário de sucesso. As terras paulistanas receberam a Fábrica de Móveis Giesse e a Fábrica de Tapetes Santa Helena, além de suas duas lojas: a Le Rideau e Margutta - que também era seu ateliê. 


 As peças originais então foram resgatadas por Sérgio, genro de Scapinelli, e levadas a Etel Carmona, que logo se encantou pelas formas orgânicas de suas cadeiras, datadas da década de 1950. 

 

Como não havia registros históricos, tampouco os familiares se recordavam, as cadeiras tiveram que ser re-batizadas. Para isso, foi escolhida uma espécie de código, que remete às iniciais do designer: GS1, GS2, GS3, GS4.

 
Dono de um estilo peculiar, Scapinelli mostrava-se um tanto conservador perto de seus contemporâneos. Enquanto a maioria investia em detalhes angulosos, quadrados e ferro, as cadeiras do italiano ganhavam curvas suaves, pés-palito e delicados detalhes em metal dourado. 

 
?Selecionamos as peças de Scapinelli por terem uma característica única. São suaves, possuem um desenho incrivelmente belo, que agrada os olhos e o toque?, conta Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

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22/05/2015

Lina Bo Bardi, uma história a ser contada

A história da ETEL ganha mais um capítulo de destaque hoje: a chegada do mobiliário de Lina Bo Bardi à nossa Coleção. Sob a benção do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, foram selecionadas peças emblemáticas, que remetem à carreira daquela que, ainda hoje, é considerada uma das maiores arquitetas do Brasil. 
 
Lina nasceu na Itália e encontrou em São Paulo terras férteis para a sua arquitetura modernista, executada entre as décadas de 1950 e 1970. Erguia paredes pouco convencionais, entre elas as do Museu de Arte de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia, do SESC Pompeia e da sua Casa de Vidro - hoje, sede do Instituto que leva seu nome. 


No entanto, o trabalho da ítalo-brasileira não se restringia às formas do edifício. Desenvolvia estudos, elaborava projetos e programas culturais, criava usos, encontrados na essência de cada espaço. Permeou o mundo das artes, da ilustração, da cenografia, dos grafismos, do design de interiores e do mobiliário. A cada projeto, ela criava peças que se encaixavam perfeitamente em cada ambiente como foi o caso das cadeiras criadas especialmente para o auditório do MASP.  


Ao lado de Giancarlo Palanti, no Studio de Arte Palma, Lina enveredou-se pelo design de mobiliário. Juntos fundaram uma pequena fábrica de móveis, a Pau Brasil, responsável pela confecção das peças da arquiteta à época. 
Desde os protótipos, o mobiliário de Lina já era aplaudido pela crítica. Sua poltrona de três pés em suas versões em madeira e tubo de ferro - foi considerada pela revista Habitat uma das primeiras interpretações da cultura brasileira, já que ela lembrava o hábito indígena de usar tecidos e couro para construir redes. 

 
Na Pau Brasil, era usadas técnicas acessíveis ao parque industrial brasileiro: tubos de aço dobrados, chapas de madeira compensada, couros e tecidos locais, demonstrando a influência do sentar no ar, das cadeiras de Mies Van Der Rohe e Marcel Breuer. Enquanto isso, sua cadeira de balanço evocava de forma surpreendente as curvas de Oscar Niemeyer. 

 

A reedição dessas peças emblemáticas nos traz grande satisfação. Ao lado do Instituto,  homenagearemos uma das maiores arquitetas brasileiras no ano de seu centenário, contribuindo para que a história do design nacional seja perpetuada e valorizada, explica Lissa Carmona, diretora da ETEL. 

 
As peças foram lançadas em um evento na manhã de hoje (22) na Casa de Vidro, sede do Instituto Lina Bo Bardi, em São Paulo. Ainda, outros dois eventos devem acontecer no mês de maio, celebrando os cem anos da arquiteta. 
O lançamento das peças de Lina reeditadas pela ETEL é apenas o começo de um resgate histórico. Ainda há muito para se descobrir sobre esta artista ímpar, conclui.   

 
 

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28/11/2014

Pronta entrega: Camilla Matarazzo


"Ambientes acolhedores, agradáveis e convidativos". Esta máxima guia o trabalho da designer de interiores Camilla Matarazzo há quase 20 anos.

Descobriu sua paixão pela decoração durante suas viagens. Passava horas observando os detalhes, as minúcias de cada lugar visitado. O resultado não poderia ser outro: um trabalho impecável, consagrado em grandes projetos. 

 
Em um bate-papo com o Wood Couture, Camilla nos conta o que faz seus olhos brilharem no mundo da arquitetura e decoração.  

Nome: Camilla Matarazzo

Atividade profissional: designer de interiores

Moro em... São Paulo
 
Quando era criança queria ser...  não me lembro... 

Uma lembrança: o jardim de casa com minha casinha de bonecas. Eu vivia trocando os móveis de lugar!

Não viveria sem... meus filhos e meu trabalho. 

Na minha casa não podem faltar... flores.

 
Arquitetura/decoração é... transformar sonhos em realidade. Pra mim, é criar um espaço convidativo, que além de bonito  seja funcional e agradável de estar.

Madeira preferida: gosto de todas elas. Misturar as tonalidades é um exercício delicioso.

Peça de design que mais admira: da Coleção ETEL,  adoro a Poltrona Dinamarquesa, do Jorge Zalszupin. 
 

Boa música:  qualquer uma, desde que em boa companhia. 

Viagem inesquecível: o Egito. A descida do Rio Nilo de barco, parando em cidadezinhas com construções maravilhosas. Quero voltar outras vezes...

Leitura inspiradora: gosto de biografias, histórias e romances que descrevem outras épocas. São os meus livros preferidos.


Projeto dos sonhos: adoraria fazer um hotel, inteirinho. 
 
É essencial para um projeto... entender o que o cliente quer. Nem sempre ele sabe explicar.  Aí você tem que ir percebendo.

Meu próximo desafio... será um casarão antigo, restaurado. Será um desafio e tanto, mas estamos confiantes de que o resultado será surpreendente. 


Um projeto especial... foi o de uma grande empresa nacional. Desde o primeiro momento que eu entrei lá, tive a certeza que só os móveis da ETEL dariam ao projeto o aspecto que eu imaginava. A arquitetura do lugar possui muito vidro, a escada em aço. A solicitação foi um ambiente acolhedor, por isso revesti todas as paredes em madeira carvalho, e os móveis deram a elegância e a leveza necessárias ao lounge. 

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21/11/2014

Design de mobiliário no Museu

 A arte o design de mobiliário uniram-se no Museu da Pampulha. A São Romão, representante da Coleção ETEL em Belo Horizonte, levou à construção de Oscar Niemeyer uma belíssima seleção de móveis, que marcam a história do design nacional.

A impressionante arquitetura de Oscar Niemeyer serviu como pano de fundo para que peças icônicas ganhassem vida neste espaço tão incrível.

Mesa Pétalas e Poltrona 801, de Jorge Zalszupin, apareceram no auditório do Museu. 
 
Cadeira de Balanço Rio e Poltrona Alta, do próprio Oscar, foram posicionadas abaixo das colunas de concreto e rampas do prédio. 

 Poltrona Adriana em frente aos espelhos da construção. 

Cadeira Astânia, de Etel Carmona, e cadeira Palhinha, de Branco&Preto. 
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21/11/2014

As belezas da Pampulha

"Uma necessidade urbana". Foi assim que o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubistchek, definiu a criação da Pampulha na década de 1940. Para o desenvolvimento urbano e social da capital mineira, era essencial a existência de um complexo arquitetônico, capaz de unir arte, lazer, cultura e esporte. 

 
O resultado nasceu das mãos do grande arquiteto Oscar Niemeyer. A orla da lagoa da Pampulha - onstruída artificialmente - foi estudada para abrigar um cassino, um salão de danças, uma igreja e um hotel. 

   
Para Niemeyer, o projeto da Pampulha foi um embrião para a construção de Brasília. O arquiteto sempre enfatizou que na capital mineira foi plantada a semente da nova capital federal. Naquele projeto, o futuro presidente desenvolvimentista encontrara seu arquiteto. E o arquiteto encontrara um estilo para sempre.

 
Dos curvilíneos prédios planejados, apenas dois deles foram levantados: a Igreja de São Francisco (considerada a obra-prima do projeto) e o Cassino. "Fiz este projeto em uma noite, não tive alternativa. Quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seus mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas", contava Oscar Niemeyer.
 

A casa de jogos foi inaugurada em 1944, no entanto, seus tempos de glória duraram pouco. Em 1946, os jogos de azar foram proibidos pelo presidente Gaspar Dutra e, assim, o cassino foi desativado. Uma década depois, o espaço se transformou no Museu de Arte da Pampulha.

    
Suas enormes janelas de vidro lhe renderam o apelido de Palácio de Cristal. Os pilotis que sustentam a arquitetura, as rampas e o mármore são as marcas do seu criador. A vista, cuidadosamente estudada, mira a lagoa. Hoje, o Museu possui 1.600 obras em seu acervo, entre eles, peças de Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi. 

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14/11/2014

Paulo Werneck na Pampulha


A chegada da mostra "Paulo Werneck - muralista brasileiro" à Belo Horizonte tem um significado bastante especial. A cidade foi brindada com vários painéis belíssimos feitos em pastilhas de cerâmica pelo próprio artista, como o da Igreja São Francisco de Assis e o da Casa de Juscelino Kubitschek, datados da década de 1940.  


A edição mineira da exposição ? que já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Recife - será a mostra mais completa já realizada sobre o trabalho de Paulo Werneck. Por meio de uma seleção primorosa das principais obras do artista, a mostra cria um panorama da evolução da arquitetura moderna brasileira, marcada pelos murais do próprio Paulo.   


Além do famoso painel da Igreja da Pampulha, Werneck ainda foi responsável por ornamentar o Estádio do Maracanã, do Ministério da Fazenda (Rio de Janeiro), do Senado e do Palácio do Itamaraty (Brasília), e da agência do Banco do Brasil no Recife Antigo (Recife). Ainda há outros 300 murais espalhados pelos quatro cantos do país, em residências, prédios públicos e comerciais.  


Os visitantes poderão conferir um total de 150 projetos para painéis em guache sobre papel, documentos, reproduções fotográficas e ilustrações do artista para livros infanto-juvenis como "A Lenda da Carnaubeira" e "Negrinho do Pastoreio". O documentário Paulo Werneck ? arte e raiz, dirigido por Paula Saldanha e o vídeo P.W. Pincéis e painéis, de Vivian Ostrovsky, completam a imersão no universo do artista. 


Exposição Paulo Werneck ? muralista brasileiro
Museu de Arte da Pampulha ? Belo Horizonte 
De 16 de novembro a 1 de março de 2015

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11/11/2014

Jorge Zalszupin e Oscar Niemeyer, por ETEL

A partir de novembro, três belíssimas peças, criadas por talentosos designers brasileiros, passam a integrar a Coleção ETEL. 

Linha ON
 

A vontade de criar seu próprio mobiliário nasceu de uma pequena frustração do arquiteto. Para ele, muitas vezes, o arranjo do mobiliário prejudicava completamente a arquitetura modernista e contemporânea, de certa forma, desqualificando-a.  


Foi exatamente neste contexto que Niemeyer criou a linha ON, que passou a ser reeditada pela ETEL recentemente. Nos anos 1980, o arquiteto debruçava sobre suas pranchetas e criava o Hotel Sesc. Para os espaços internos, Niemeyer criou a Escrivaninha ON e o sofá ON.     


Poltrona Annette

O pufe e a poltrona Annette foram criados pelo designer polonês Jorge Zalszupin na década de 1960. Mais de cinco décadas após os primeiros rabiscos, a família recuperou as peças e as apresentou à Etel Carmona.

 
Sob os cuidados da marcenaria, o mobiliário passou por um cuidadoso processo de restauração e reedição. A poltrona e o pufe - que até então não tinham nome oficial, foram batizados de ?Annette?, em homenagem à esposa do designer, companheira há meio século. 



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11/11/2014

Coleção Arte Aplicada, por Etel Carmona e Roberto Mícoli


Dos pinceis de Roberto Mícoli, nasceram telas coloridas, cheias de vida. Das mãos de Etel Carmona, nasceram as estruturas responsáveis por acomodar as obras e transforma-las em mobiliário.  
A partir da interação entre o artista plástico Roberto Mícoli e designer Etel Carmona foi criada a coleção de "arte aplicada" da ETEL. Dessa vez, as telas dos artistas foram transformadas em biombos e aparadores sofisticados e belos.  

As peças marcam o encontro do mobiliário nacional com obras de arte, celebrando a valorização de dois mundos diferentes que, no entanto, são separados apenas por uma linha tênue.  As peças foram inspiradas nos conceitos de "arte aplicada" do modernismo brasileiro, que teve Jonh Grass e Flavio de Carvalho, como fortes expressões do movimento. 

"Lançar mais uma coleção ao lado de Roberto Mícoli é um grande prazer. As obras do artista ganham um novo aspecto, passam a ser mobiliário; enquanto o móvel ganha o status de obra de arte", analisa Lissa Carmona, diretora da ETEL. As peças criadas pela designer e pelo artista serão apresentadas ao público durante a feira MADE. 

O evento, organizado pelo curador Waldick Jatobá, promete reunir no Jockey Club de São Paulo o que há de mais autêntico no design nacional, entre os dias 5 e 9 de novembro. 

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07/11/2014

ETEL leva DesignArt para a MADE


Um mar de cores inunda a segunda edição da feira de design MADE, a partir de hoje, no Jockey Club de São Paulo. Durante o evento, a ETEL reforça o conceito de Galeria e leva ao público uma seleção de peças únicas e edições limitadas.  

 
Da parceria entre Etel Carmona e Roberto Mícoli nasceu uma das grandes estrelas dessa mostra. Os aparadores e os biombos carregam cores fortes e resgatam os conceitos de ?arte-aplicada? do modernismo brasileiro, que teve Jonh Grass e Flávio de Carvalho, como fortes expressões do movimento. 
 

Outra grande atração dessa coletiva é o trabalho dos irmão Marcelo Alvarenga e Susana Bastos, da ALVA Design. A dupla criou uma série de espelhos únicos, executados em madeiras de demolição, como Braúna, Pinho de Riga e Peroba do Campo. As peças recebem aparas em resistentes e sofisticados fios de crina de cavalo. Um acabamento especial confere aos espelhos cores únicas: cobre, laranja, verde e cristal.   
 

A Coleção ETEL ainda ganhará mais uma peça do mestre Jorge Zalszupin. A poltrona, que ficou por anos guardada, foi apresentada à Etel Carmona. Recuperada, a peça foi rebatizada de Annette, em homenagem à companheira do designer. 
 

A feira ainda conta com peças de Marcelo Cipis, Etel Carmona, Oswaldo Bratke, Gregori Warchavchik, Oscar Niemeyer, Paulo Werneck e Sergio Rodrigues.

 
 "Ao evidenciar três vertentes do tempo - passado, presente e futuro, a ETEL demonstra seu papel na valorização da história do design nacional", explica Lissa Carmona. 

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04/11/2014

"Pavilhão da Piscina" na Casa Cor Rio

Se o estilo de Dado Castello Branco tivesse de ser definido em uma única palavra, ela seria "elegância". Um perfeito exemplo disso é o "Pavilhão da Piscina", criado para a Casa Cor Rio 2014. 

 
Em seus 105 m², o ambiente valoriza a vista, a luz natural e a convivência. Todo o espaço foi pensado para relaxar acompanhado de uma boa trilha sonora ou conversa. Como pano de fundo, o profissional usou as cores, azul e branca. Nas paredes, revestimento em tons neutros e para o piso uma peça única de madeira de demolição. 

  
A ideia é de uma casa de frente para o mar com uma sala de jogos e uma adega integrada ao living. Um espaço de lazer descontraído para receber a família e amigos com vista para a vegetação. O morador dessa casa é um amante da natureza, praticante de esportes ao ar livre e que ama o mar e o Surfe, dono de um lifestyle leve e despojado. 
 

A mesa Ping-pong, criada por Etel Carmona e Dado Castello Branco, é a grande atração do espaço. A rede, o baldinho e os cases das raquetes são feitas em couro, enquanto a mesa tem detalhes em latão polido. 

Além disso, o ambiente conta com duas as poltronas Presidencial e as poltronas Senior, de Jorge Zalszupin, e a mesa de Jogos, do próprio Dado Castello Branco. 
Sem dúvida, esse espaço vale a visita! 

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27/10/2014

Mesa Ping-pong, uma peça a quatro mãos

Da amizade entre Dado Castello Branco e Etel Carmona nasceu uma produtiva parceria no design de mobiliário. Amigos há mais de duas décadas, a designer e o arquiteto uniram-se mais uma vez para a concepção de uma peça especial, que faz jus ao poder criativos dos dois designers. 

 
A mesa Ping-pong foi criada fazer com que as reuniões entre amigos se transformassem em momentos únicos de descontração. A peça foi cuidadosamente estudada e seus surpreendentes detalhes transformaram o móvel em um item único.  

 
Para criar a estrutura da mesa, Etel Carmona usou como ponto de partida sua consagrada mesa Mineira. A força da peça feita em Nogueira Americana e Jequitibá contrastam com os detalhes em latão polido nas bases e nas gavetas. Enquanto isso, a rede, o baldinho e os cases das raquetes foram confeccionados em couro.
             

O "Pavilhão da Piscina", ambiente criado por Dado Castello Branco para a Casa Cor Rio 2014, será o primeiro espaço a contar com a mesa Ping-pong. O evento, com abertura no dia 28 de outubro, acontecerá no Casa Shopping. 

 
Em 2012, a Coleção ETEL já havia brindado o lançamento de uma linha de móveis para jogos, criada por Dado Castello Branco. A mesa de Gamão e a mesa de Jogos foram desenvolvidas com tampo de couro e detalhes nas gavetas e pés de cobre.   

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27/10/2014

Isay Weinfeld, uma história de sucesso


O paulistano Isay Weinfeld é considerado um dos arquitetos brasileiros mais importantes de sua geração. Eclético, dedica-se com igual paixão ao cinema, aos projetos teatrais, à cenografia de espetáculos e exposições, à arquitetura e ao design de mobiliário. 

 
Com questionamentos intrigantes, propõe soluções inovadoras para seus projetos e móveis. Uma explosão visualmente criativa e atraente, expressa em traços próprios. Seus projetos de arquitetura e decoração já foram premiados por diversos juris, entre eles o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o Architectural Review, o Design Awards 2014. 

   
Há pouco mais de uma década, em 2002, Isay lançou sua primeira coleção de mobiliário em parceria com a ETEL. Um bar, um aparador e um gaveteiro foram batizados de Huguinho, Zezinho e Luizinho. Os nomes são, de fato, uma homenagem brasileira aos sobrinhos do Tio Patinhas, o personagem milionário da Disney. O trio tornou-se tão notável que ganhou, na época, uma crítica no jornal The New York Times. 

Ainda, o aparador Zezinho foi premiado em 2004 pela Decorex Fair, como o "Melhor Mobiliário de Design Contemporâneo". 


Em 2008, o arquiteto lançou uma segunda leva de peças para a Coleção ETEL. Poltrona, sofá, biombo, carrinho de chá e mesa de jantar passam a dividir os holofotes com uma coleção de acessórios, que misturam a sofisticação do metal com a pureza da madeira. 
 
     
No ano passado, Isay aventurou-se pela arte, com a exposição "De A a Z", que ficou em cartaz em São Paulo e Nova York. As peças que compunham os contrapontos da mostra - um berço e uma urna funerária - foram cuidadosamente executadas pelos marceneiros da ETEL. A exposição foi destaque na revista Wallpaper, uma das principais publicações sobre design do mundo. 


Para 2014, o calendário ainda reserva uma exposição sobre a obra do arquiteto. Viena, a capital da Austria, receberá a partir do dia 17 de dezembro uma mostra totalmente dedicada à obra desse mestre da arquitetura e design. 

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20/10/2014

Pronta entrega: Patricia Martinez

"A vida é o que nos conduz". Para a arquiteta Patricia Martinez não há uma receita pronta para alcançar o sucesso na carreira. As curvas da vida é que incubem de guia-la. A arquiteta, cujo o pontapé inicial na carreira foi construir uma guarita do prédio de sua avó, hoje coleciona projetos ao redor do mundo: Nova York, São Paulo, Estolcomo...


Influenciada pelos princípios básicos da arquitetura moderna - racionalidade e funcionalidade, Patricia se inspira nas mais diversas referências de mundo e constrói um décor com linguagem internacional, mas essencialmente brasileira. 

Foto: Leonardo Finotti

Nome: Patricia Martinez

Atividade profissional: arquiteta

Moro em... São Paulo. Paulista desde sempre! 


Quando era criança queria ser... arquiteta. Sempre foi muito claro pra mim. Adorava desenhar, meu pai era engenheiro civil. Acho que foi uma junção de acontecimentos!   


Uma lembrança: jabuticaba. O sabor da fruta me lembra minha infância. A liberdade no pomar de casa, a horta da minha avó... Tem um apelo sensorial indescritível! 

Na minha casa não podem faltar... espaços limpos, brancos, claros. Um respiro na arquitetura. Um ambiente clean. 

Arquitetura/decoração é... a arte de proporcionar algo melhor para quem usa aquele espaço. 

Madeira preferida: adoro as madeiras em tons claros: freijó lavado, carvalho, tauari, cedro. 

Peça de design que mais admira: sem dúvida, a primeira peça da minha "wish list" atual é o Carrinho de Chá JZ, do Jorge Zalszupin. 

Boa música: Música Popular Brasileira. Uma maravilha! 

Leitura inspiradora: o que me inspira é a leitura do momento. Atualmente estou lendo o segundo livro da "Trilogia do Século", que remete à Segunda Guerra Mundial. 

Foto: Leonardo Finotti

Projeto dos sonhos: gostaria de criar um Espaço Cultural destinado à dança.  

O meu projeto atual é... meu escritório de arquitetura. Estamos finalizando as obras. Até o início do próximo ano, estaremos com uma casa nova! 

 

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15/10/2014

Marina Linhares, "Morar é Viver"


"A casa não é apenas para ser vista, é para ser vivida."

Em 2014, a arquiteta Marina Linhares comemora 20 anos de uma carreira repleta de sucessos. Para brindar o momento, a designer de interiores lança o projeto multimídia "Morar é Viver", que conta com livro e vídeo. 

 

A obra revela casas projetadas pelo escritório da arquiteta para abrigar pessoas, famílias, sonhos. "Decoração é o pacote de uma vida. Pessoas têm suas referências e apegos, impossível cortar esses laços com suas histórias, impor o que quer que seja. Sou como uma curadora de vidas que procura desvendar os mistérios de cada cliente, e encontrar o eu de cada casa", explica.  

 

Misturar o passado e o presente, buscar a melhor luz para os ambientes, criar espaços com múltiplos usos, aproximar a natureza e as pessoas são características marcantes do trabalho de Marina. A obra ainda traz reflexões e insights pessoais sobre convívio, aconchego, intimidade e sabor, apresentando ideias e aprendizados de maneira simples e prática.

 

"Morar é Viver" foi desenvolvido em colaboração com o fotógrafo Rômulo Fialdini e tem projeto gráfico de Zé Renato Maia com textos da jornalista Maiá Mendonça. A ETEL apoiou a concepção e o projeto do livro. Impressa na Itália com 320 páginas e com acabamento primoroso, a publicação é bilíngue e mostra 25 projetos de design de interiores residenciais. 


Marina Linhares | Morar é Viver teaser from Marina Linhares on Vimeo.


A noite de autógrafos acontece no dia 29 de setembro, às 20h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de São Paulo. 

Em breve, a publicação estará à venda na ETEL. 

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15/10/2014

Sergio Rodrigues em destaque

As formas de Sergio Rodrigues há muito tempo não passam despercebidas pelos amantes do design. Curvas notáveis. Ângulos precisos. Acabamento ímpar. 

No último mês, duas peças do designer celebraram o encontro do designer com a Coleção ETEL. A mesa de trabalho e da poltrona Adolpho - peças de edição limitada - ganharam destaque nas principais publicações do país. 
   
Os jornais O Estado de S. Paulo, o Globo e a Folha de S. Paulo trouxeram reportagens com as principais homenagens ao mestre, falecido recentemente. O destaque ficou por conta da mostra "De Sergio para Adolpho" e do lançamento do livro com o mesmo nome, durante a IDA, a Feira de Design do Rio.      


Ainda, as revistas IstoÉ, Época e Casa Claudia Luxo ressaltaram a importância de Sergio para a história do design de mobiliário nacional. 

    
Os sites da Revista BambooHarper's Bazzar e Glamurama trouxeram a exclusividade das peças reeditadas pela ETEL, em madeiras especiais, guardadas por anos pela designer Etel Carmona em seu acervo. 


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22/09/2014

Coleção ETEL em Belo Horizonte


A história de amizade e parceria entre Etel Carmona e Tânia Gontijo começou há mais de 20 anos. Para celebrar este encontro, a São Romão Móveis criou um espaço totalmente dedicado à Coleção ETEL.  

A decoração ficou por conta do talentosíssimo arquiteto mineiro Pedro Lázaro. Em 130 m², estão em exposição peças do design moderno e contemporâneo nacional. Jorge Zalszupin, Oscar Niemeyer, Etel Carmona, Dado Castelo Branco, Lia Siqueira, Claudia Moreira Salles...  






 Aos mineiros, sem dúvida, vale a visita! 
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22/09/2014

Suchus: vinda dos crocodilos


A sustentabilidade é uma marca intrínseca da ETEL. Seus mais de 20 anos de história são permeados pelo uso consciente da madeira, sendo ela, tratada como uma joia da floresta - nobre, valiosa e merecedora de cuidados. 

A partir desse conceito, Etel Carmona voltou seu olhar a outros materiais sustentáveis e, diante de um desafio, criou a banqueta Suchus - nome de origem grega, usado para formar palavras que significam "crocodilo". 
 

A designer escolheu peles genuínas de Jacaré-açu, considerado o "Black alligator" da América do Sul. Os móveis são únicos e valiosos em cada um de seus detalhes. As peles carregam a história dos indivíduos, são suaves e agradáveis ao toque. 
   
Os couros da espécie Melanosuchus niger são extraídos da forma mais consciente possível. Uma cooperativa de extrativistas, localizada na Amazônia, cria os animais e trata os couros de forma artesanal. Há um trabalho cuidadoso, que preza pela continuidade e preservação da espécie.  Todo o processo conta com a supervisão e orientação de órgãos ambientais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a Fundação Biodiversitas e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.  

"A ETEL é pioneira ao usar esse tipo de material. Com isso, incentivamos o desenvolvimento da cadeia produtiva do Jacaré-açu, que contribui para a preservação da Floresta Amazônica, da cultura local e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades localizadas em áreas remotas", diz Etel Carmona.  

A banqueta Suchus foi criada especialmente para a exposição "Inéditos: design-arte", que acontece no Rio de Janeiro, durante a IDA. 
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22/09/2014

Baqueta e Bar Gávea: ícones de Jorge Zalszupin


Nos dourados anos 1950, a rigidez e os tons escuríssimos do Jacarandá Bahia predominavam nas peças de mobiliário nacional. Perfeitos exemplares, que exploravam todo o potencial dessa belíssima madeira eram a Banqueta e o Bar Gávea, criados por Jorge Zalszupin, em 1959. À época, o designer dirigia a L'Atelier, empresa que revolucionou a forma de se produzir mobiliário no país. 

    
Mais de 50 anos após sua concepção, a ETEL recuperou a história dessas peças e lançou suas versões reeditadas. O jacarandá deu lugar às madeiras extraídas de forma sustentável do manejo florestal, como  imbuia, louro, nogueira americana e freijó. 

       
Uma volumosa porção de madeira equilibra-se sobre pés de ferro, quadrados e rígidos, que contrastam com a sutileza das costas do móvel. Elas são trabalhadas em angulosas formas, que criam um interessante desenho, digno de um móvel ímpar. 

 
O interior do Bar é espelhado e torna a peça ainda mais incrível. Para finalizar, os puxadores arredondados - ma característica recorrente da obra de Jorge Zalszupin - marcam presença na peça. 


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10/09/2014

Uma singela homenagem


"A ideia era fazer uma homenagem em vida", conta Lissa Carmona, diretora da ETEL. "A entrada de Sergio Rodrigues na Coleção ETEL era um momento muito esperado por todos nós. Passamos os últimos meses muito próximos. Estávamos trabalhando no lançamento de reedição da mesa de trabalho e da poltrona Adolpho, peças que tinham um enorme valor afetivo em sua carreira".
   

Entre os dias 10 e 14 de setembro, esta singela homenagem se concretizará na mostra "De Sergio, para Adolpho", durante a IDA, a Feira de Design do Rio, durante a ArtRio. A mostra, organizada pela ETEL, contará a história da mesa de trabalho e da poltrona Adolpho, criadas por Sergio para seu grande amigo Adolpho Bloch fundador do Grupo Bloch, responsável pela TV Manchete. As peças possuem um imenso valor afetivo e sua reedição celebra o encontro mais que esperado entre a obra de Sergio Rodrigues e a maestria da Coleção ETEL. 
 

Durante o evento, ainda será lançado um livro que leva o mesmo nome da exposição. Baseada na última entrevista de Sergio, a obra conta a história da relação do designer com Adolpho, seu grande amigo e parceiro imprescindível para a sua carreira. 
  

Adolpho foi um dos primeiros compradores da obra-prima de Sergio, a poltrona Mole. No anos 60, ela ficou quase um ano na vitrine da Oca, loja que Sergio havia fundado. Quando o designer deixou a Oca, Bloch tornou-se cliente praticamente exclusivo, dado o volume de peças criadas por Sergio para as sedes da empresa.

A Linha Adolpho foi encomendada em 1990, quando ambos já tinham décadas de convivência, e numa época em que o design autoral vivia um período de ostracismo no País. O proprietário da Bloch queria poltrona e mesa de trabalho nova
s para sua sala. Como sempre, deixou Sergio totalmente à vontade para criar. A imponência do conjunto sugere que essa realmente foi a melhor escolha. A poltrona tem pés de "patins", como explica Sergio. "Essa solução funciona
 muito bem em pisos acarpetados", completa. Sua surpreendente ergonomia foi o primeiro atributo comentado por Adolpho. 

Para celebrar o encontro de Sergio Rodrigues e Etel Carmona, será lançada uma edição limitada de cinco peças confeccionadas com verdadeiros tesouros, guardados há décadas no acervo ETEL à espera de um momento especial. Quase extintas, estas madeiras originais da Mata Atlântica possuem um valor simbólico para Etel. Elas inspiram cuidados, são preciosidades. 

Além das edições limitadas nas madeiras de coleção, a ETEL comercializará a partir de 20 de setembro a linha Adolpho, dessa vez em madeiras certificadas, como Freijó, Sucupira e Cedro.
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04/08/2014

Pronta Entrega: Miguel Pinto Guimarães

"Desde pequeno desenhava compulsivamente, barcos, cidades subterrâneas, cidades extraterrestres... Mas confesso que ter surfado ou jogado mais bola me faz hoje uma p* falta!". É com tamanha irreverência que o arquiteto carioca Miguel Pinto Guimarães conta ao Wood Couture como descobriu seu maior talento: a arquitetura. 

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ, Miguel enxerga o essencial em um projeto e busca provocar sensações inusitadas, experiências sensoriais diferentes em cada espaço. "O essencial mesmo é simplificar a vida do cliente. Podar os excessos. Aparar as arestas. E esta sutil tarefa começa pelo design", diz.

 
Nome: Miguel Pinto Guimarães

Atividade profissional: Arquiteto

Moro na... muy leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

Quando era criança queria ser... Peter Pan

Uma lembrança... cheiro de terra molhada

     

Não viveria sem... Coca-Cola

Na minha casa não pode faltar... meus amigos, meus filhos, meus discos, meus livros e nada mais. Arquitetura/decoração é... um vício, um sacrifício, um sacerdócio, um nobre ofício, um bom negócio.

Madeira preferida: peroba do campo por seu corpo dourado.

Peça de design que mais admira: nada foi inventado pelo homem mais bonito do que um pé de mesa Saarinen.

Boa música: Gal, Bethânia, Rita, Clara.

Leitura inspiradora: Flicts.

Projeto dos sonhos: férias.

O que o futuro profissional lhe reserva? O que mais me interessa é sempre o desconhecido, o que eu não domino, o que requer pesquisa. Na prancheta, um estádio, um hotel, um teatro, um parque urbano, um centro de convenções...  
      

O que mais te atrai na arquitetura? O que mais me interessa não são os projetos em si. São as pessoas. Sou um apaixonado pelas pessoas. Pessoas interessantes vão render projetos brilhantes. Bons projetos me trarão excelentes amigos, conversas inteligentes, risadas gostosas. O melhor projeto é o que termina em um copo de uísque numa varanda.

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04/08/2014

Uma dupla homenagem a Jorge Zalszupin

Na última segunda-feira (2), aconteceu na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, o lançamento do livro "Jorge Zalszupin: design moderno no Brasil". A obra, escrita por Maria Cecília Loschiavo e organizada por Lissa Carmona, conduz o leitor por uma verdadeira viagem pelo design brasileiro criado por Zalszupin. 

 
Do sofisticado mobiliário em Jacarandá da Bahia aos utensílios trabalhados em plástico injetável da linha EVA, Zalszupin foi um verdadeiro pioneiro na criação de mobiliário pela indústria nacional. 
   
  
Ao longo da busca por informações para o livro, foi encontrado o manuscrito, em que Jorge Zalszupin conta em detalhes as nuances de sua vida. Em "De * pra lua", o designer narra como abandonou os cenários europeus devastados pela II Guerra Mundial e desembarcou num Brasil festivo, em pleno Carnaval, ao som de Chiquita Bacana. 


O lançamento duplo das obras de Zalszupin, editadas pela Editora Olhares, foi celebrado em uma noite de autógrafos. Ao lado de Maria Cecília, Jorge recebeu seus convidados e amigos. 
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04/08/2014

Um pouco mais de Paulo Werneck...

Hoje, todos os olhos estão voltados para a Belo Horizonte. A Seleção Brasileira irá adentrar os gramados mineiros e mostrar ao mundo o que a terra que recebeu uma das obras mais famosas da arquitetura nacional -a Igreja da Pampulha - tem a oferecer. A construção conta com toques de um repleto azul, que adornam suas paredes. A obra trata-se de um painel do muralista Paulo Werneck. Entre as décadas de 1940 e 1960, o artista trabalhou ao lado de grandes mestres da arquitetura, como Oscar Niemeyer e irmãos Roberto.  
 

A partir de uma releitura primorosa das mesas de Paulo Werneck, a ETEL criou a Mesa de Jogos Otto, uma peça exclusiva, com edição limitada. A base do móvel respeita os traços da mesa central Cabral, enquanto seu mosaico ? feito com placas de pedra - traz a geometria em tons de cinza, marrom e verde ? clássicos da mesa Otto. 

      
O primeiro exemplar da Mesa de Jogos atravessou o continente americano e desembarcou na Avenue Road, representante da ETEL em Miami. 


A Coleção ETEL ainda possui outras peças criadas por Paulo Werneck. As mesas centrais e laterais Yolanda, Otto, Cabral, Gaspar e Joaquim são, e o aparador PW completam o grupo e demonstram a sofisticação da arte aplicada ao design. 
   
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04/08/2014

O reconhecimento de um mestre

No último mês, aconteceu em Nova York, São Paulo e no Rio de Janeiro o lançamento do livro "Jorge Zalszupin: design moderno no Brasil". 

 
Editado pela Editora Olhares, organizado por Lissa Carmona e com texto de Maria Cecília Loschiavo, o livro reconstrói a história de um dos nomes mais importantes do design de mobiliário do país. 
   

A obra ganhou destaque em diversas publicações nacionais e internacionais. No jornal The New York Times ganhou destaque ao lado da exposição Compasso, que exibia as peças do próprio Jorge Zalszupin, na Galeria Espasso. A revista Surface trouxe uma matéria sobre o ícone. 
  

A Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo, o jornal O Globo deram destaque a geração de designers dos anos 50. As revistas Carta Capital, IstoÉ Gente, Elle e Casa Claudia Luxo trouxeram matérias especiais sobre o livro.  

      
Já o canal Arte 1 trouxe uma entrevista com o designer e com Lissa Carmona, diretora da ETEL e organizadora da obra.



 
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30/06/2014

A busca de uma mulher para trazer o design de mobiliário sustentável para o Brasil

Na última semana, o jornal inglês The Guardian publicou uma matéria especial sobre Etel Carmona. Veja a matéria original aqui

O design sustentável é um negócio cruel no Brasil com a legislação e burocracia dificultando a produção, mas Etel Carmona deseja tornar toda a sua cadeia de design sustentável



Nos últimos anos, o design brasileiro atraiu a atenção internacional, não somente em função das suas formas e formatos, mas também devido aos padrões sustentáveis que alguns destes designs abrangem.
Etel Carmona, proprietária da Etel Interiores e fundadora de um dos grupos de design mais conhecidos de São Paulo, tem a sustentabilidade como uma filosofia norteadora. Seu compromisso com a sustentabilidade vai além de apenas projetar móveis e acessórios para residências. Com dificuldades em encontrar madeira certificada para trabalhar, Carmona decidiu trabalhar toda a cadeia da indústria de design.

Ela criou a Aver Amazônia, uma empresa localizada na região amazônica de Xapuri, no estado do Acre, e lá ela planta e gerencia florestas que se tornarão a matéria-prima utilizada nos seus projetos. A empresa florestal de Carmona foi uma das primeiras a ser certificada pelo FSC.
 
"Todos os designers que trabalham comigo possuem a mesma filosofia de sustentabilidade", afirma Carmona. "Seus projetos estão intrinsecamente ligados ao meio ambiente. Eles não se enquadrariam [no grupo] se não tivessem as mesmas preocupações com a matéria-prima utilizada".

 

Em Xapuri, a Aver Amazônia emprega 13 artesãos que trabalham com pedaços de madeira e árvores "imperfeitas" para fazer os acessórios que ela vende em suas lojas. "Nada é perdido. Trabalhamos com pedaços de madeira, que normalmente eram jogados fora". Os artesãos utilizam parte da madeira que habitualmente seria jogada fora devido às imperfeições. "Queremos recuperar o belo artesanato tradicional desses artesãos".
 
"O que os meus designers e eu fazemos com a madeira são obras de arte; elas podem ser consideradas joias." Embora não haja uma tendência de projetos sustentáveis no Brasil, existe um interesse crescente por parte dos consumidores. "Cerca de 5% das pessoas que compram essas peças realmente querem saber sobre a origem da matéria-prima. Ainda há muito pouco conhecimento sobre o que é de madeira certificada".
 
Há alguns anos, Carmona decidiu trazer de volta designs do final da década de 1920 até a década de 1970 de designers e arquitetos brasileiros renomados, agora com uma filosofia sustentável. Carmona reeditou projetos de Oscar Niemeyer e Jorge Zalsupin.
 

O objetivo é "relançar designs brasileiros mais antigos com o uso consciente da madeira de hoje". Como negócio, o design sustentável é 'cruel', diz Carmona. As leis brasileiras e a burocracia governamental dificultam a produção, com muitas casas de design desistindo e abandonando o segmento. "A autorização para transportar madeira certificada é problemática. Por causa da burocracia muitas vezes envolvida, perdemos a madeira porque as agências são extremamente lentas na autorização do transporte. Houve casos em que, no momento em que a autorização foi finalmente concedida, a madeira já havia apodrecido nos campos".


Ao contrário da 'madeira legal', que é a madeira extraída de um local com a autorização do IBAMA, a madeira certificada também precisa apresentar documentações do DOF (Documento de Origem Florestal), Cerflor (Programa Nacional de Certificação Florestal) e certificados da FSC, algumas das quais precisam ser verificadas por funcionários no local.
 

A Etel Interiores produz cerca de 50 peças acessórias por mês - todas elas feitas pelos 13 artesãos em Xapuri. O espaço de trabalho mais amplo da empresa, em Valinhos, interior de São Paulo, produz 200 peças maiores por mês, principalmente móveis. Embora o mobiliário e acessórios costumam ficar no Brasil, um grande número de peças da Etel Interiores pode ser encontrado no exterior. A designer vende principalmente para os EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Suíça e Ásia. As peças são encontradas em lojas Calvin Klein e Donna Karan. "Elas são exclusivas, únicas, como um quadro para expor no seu local de trabalho".
 
O valor de cada peça que projetamos é efetivamente encontrado na beleza da madeira em particular, o tempo que leva para trabalhar habilmente cada item exclusivo. O defeito da madeira torna-se parte do design. "Seu diferencial", diz Carmona. "Promovemos uma valorização do design brasileiro".


Lise Alves é um escritora freelancer sediada em São Paulo


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20/06/2014

Moda, design & arte

Ecléticos, democráticos, essenciais... A moda, a arte e o design tornam-se universos cada vez mais próximos, híbridos em seus conceitos, refinado em suas manifestações. No último mês, o site Gallerist bebeu desta rica água e a transbordou em um ensaio fotográfico magnifico, clicado entre peças de mobiliário e obras de arte assinadas por conceituados designers, aqui na ETEL. 
 

A modelo Martha Graef posou com uma seleção de looks escolhidos a dedo por Amanda Cassou, fundadora do portal de moda. A poltrona Siri, de Claudia Moreira Salles; o banco BA 102, de Jorge Zalszupin; o livreiro Volpi, de Lia Siqueira; a poltrona Aurora, de Carlos Motta, destacaram-se em cada uma das fotografias do editorial. Enquanto as obras de arte de Roberto Micoli e fotografias de Araquém Alcantara deram o toque artsy.  
 
   
?A moda é muito mais que apenas a eleição de algumas peças. Escolher a ETEL para ser o cenário de um ensaio fotográfico diz muito sobre isso. Buscamos uma permeabilidade entre a moda e o design, tendo a beleza como ponto inicial e essencial?, diz Lissa Carmona, diretora da ETEL. 


No entanto, esta não foi a primeira vez que a ETEL foi desbravada pela alta-costura. Em 2001, a revista Elle usou a vitrine da ETEL para compor o cenário de um ensaio fotográfico, enquanto em 2011, a revista Cidade, do Shopping Cidade Jardim, elegeu as principais tendências do verão e preparou uma sessão de fotos especial, com styling de Fabio Ishimoto e cliques de Daniel Aratangy.


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06/06/2014

Clássicos e inéditos de Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer é considerado o símbolo máximo da arquitetura brasileira. Seus traços traduzem o moderno, revelam brasilidade. Suas curvas, esculturas e móveis (hoje, reeditados pela ETEL) causam contemplação e jamais passam despercebidos aos olhos dos admiradores do mestre. 
 

Em reconhecimento ao trabalho desse grande artista, a Fundação Oscar Niemeyer e o Itaú Cultural trazem a São Paulo a exposição "Oscar Niemeyer: Clássicos e Inéditos". A mostra  reúne projetos inéditos e materiais raros sobre as obras do arquiteto, além de fotografias, desnhos e maquetes, que ilustram os métodos de trabalho do arquiteto.

     
"O objetivo é revelar projetos inéditos que, por vários motivos, permaneceram no papel e, agora, são trazidos ao público por um extenso trabalho de pesquisa e digitalização de originais", destaca Lauro Cavalcanti, curador da mostra. A ambientação da exposição ficou por conta de Pedro Mendes da Rocha. 


Entre os materiais jamais expostos estão os croquis originais as cópias heliográficas da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com interferências de traços de lápis de cor, ganhadas durante uma reunião com Le Corbusier. Merece atenção especial o projeto da cidade de Negev, em Israel, de 1964, com características praticamente opostas à capital brasileira. 

Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos
De 5 de junho a 27 de julho de 2014
Itaú Cultural, Av. Paulista, 149, em São Paulo. 



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30/05/2014

O design essencial de Jorge Zalszupin

Na próxima segunda-feira (2), a história do design brasileiro ganhará mais um belíssimo capítulo. A livraria Cultura, do Shopping Iguatemi, de São Paulo, receberá o lançamento do livro "Jorge Zalszupin, design moderno no Brasil". 

 
A obra nasceu de um interesse pessoal de Lissa Carmona, diretora da ETEL, que foi responsável por toda a organização do livro - da captação de recursos à escolha de fotos. "Havia uma grande lacuna na história do design brasileiro, que agora estamos preenchendo com a publicação desse livro. Além de fazer justiça à relevância da produção de Jorge Zalszupin, o livro investiga aspectos pouco ou nunca abordados da obra dele. Certamente, será uma contribuição significativa para o estudo e a história do móvel brasileiro", diz Lissa. 

 A busca por informações até então adormecidas ficaram sob responsabilidade de Maria Cecília Loschiavo dos Santos, filósofa e professora titular de Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Além disso, é autora de diversos livros, entre eles "Móvel Moderno no Brasil", que obteve o primeiro lugar no Prêmio de Design do Museu da Casa Brasileira. 

O prefácio ficou por conta de André Correa do Lago, embaixador do Brasil no Japão e Membro do Comitê de Arquitetura e Design do MoMA, em Nova York. "O livro é uma preciosa contribuição para ampliar o conhecimento que se tem da criação do mobiliário e do desenho industrial no Brasil", diz. 

O evento de lançamento do livro sobre a trajetória profissional de Jorge ainda guarda uma deliciosa surpresa. Na mesma data, chegará às livrarias uma autobiografia sobre o designer. Em "De * pra lua", Zalszupin conta de maneira bem humorada a história de sua vida, do seu nascimento, passando pela sua chegada ao Brasil e seu sucesso profissional frente à L'atelier. 


Obras essenciais para os admiradores do design nacional!  
 

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23/05/2014

O frescor do modernismo

"No Brasil se fazia arquitetura nova (...). Tudo era diferente, não havia essa defesa do empoeirado". Foi assim que Jorge Zalszupin relatou suas descobertas da arquitetura sem amarras, recém-descoberta na terra que o acolheria pelos próximos anos de sua vida.

     
Quando Jorge desembarcou no Brasil, o grande nome que ecoava no mundo das construções  imponentes era Oscar Niemeyer. Ao lado de Lucio Costa, Niemeyer nutria-se das concepções e discursos corbuseanos. O lado emotivo e poético de Le Corbusier seduzia Oscar, arquiteto habilidoso, preciso e magnifico em seus prédios, considerados verdadeiras obras de arte. 

   
O mestre dos arquitetos brasileiros debruçava-se sobre suas pranchetas e planejava cada detalhe de seus prédios: a ocupação, os equipamentos, a ambientação dos espaços. E foi nesse contexto que as trajetórias de Niemeyer e Jorge Zalszupin se cruzaram. A demanda por móveis modernos era grande e Zalszupin passou a integrar o seleto time de designers que fornecia peças para as revolucionárias construções modernistas. 

O lado de Jorge Zalszupin, Anna Maria Niemeyer, Sergio Rodrigues, Joaquim Tenreiro também estavam nessa empreitada. Entrosados com os pais das obras, os designers criaram verdadeiras joias fabricadas em jacarandá da Bahia e ornadas em couro natural e palhinha. 

   
Passado mais de meio século, podemos identificar o amarelo forte das poltronas Ambassador, de Jorge Zalszupin, na principal sala do STF. Enquanto em uma homenagem singela à capital, Jorge criou o sofá Brasiliana e a poltrona Presidencial.  

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23/05/2014

No "Compasso" de Jorge Zalszupin e Oscar Niemeyer

A exposição "Compasso", em Nova York, apresenta aos americanos as curvas e ângulos das peças de Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin. A mostra, em cartaz até dia 13 de junho, acontece na galeria Espasso, representante ETEL nos Estados Unidos. 

       
A mostra reúne cerca de 40 peças icônicas do design modernista brasileiro - todas reeditadas pela ETEL. Por meio de uma primorosa seleção é possível conhecer uma narrativa complexa e fascinante acerca da arquitetura e dos móveis criados por talentosas mãos. 

         
Jorge Zalsuzpin e Oscar Niemeyer são verdadeiros representantes da arquitetura edo design nacional, e suas obras influenciaram de maneira única essas duas vertentes. "Há uma satisfação imensa por parte da ETEL em contribuir com a perpetuação do design nacional. Trabalhamos para tornar nossos designers cada vez mais conhecidos e reconhecidos por suas obras tão singulares e harmônicas", conta Lissa Carmona, diretora da ETEL. 
 

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22/05/2014

ETEL pelo mundo

A elegância do design brasileiro tem ultrapassado nossas fronteiras e alçado voos cada vez mais longos. Nos sentimos honrados em dizer que a ETEL tem um papel essencial na construção dessa história. Com presença em alguns dos principais mercados do mundo, levamos ao exterior os detalhes das peças criadas por talentosas mãos brasileiras. 

Nos últimos meses, importantes revistas e jornais internacionais captaram a essência da Coleção ETEL. A sutileza com que os artesãos produzem acessórios, como a Luminária Cantante, de Claudia Moreira Salles, foi destaque no jornal Financial Times, no Reino Unido.  

Enquanto isso, a revista francesa The Good Life trouxe uma matéria especial, que retrata a história dos designers brasileiros - de modernistas a contemporâneos. Jorge Zalszupin, Oscar Niemeyer, Etel Carmona, Isay Weinfeld foram listados entre os ícones do design brasileiro. 

       
Nos EUA, unimos nossos esforços à Fundação Oscar Niemeyer e à Galeria Espasso para realizar a exposição Compasso, com móveis de Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin, em Nova York. A iniciativa foi reconhecida pelo jornal The New York Times e pela revista Wallpaper. 

   
Ainda na última semana, Nova York recebeu o lançamento da Coleção PW, na Avenue Road, representante ETEL nos Estados Unidos e Canadá. Peças autênticas, criadas por Paulo Werneck, que revelam os detalhes da arte aplicada ao design modernista brasileiro.  

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15/05/2014

Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin em NY

As curvas marcantes de Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin ganharão, a partir do próximo dia 13, uma mostra exclusiva em Nova York. A exposição, denominada Compasso, acontecerá na galeria de arte e design ESPASSO, representante da Coleção ETEL nos Estados Unidos. 

 
A mostra reúne peças icônicas, reeditadas pela ETEL, e constrói uma narrativa complexa e fascinante acerca da arquitetura e dos móveis criados por talentosas mãos. ?A Compasso é o fruto de uma união de esforços da ETEL, Espasso e Fundação Oscar Niemeyer. Com ela apresentaremos parte da cultura e design modernistas brasileiros. Jorge e Oscar tornaram seus móveis um verdadeiro legado ao país?, conta Lissa Carmona, diretora da ETEL.  

       
A trajetória profissional dos dois designers se cruzou na construção de Brasília. Enquanto Niemeyer exibia seus traços em prédios e monumentos, Jorge contemplava as construções e criava mobiliário para diversos espaços. 


?Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin influenciaram de maneira história a arquitetura e design. Temos muita satisfação em apresentar as reedições desse mobiliário a NY?, disse o Carlos Junqueira, proprietário da ESPASSO e curador da mostra.
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08/05/2014

Linha ALVA, contraste elegante de formas e materiais

Um contraponto entre formas e materiais. Assim os designers Marcelo Alvarenga e Susana Bastos definem sua primeira criação para a ETEL, a linha ALVA. Nas peças ? gaveteiros, aparadores e gavetas de parede - a madeira rígida e geométrica contrasta com adornos feitos de tiras de couro de porco, maleáveis e coloridas, que se apoiam sobre delicados suportes de metal. 

 
?Sempre vimos gavetas como algo muito especial. Elas guardam coisas importantes, íntimas e, nelas, criamos uma memória física. Queríamos torna-las as protagonistas das nossas peças?, conta Susana Bastos. 

União criativa

Marcelo e Susana são irmãos e dividem suas experimentações no design desde crianças. À época, no interior de Minas Gerais, conviviam seu avô João Alvarenga, que criava grande parte dos objetos usados no dia a dia - de bolsas a tabuleiros de xadrez.   

Susana é graduada em Artes Plásticas e versa entre a moda e o design. Durante oito anos foi responsável pelas coleções da grife mineira Coven e suas obras ficam expostas nas galerias Celma Albuquerque e Emma Thomas. 

Enquanto, ele, formado em Arquitetura e Urbanismo,  foi pupilo de Freusa Zechmeister e Isay Weinfeld. Em 2008, Marcelo fundou seu próprio a Play Arquitetura ? escritório listado como destaques da arquitetura em revistas internacionais, como a Wallpapper e Monolito. 

Em 2012, a dupla uniu seu poder criativo e fundou a ALVA Design. Marcelo proporcionou a funcionalidade da arquitetura, enquanto Susana contribuiu com a criatividade. O nome ALVA é uma homenagem ao próprio avô, que apresentou a arte e o design aos netos. 

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08/05/2014

As florestas de ETEL e Araquém

Adentrar a mata e encontrar momentos únicos, que merecem ser eternizados por um clique preciso. Esse é o papel de Araquém Alcântara, um dos precursores da fotografia de natureza do Brasil. Suas lentes revelam rotinas da fauna, hábitos de povos da floresta, o correr das águas e chacoalhar das árvores de forma única. O máximo de informação, com o mínimo de palavras - como ele mesmo faz questão de definir sua coleção. 

   
As fotografias de Araquém nos levam por uma viagem sinestésica de sensações.  A Comunidade Carvoeiro, no rio Jufari, nos apresenta o cotidiano das crianças ribeirinhas; na Amazônia, vemos o bater de asas do Galo da Serra; e na Mata Atlântica, o suntuoso Ipê Amarelo impera sobre o verde da floresta. Mundos paralelos, revelados por um mestre que valoriza o natural e belo do nosso país. 

 
Reconhecido pelo seu trabalho nos quatro cantos do mundo, Araquém tornou-se um defensor de nossas paisagens, assim como Etel Carmona. Na sexta-feira (25), o fotógrafo e a designer foram entrevistados pela atriz Cristiane Torloni para o documentário "Amazônia - da Cidadania à Florestania, um Despertar", aqui na ETEL. A conexão e o envolvimento com as matas ganharam destaque nas palavras dos entrevistados. 
 
Na última semana, mais de dez obras do artista - algumas delas inéditas - passaram a fazer parte do nosso acervo, fruto de uma parceria com a Galeria de Babel. As obras estão disponíveis e podem ser adquiridas na própria ETEL, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1834. 


Coleção ETEL 

Além das fotografias de Araquém Alcântara, a Coleção ETEL conta com peças de José Bento, Marcelo Cipis, Roberto Mícoli e Jayme Reis. Múltiplos estilos em obras singulares.  

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15/04/2014

Os infinitos barcos de Jayme Reis

As fronteiras que permeiam a arte e o design são tão tênues, que, por vezes, parecem não existir. Tanto é assim que, as obras de arte sempre tiveram lugar de destaque aqui na ETEL. Seja para inspirar nosso dia-a-dia, seja para somar, completando espaços de maneira singular. 

 
A partir desse mês, o acervo de obras permanente da ETEL ganhará mais um artista, o mineiro autodidata, 
Jayme Reis. Em uma de suas séries mais celebradas, a Simbióticos, Jayme escolheu cores primárias e 
diferentes tipos de textura para colorir uma infinidade de barcos. Trabalhados em ferro, eles ganham vida, quando dispostos de forma rítmica, em pequenos e marcantes quadros monocromáticos e nada monótonos.

"As barcas são elementos recorrentes em meu repertório. São símbolo, tema, forma. Permitem uma infinidade de combinações. Se comunicam e se misturam. Nos guiam e abrem caminhos", diz Jayme. 

Arte na ETEL 

Em mais de 20 anos de história, a ETEL criou um vasto repertório artístico, que valoriza as obras criadas por mãos e alma brasileiras. As esculturas ricas em detalhes, de José Bento; as divertidas Kaixollas, de Marcelo Cipis; os criativos biombos de Roberto Mícoli e as exuberantes fotografias de Araquém Alcântara também fazem parte do rico e diverso o acervo da ETEL.
       
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09/04/2014

Oscar Niemeyer na ETEL

Neste mês, Oscar Niemeyer estará ainda mais presente na ETEL. Até dia 23, nosso espaço será palco da mostra "Oscar Niemeyer, Mesquita de Constantine", projeto criado pelo arquiteto em 1977, na Argélia. Os croquis foram feitos por Niemeyer durante sua estadia pela Europa e África, nas décadas de 1960 e 1970 - quando se viu expulso do país diante do duro Regime Militar. 


Impedido de trabalhar no Brasil, refugiou-se em Paris e abriu um escritório na badalada Avenida Champs- Élysées, onde passou a receber clientes do mundo todo. De lá, partiu para a Argélia. Projetou a Universidade de Argel, o Centro Cívico, a Escola de Arquitetura e a Universidade de Constantine, considerada por ele, um de seus melhores trabalhos. 

Conheça a relação do arquiteto com esses lugares tão especiais. 

Em Constantine

"Depois de Paris, foi em Argel que mais me demorei. Gostava daquela cidade, do apoio ostensivo que Dejelloul nos dava; da especial atenção que o próprio presidente Boumediene nos confiava; da cidade acolhedora; das ruas a descerem em curvas para o mar (...). 

Mas foi em Constantine que deixei um dos meus melhores trabalhos: a Universidade de Constantine. Não queria projetar uma obra qualquer, mas sim uma universidade que exprimisse a técnica de hoje. Queria, como já disse, mostrar no exterior o progresso da engenharia do nosso país. (...) Essa preocupação de inovação criadora se manteve ao estudarmos o programa, recusando a ideia inicial de uma universidade comum com mais de 20 prédios, propondo a universidade compacta, flexível, com cinco prédios apenas. Era a centralização necessária, a universidade que Darcy (Ribeiro) pretendia."
(NIEMEYER, Oscar. As Curvas do tempo. Rio de Janeiro: Revan, 1998. p.157-8)

Na Argélia

"Gostei muito da Argélia, da metamorfose ocorrida, da liberdade conquistada. E isso, eu sentia na euforia existente, no riso fácil daquele povo, antes tão oprimido e humilhado. Era o prazer da vitória que por toda a parte encontrava. Nos cafés repletos, nas ruas, nas praças, nos amigos argelinos a nos mostrarem orgulhosos os filmes sobre essa vitória tão duramente obtida.

Argélia? Como é bom lembrar aqueles tempos. A casa em que morava, o belo jardim que a cercava, as flores tão queridas naquele país. Da porta ficava a vê-las, coloridas e perfumadas, e o velho jardineiro que delas cuidava, a organizá-las carinhosamente nos pequenos vasos que, depois, distribuía pela casa. (...) E lá apareciam o Lopes, o Jorge, o Marçal, o Cydno, Montenegro, Fernando Burmeister119 e o Fernando Andrade, todos dispostos a lutar pela boa qualidade dos projetos. (...)

Com saudades recordo Argel. Os cafés transbordando de gente, o branco casario que os franceses construíram junto ao porto, o Casbá e o severo povo argelino tentando manter suas origens. 

Senti nos amigos argelinos muita coisa dos meus irmãos brasileiros. A mesma maneira otimista de rir. (...) Rimos muito de tanto otimismo. Como era difícil resolver esses assuntos naquele belo e generoso país!"
(NIEMEYER, Oscar. As Curvas do tempo. Rio de Janeiro: Revan, 1998. p.175-7)

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28/03/2014

Os traços precisos de um mestre

"Depois de Paris, foi em Argel onde mais me demorei. Mas foi em Constantine que deixei um dos meus melhores trabalhos: a Universidade de Constantine". Com essas palavras, Oscar Niemeyer coroou a sua carreira internacional. 


Celebraremos tamanho talento, a partir do dia 3 de abril, quando a ETEL receberá a abertura da exposição Oscar Niemeyer, Mesquita de Constantine. Durante a mostra, serão expostos os croquis da construção projetada por Niemeyer em 1977, na Argélia, durante seu exílio na Europa e África. O prédio faria parte do conjunto arquitetônico da Universidade de Constantine, também criada pelo arquiteto. 

"Ao receber a exposição, reforçamos nosso papel de contar a história da arquitetura e do design nacional através de seus protagonistas. Niemeyer foi e sempre será uma referência", analisa Lissa Carmona, diretora da ETEL.  


"Esses croquis são uma pequena amostra do acervo da Fundação Oscar Niemeyer. O acervo, que está sendo digitalizado, será amplamente apresentado ao público paulista a partir de junho, em exposição no Itaú Cultural", diz Carlos Ricardo Niemeyer, superintendente da Fundação. 

A entrada é gratuita e a exposição fica em cartaz até dia 23 de abril, na ETEL, na Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1834, em São Paulo. 

Save the date!



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21/03/2014

Lugar de honra

Charmosos, espaçosos, acolhedores. Nos últimos meses, a coleção ETEL esteve presente em diversas publicações por meio de projetos e arquitetos que traduzem bem a nossa filosofia. Valorizamos a brasilidade em cada detalhe, seja pelas madeiras - consideradas joias da floresta - seja pelos traços marcantes do design nacional. 
     

Em uma edição especialmente dedicada aos decoradores, a Casa Vogue trouxe projetos de Dado Castelo Branco, Denise Barreto, Renata Dias de Moraes, Debora Roig e Célia Orlandi. Peças como a poltrona Paulistana, de Jorge Zalszupin, e a poltrona São Conrado, de Claudia Moreira Salles, ganharam espaço de honra em espaços convidativos e elegantes. 

     
Em fevereiro foi a vez das nossas peças figurarem nas páginas do anuário da revista Bamboo. No projeto de Lia Siqueira, a cadeira Sicupira, de Claudia Moreira Salles, ganhou os arredores de uma mesa à beira da piscina. Neste mesmo mês, a revista Wish Casa elegeu os melhores arquitetos do ano. Marina Linhares, Miguel Pinto Guimaraes, Arthur Casas e Dado Castelo Branco estavam entre eles. 

Em março, O Melhor de Casa Claudia Luxo não poupou esforços e trouxe projetos notáveis, vários deles contam com peças da coleção ETEL. Pedro Lázaro escolheu a mesa Aranha da Branco&Preto; André Piva optou por destacar a poltrona Verônica, de Zalszupin; Clarissa Strauss elegeu a cadeira de balanço Rio para compor a sala de um belíssimo apartamento. 

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18/03/2014

Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian, inspiração conjunta


Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian dividiram as mesas de um mesmo escritório antes mesmo de fundarem a Pascali/Semerdjian Arquitetura, em 2010, quando a dupla resolver unir de vez seu talento. 

Domingos nasceu em uma família de ourives e se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Brás Cubas, na década de 1980. Sarkis, descendente de armênios fabricantes de calçados, se formou no mesmo curso pela Universidade Presbiteriana Mackenzie quase 25 anos depois de seu colega. Diferenças essas que tornam a convivência ainda mais enriquecedora. "Temos uma sintonia ímpar. Nossas ideias se integram, se cruzam e se arrematam", conta Domingos, em um papo de bastidores com o Wood Couture. 

   
E de onde vem inspiração para seus projetos? De tudo que os cerca: quadrinhos, fotografia, música e até folclore nacional. Não há barreiras. Tudo pode ser uma referência. 

Com o mesmo afinco dedicado à arquitetura, a dupla se aventurou pelas linhas do mobiliário. "Criamos o sofá e a poltrona Nuvem e os apresentamos para a ETEL. Foi imediato! Recebemos o convite para integrar a Coleção. Nos identificamos com a filosofia da marca, com os cuidados com cada detalhe e etapa do processo de criação", conta Sarkis. 


Daí nasceu a Coleção IBÁ. 'I' de Itália - país dos antepassados do Domingos; 'A' de Armênia - origem da família de Sarkis; e 'B' de Brasil. Junte a isso a sonoridade das letras, que lembra os fonemas da linguagem indígena. "Somos feitos dessa mistura, é isso que nos inspira", conclui Domingos.      

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07/03/2014

Carrinho de Chá JZ, precioso e autêntico

A partir de um breve resgate de memória, Jorge Zalszupin desenhou uma das peças mais celebradas de sua coleção. O Carrinho de Chá JZ, criado em 1959, foi inspirado em uma lembrança de como era o seu próprio carrinho de bebê. Rodas grandes, finas e trabalhadas em metal foram combinadas de maneira surpreendente com bandejas de madeira removíveis. O resultado foi um móvel que ao longo das décadas consagrou-se, ganhando o status de icônico.
 


Originalmente feito em Jacarandá Bahia, o Carrinho de Chá JZ, que era fabricado pelo L?atelier, permitia ao cliente a escolha dos desenhos que compunham sua bandeja, tornando-o uma peça ainda mais versátil. Muito populares na década de 1950, os carrinhos de chá, hoje, não parecem mais restritos às xícaras e aos bules. Ganharam novas funções e, agora, estacionam nos mais variados ambientes, sendo usados sobretudo como bar. 

   
A peça, que passou a fazer parte da Coleção da ETEL em 2008, faz sucesso pelo mundo todo e já foi destaque em diversas publicações internacionais. A The New York Times Magazine, o jornal The Telegraph e a Revista Newpaper elegeram o Carrinho JZ como um dos móveis mais interessantes desse tipo pelo mundo. 
   
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28/02/2014

Seringueira: uma joia renovada

Até pouco tempo, as seringueiras tinham uma sina quase certa. Após cumprir seu papel e produzir látex por quase 35 anos (a duração de um ciclo completo), as árvores eram cruelmente derrubadas. Dali, troncos com mais de 60 metros de altura iam para os fornos e  transformavam-se em lenha.   


No entanto, aos poucos, essa história começa a tomar novos rumos. Pelas mãos de arquitetos e designers talentosos, a madeira de Seringueira tem ganhado uso nobre e formatos totalmente sofisticados. Aqui na ETEL, demos início ao processo de testes com essa madeira há quase seis meses. Exemplo disso é o recém-lançado banco Pensil, de Etel Carmona. Agora, a peça empresta suas curvas e flexibilidade a essa madeira claríssima, quase esbranquiçada.


Ao criarmos novos usos para madeira de Seringueira, fortalecemos nossos laços com a floresta e o compromisso da ETEL com a sustentabilidade. Após seu ciclo, essa joia da floresta ganha uma nova chance e renova-se, magnificamente, diante de sua maleabilidade e leveza. 

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24/02/2014

Gregori Warchavchik: pioneiro e criativo


No início da década de 1920, o país testemunhava uma nascente e criativa revolução em suas artes. Em fevereiro de 1922, Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, e tantos outros artistas, se reuniram no Teatro Municipal de São Paulo para a Semana de Arte Moderna. 
     

Apostando no ineditismo e renovação, eles buscavam quebrar com os paradigmas do passado e criar um novo olhar sobre a produção artística brasileira. Em meio a tanta criatividade, nascia um embrionário movimento na arquitetura nacional. 

     
Foi nesse solo promissor, que o ucraniano Gregori Warchavchik encontrou espaço para apresentar sua arquitetura.  Conhecido como o arquiteto Modernista, acreditava que as construções deveriam funcionar como máquinas de morar. Em seus traços firmes e retos, buscava casas e prédios livres das amarras do passado, com uma estética que refletia a efervescência cultural do momento.

   
Então, em 1928, criou a primeira casa modernista do país, localizada na Rua Santa Cruz, em São Paulo. Gregori preocupou-se com cada detalhe do projeto ? da fachada à decoração. Desenvolveu um mobiliário modernista e revolucionário para a época. As banquetas, o carrinho de chá, a mesa circular e os revisteiros de Warchavchik tornaram-se símbolo do mobiliário moderno e ganharam novas edições pela ETEL. 

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21/02/2014

Pronta Entrega: Carolina Maluhy


Apesar de levar a moda em seu DNA, Carolina Maluhy enveredou-se pelo mundo da arquitetura. Filha da estilista Candy Brown, herdou da mãe o bom gosto e a estética apurada. Itens que refletem em projetos cheios de combinações sutis e modernas. 

Formada em arquitetura pela Northeastern University, em Boston, Carolina abriu, em 2005, seu escritório próprio, em parceria com Isis Chaulon. Em quase dez anos de atuação, a dupla - que se autointitula apaixonada por jardins - já desenvolveu mais de 150 projetos residenciais e comerciais. 

Nome: Carolina Maluhy

Atividade profissional: arquiteta

Moro em... São Paulo

Quando criança, queria... desenhar casinhas. 

Uma lembrança: minha infância com verões quentes e com pés na terra vermelha no interior do estado de São Paulo.

Não viveria sem...  verões quentes com pés na terra vermelha do interior de São Paulo. 

Na minha casa não pode faltar... verde. 

Arquitetura é... o espaço criado para vida. 
 
Madeira preferida é... jacarandá bahia.

Peça de design que mais admira: gosto muito o design dos móveis de Jorge Zalszupin. Chega a ser difícil escolher uma, mas a cadeira Adriana é incrível.


Boa música: Keith Jarrett.

Leitura inspiradora: Morte em Veneza, de Thomas Mann.

Projeto dos sonhos: concretizar o projeto de urbanização Pedreira Viva, que fiz em conjunto com a Comunidade da Pedreira.
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17/02/2014

Projeto modernista

Ao fazer um resgate das mais profundas memórias, a mineira Lena Pinheiro descobre que guarda um carinho especial desde criança por um prédio projetado por Oscar Niemeyer, no centro de Belo Horizonte. Para ela, o destino não poderia ser outro. Quando essa admiração pelas curvas do mestre nasceu, Lena já tinha descoberto a sua vocação. Queria viver em contato com aquela arquitetura, dona de curvas ousadas e traços precisos!

 
Anos mais tarde, a mineira realizou um de seus maiores sonhos profissionais: projetar um ambiente para uma construção assinada pelo próprio Oscar Niemeyer. Na última Casa Cor Minas, que aconteceu na região da Pampulha, Lena foi convidada a criar o living, um espaço para que moradores convivessem diariamente com a arte e com o design. 

 
"Optei por respeitar o estilo de 1950, época em que Oscar Niemeyer projetou a residência em que aconteceu a Casa Cor 2013. Os móveis foram escolhidos cuidadosamente para que contemplassem essa estética modernista", conta a designer. O ambiente incluiu itens como a cadeira Adriana, o sofá SO801, a banco Onda, de Jorge Zalszupin, além da poltrona Alta, de Niemeyer e o mesa Duas Cores, da Branco&Preto. Todas as peças são reedições da ETEL.  

 
Para tornar o espaço ainda mais interessante, foram incluídos elementos de arte típicos dos anos dourado. Quadros concretistas, fotografias e discos completavam com riqueza os detalhes. 
    
Sem dúvida, esse é um projeto para ser eternizado!
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17/02/2014

Modernidade Brasiliana

Nas décadas de 1960 e 1970, as construções modernistas assinadas por Jorge Zalszupin inspiravam uma arquitetura dona de traço ímpar e sensual. Até então pouco conhecido em terras brasileiras, esse estilo de construção pedia móveis igualmente arrojados e inovadores.      
E foi exatamente diante dessa demanda, que Zalszupin fundou sua própria fábrica de móveis, a L?Atelier. Lá, colocou em prática peças de linhas puras, nobres, confortáveis e atemporais, que mais tarde, tornaram-se grandes clássicos do design de móveis brasileiro. 


Entre tantas criações, em 1965, Jorge concebeu a poltrona Brasiliana. Dona de braços confortáveis e confeccionada à época em jacarandá, a poltrona se destaca por possuir uma curvatura precisa e delicada em suas costas e na lateral de seus braços. Tais formas foram consideradas tão harmônicas que permitiram a criação de um sofá que respeita os mesmos traços. 


A peça recebeu esse nome em homenagem à recém-fundada capital brasileira - cidade na qual é impossível caminhar sem postar os olhos sobre os inúmeros prédios modernistas, alguns deles desenhados pelo próprio arquiteto. Tanto o sofá quanto a poltrona ganharam, no último ano, novas edições da ETEL.
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03/01/2014

Inspirações difusas e diversas


Tem gente que descobre seus talentos aos poucos. Mas, esse não é o caso da arquiteta carioca Gisele Taranto. "Desde que me lembro, sempre quis ser arquiteta. Nas aulas de geometria adorava calcular espaços e os desenhos tridimensionais me deixavam empolgada", conta. 

Nascida no interior fluminense, mais precisamente na cidade de Volta Redonda, Gisele busca inspiração em tudo que a cerca. Como resultado, nascem ambientes aconchegantes, modernos e com a cara do cliente.

Nome: Gisele Taranto

Atividade profissional: arquiteta

Moro no Rio de Janeiro

Quando era criança queria ser arquiteta! Desde sempre!

Uma lembrança: guardo muitas lembranças dos lugares onde morei. Nasci em Volta Redonda, uma cidadezinha do Rio de Janeiro, morei nos EUA e na Itália.

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: há seis anos estava grávida e acabei perdendo meu bebê. Fiquei muito triste! Mas, apenas quatro meses depois, recebi a notícia que estava grávida novamente. Hoje, meu filho já tem quatro anos.

Arquitetura é... minha vida, minha segunda família.


Não viveria sem...  as minhas duas famílias: a real e o meu trabalho.

Na minha casa não pode faltar... livro

Madeira preferida: freijó e peroba do campo

Peça de design que mais admira: sou apaixonada pela poltrona Dinamarquesa, do Jorge Zalszupin  

Prato saboroso: carangueijo. Adoro tudo que tem frutos do mar!

Leitura inspiradora: adoro livro que conte sobre artista, arquitetura.  

Boa música: gosto muito de sons diferentes, instrumentos diferentes. Um exemplo disso é o Patrick Watson, um músico canadense.

Viagem inesquecível: Alasca

Projeto dos sonhos: gostaria de projetar um hotel.

Um conselho: ter humildade e paciência. Reconhecer os erros e tentar melhorar.

Em que projeto você está trabalhando atualmente? Conte um pouco sobre ele. Tenho vários. Mas um dos mais desafiadores, sem dúvida é um edifício residencial, que será lançado no começo de 2014.  

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28/12/2013

Retrospectiva: o ritmo veloz de 2013

Nesta época, não há nada melhor que relembrar e celebrar tudo de bom que fizemos em 2013. Aqui na ETEL, o ano correu em ritmo acelerado e foi repleto de acontecimentos.

Completamos 20 anos! São duas décadas contando e recontando a história do mobiliário brasileiro por meio de peças representativas, das mais sofisticadas técnicas de marchetaria e de um espaço capaz de unir arte e design. 
Agregamos novos nomes ao nosso corpo de designers. Oscar Niemeyer e sua filha Anna Maria nos brindaram suas belas curvas, na poltrona Alta e na chaise Marquesa. Enquanto, Domingos Pascali e Sarkis Sermedjan vieram com suas almofadas confortáveis, alinhadas de maneira intuitiva, formando o sofá e poltrona Nuvem.


Abrimos espaço para novas coleções. Nosso querido Jorge Zalszupin teve diversas peças reeditadas, como a poltrona Adriana e a cadeira Verônica. Já Etel Carmona criou o Aparador PW, um móvel com edição limitada e inspirado nas aquarelas de Paulo Werneck.  Isay Wienfeld criou duas incríveis peças ? um berço e um caixão. Elas compuseram a mostra A|Z, que ficou em cartaz em São Paulo e Nova York.  O protótipo do berço tornou-se uma peça de edição limitada, que passou a ser produzida pela ETEL em dezembro.  

E, falando em exposições, levamos ao Canadá  a ?4U from Brazil?. Em parceria com a Avenue Road, reunimos peças de Oscar Niemeyer, Paulo Werneck, Jorge Zalszupin e Carlos Motta para contar parte da história do mobiliário brasileiro. Um debate na Soho House de Toronto, com Lissa Carmona, Gaspar Saldanha e Carlos Motta, ainda apresentou aos convidados os detalhes que tornam as peças nacionais únicas no cenário mundial. 



Tivemos destaque na mídia nacional e internacional, com matérias na Wallpaper, Wish Casa, Casa Claudia Luxo, Bamboo e muitas outras revistas e sites especializados. 

Foi um ano de muito trabalho e enormes conquistas. Para 2014, temos muitos planos, mas o principal deles é surpreender você. Em breve teremos novidades!

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20/12/2013

Boas Festas!

Depois de um ano repleto de conquistas, parcerias e novas coleções, queremos agradecer a companhia dos amigos queridos nessa trajetória, com mais de duas décadas de história. 


Assim como em cada uma de nossas peças valorizamos a delicadeza e a atenção aos detalhes, desejamos a todos vocês celebrações perfeitas e inesquecíveis. Que 2014 chegue com a promessa de renovação e 365 novas oportunidades de nos desafiarmos a ser cada vez melhores.


Aproveitamos para comunicar que estaremos em férias coletivas de 22 de dezembro a 5 de janeiro.

Que estejamos juntos novamente no ano que vem! E, cá entre nós, teremos muitas novidades para compartilhar!

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20/12/2013

A exclusividade de um protótipo


A revista Wallpaper, uma das publicações mais conceituadas sobre o mundo do design, realizou na última semana a exposição Wallpaper *Handmade, na Art Basel/Miami. Em sua quarta edição, a mostra levou ao público da semana de arte americana mais de 70 peças, criadas exclusivamente para o evento.

O arquiteto brasileiro Isay Weinfeld foi um dos convidados a desenvolver um protótipo especial para a feira. O designer criou uma bandeja para ser usada nos banheiros dos hotéis. Esta primeira peça - feita pela ETEL - possui uma base cuidadosamente esculpida em madeira Angelim e conta com diversos compartimentos, criados para acomodar de maneira elegante todos os artigos de banho. A mostra, que aconteceu entre os dias 4 e 8 de dezembro, ainda expôs acessórios produzidos por arquitetos, designers e marcas dos quatro cantos do mundo. Loius Vitton, Gucci, Marc Jacobs e Nike estão entre os destaques que levaram seus protótipos ao Miami Design District. 

Outros acessórios

Não é novidade nenhuma que Isay Weinfeld possui múltiplos talentos. Em 2008, ele já havia se aventurado pelo mundo de formas ousadas que os acessórios podem proporcionar. Na época, criou uma linha que leva o seu nome, com fruteira, vaso e bandeja. Todos eles resultado de uma abordagem estética apurada, moderna e inteligente.  




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13/12/2013

Sob o olhar de Ruy Teixeira

A decoração de um ambiente pode revelar íntimos traços da personalidade de quem o habita. É com esse olhar apurado que o fotógrafo brasileiro Ruy Teixeira adentra casas de personalidades e grandes nomes do design mundial há quase 20 anos. Depois de mais de duas décadas na Itália, o fotógrafo voltou ao Brasil com muita bagagem profissional e um novo desafio: produzir um livro sobre o mobiliário modernista brasileiro. 

 
O ano era 1986. Ruy, que até então trabalhava como repórter fotográfico no Brasil, decidiu aventurar-se por terras europeias. Na Itália, encontrou seu destino. ?Nessa época, entre um trabalho e outro, também fotografava desfiles e ensaios para revistas, como Claudia e Capricho. Quando cheguei a Milão, decidi me direcionar totalmente ao mundo fashion. Criei um olhar artístico e trabalhado. Conheci um mundo novo e isso me permitiu criar registros autorais e únicos?, conta. 

 
Um caminho natural o levou ao design e à arquitetura. Aprofundou seus conhecimentos em estética e adquiriu uma visão pura e conceitual desse mundo. ?Descobri meu fascínio pelo mobiliário há pouco mais de 15 anos, quando fui convidado para fazer um ensaio para a revista Elle Decor , da Itália, chamado Bossa Nova do Design. Nele, procurei mostrar o que o design brasileiro tinha de diferente, que era rico e tinha muita qualidade?, relembra. Depois disso, foi convidado para trabalhar no Studio Edelkoort, fotografou projetos de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Joaquim Tenreiro, Isay Weinfeld, Paulo Mendes da Rocha e Jorge Zalszupin. 
        

Há pouco mais de um ano, Ruy voltou ao Brasil. Em um de seus primeiros trabalhos, conheceu Jayme Vargas ? um dos colecionadores de móveis mais famosos do país. De uma sessão fotográfica para a revista Casa Vogue, surgiu uma parceria, que rendeu um projeto. ?Sob a curadoria de Jayme, quero fazer um livro sobre o mobiliário nacional das décadas de 1940, 50 e 60. Há muitas publicações que mostram o lado histórico das peças. Queremos revelar o lado artístico, fotográfico e conceitual de cada móvel.? Nessa empreitada, o fotografo já clicou a casa de Jorge Zalszupin, um dos designers do portfólio ETEL. 

O resultado deve ser apresentado no final de 2014, em uma edição especial, produzida pela editora Cosac Naify. 
  

  

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05/12/2013

Preciosas lembranças da floresta

         
Inúmeras vezes, ouvimos que os pequenos frascos guardam as melhores fragrâncias. Apesar de clichê, trata-se de uma verdade quase absoluta. Os menores e mais rústicos objetos podem trazer em seus traços e curvas preciosos tesouros, uma realidade emprestada de lugares longínquos e criada por talentosas e dedicadas mãos.

      
Os acessórios da AVER, produzidos pela ETEL em Xapuri, no Acre, são considerados verdadeiras joias raras. Raridade que é revelada pelas características únicas de cada exemplar. Traços, texturas e recortes proporcionados pelos veios de sua matéria-prima, seja ela um tronco, um ramo ou uma semente. 


Enquanto isso, sua preciosidade se dá pela qualidade do design e pelos cuidados na construção e no acabamento de cada peça. Exemplares como os bowls Marina e Governador, o vaso Bojudo e as garrafas Aram são torneados manualmente em galhos e braços de árvores, o que os torna objetos ainda mais autênticos. 
    
Por resgatar as origens naturais, essas peças são ótimas opções de presente para as festas de final de ano. Escolha um desses tesouros e surpreenda as pessoas especiais! 
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22/11/2013

Coleções: José Luiz Vianna

Encontrar o original, o verdadeiro, o único é tarefa para poucos. É raro quem tem o olhar aguçado a ponto de notar entre milhares de opções aquela que realmente tem valor. No entanto, com José Luis Vianna é assim. Sua coleção de mobiliário, construída com um cuidado ímpar, vem de uma busca incessante, que se inicia em livros, passa por antiquários e pode percorrer até mesmo feirinhas de antiguidade espalhadas pela cidade de São Paulo.


A inspiração veio de seu padrinho, Paulo Vasconcellos, que, durante as décadas de 1970 e 90, era dono de um dos antiquários mais badalados na cidade. "Há pouco mais de 15 anos, senti a vontade de ter um móvel especial na minha casa. A ideia era adquirir uma peça europeia do século 18. Mas, em poucos minutos, Paulo me convenceu a buscar um mobiliário modernista nacional", contou.

Na época, os móveis vindos da Europa eram comprados por verdadeiras fortunas, enquanto os brasileiros eram relegados e oferecidos a preços justíssimos. Assim, em uma busca cheia de afinco, Luis encontrou sua primeira joia: uma poltrona Dinamarquesa, de 1959. "Os braços dessa cadeira, que hoje está em minha sala, são tão delgados que me arrisco a dizer que esta foi uma das primeiras poltronas a serem feitas pelas mãos do próprio Zalszupin." 

Com o passar do tempo, chegaram o protótipo do carrinho de Chá, também do arquiteto polonês, e uma estilosa dupla de cadeiras de balanço de Lina Bo Bardi. Hoje, em sua casa figuram peças originais de Joaquim Tenreiro, Sergio Rodrigues e Bernardo Oliveira. 

Cobiçados por diversos museus, entre eles o Pompidou, os móveis de Luis fizeram parte de diversas mostras, no Brasil e no exterior. Quando indagado sobre possíveis doações, Vianna diz que só abriria mão de suas peças se fosse para elas ganharem um espaço especial nos acervos de museus nacionais. "Só assim o público brasileiro poderá conhecer a trajetória de alguns dos designers mais inovadores do mundo", finaliza. 

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14/11/2013

Cumaru, a madeira acetinada

Impossível definir apenas uma cor para uma peça trabalhada na madeira Cumaru. Infinitas linhas amareladas, castanhas e acobreadas se entrelaçam de maneira suave e oferecem ao cerne desta joia da floresta uma mescla de tons suaves e delicados. 


Esta madeira muito comum na Amazônia - não apenas na porção brasileira, mas também na Colômbia, Venezuela, Peru e Suriname, pertence à família das leguminosas. Seus frutos são vagens, cheias de sementes escuras, conhecidas internacionalmente como Tonka Bean. Com aparência enrugada e coloração quase negra, não ultrapassam os sete centímetros. 

Dessas estranhas sementes é extraída a cumarina, o principal composto de um líquido amarelo-claro muito especial. Com aroma suave e sabor adocicado, ele é bastante usado pela indústria de cosméticos e perfumes, além ser aplicado na culinária, em substituição à essência de baunilha. 

Alguns exemplares desta frondosa árvore atingem os 40 metros de altura e os 1,5 metro de diâmetro. Por conta de seu brilho natural e de sua textura agradável, há quem dê a ela o nome de madeira acetinada. Tanta delicadeza ao toque esconde uma matéria-prima complexa, pesada e muito dura de se trabalhar. 

Para que esta madeira dê origem a uma bela e sofisticada peça é preciso que ela passe por um longo e demorado processo de secagem. Por conta de sua característica mais oleosa, a secagem natural pode levar semanas e até meses, enquanto uma secagem feita exclusivamente em estufa pode fazer com que ela fique com uma aparência levemente ressecada, perdendo suas características mais marcantes.


No entanto, aliando uma precisa técnica de secagem com design, corte e marcenaria especiais, é possível alcançar um móvel dono de uma combinação perfeita: traços e curvas impressionantes trabalhados uma madeira supreendentemente bonita. Um exemplo disso são as peças desenhadas por Carlos Motta da linha Atelier, como a cadeira Luna, Estrela e Layla. Há ainda diversos acessórios na mesma madeira, como os bowls Marina e o Rudá. Todas disponíveis em Cumaru.  

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14/11/2013

Desbravando os mundos de Araquém Alcântara

Sob um olhar superficial, obras de arte, design e florestas habitam universos totalmente distintos. No entanto, aqui, na ETEL, esses mundos vivem em harmonia e, por vezes, casam-se perfeitamente. Foi assim com as esculturas ricas em detalhes de José Bento, as divertidas Kaixollas, de Marcelo Cipis, os criativos biombos de Roberto Mícoli e agora com as exuberantes fotografias de Araquém Alcântara.


Neste mês, em parceria com a Galeria de Babel, nos aventuraremos pelo olhar desse colecionador de mundos em uma exposição com 15 imagens de florestas nacionais. Como disse Roland Barthes em seu livro A Câmara Clara: ?Toda fotografia é um certificado de presença?. E, nessa exposição, as fotografias selecionadas revelam toda a beleza e plasticidade da fauna e da flora brasileiras, documentando o que deveria ser eterno.

A parceria entre Araquém e ETEL começou em agosto passado, quando sediamos na loja o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu. A ambientação feita por Marina Linhares mesclava diversos cliques do fotógrafo. "Percebi a conexão entre as imagens e o envolvimento da nossa marca com a arte e a floresta. Desde então, começamos a conversar e criamos a mostra", conta Lissa Carmona, CEO da ETEL.


As imagens de Araquém Alcântara ficam expostas na loja até dezembro. A ETEL oferece a você também a oportunidade de adquirir aquela fotografia que falar mais alto ao seu olhar e ao seu instinto. Todas as imagens estão à venda.

Aguardamos sua visita!

O fotógrafo 

Jornalista por formação, Araquém Alcântara encontrou na fotografia a síntese do dizer. Desde a década de 1970, dedica seus cliques a revelar a identidade dos mais diversos biomas nacionais. O fotógrafo prioriza imagens naturalmente belas e, com seu trabalho, luta pela preservação do patrimônio social e natural do Brasil, valorizando os povos das florestas, os animais e a vegetação. Com mais de 40 livros publicados, já teve seu trabalho reconhecido por premiações nacionais e internacionais.
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05/11/2013

Soho House Toronto

Spencer Bailey, editor-executivo da Surface Magazine - uma das publicações mais conceituadas do Canadá -, comandou, no último mês, um debate sobre os diferenciais da arquitetura e do design brasileiros, na Soho House de Toronto. Lissa Carmona, Gaspar Saldanha e Carlos Motta marcaram presença e levaram ao público os detalhes que tornam as peças nacionais únicas no cenário mundial. 

Confira o resultado desse encontro no vídeo produzido pela Avenue Road. 


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04/11/2013

Pronta entrega: Maria Paula e Maria Claudia Brasil

O mesmo sangue e a mesma vocação correm pelas veias de Maria Paula e Maria Claudia Brasil. Formadas em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, as irmãs tornaram-se uma dupla pra lá de talentosa e, em 1998, fundaram a Maria Brasil Arquitetura e Interiores. 

Desde crianças, as irmãs viam o pai - que era médico por profissão, mas apaixonado por arquitetura - laborando as maquetes que dariam origem a construções. Tanto apresso e cuidado com as pequenas amostras despertou nelas um interesse deveras incontrolável, que mais tarde as guiou pela escolha da carreira e pela execução de projetos de arquitetura e decoração impecáveis.


Nome: Maria Paula e Maria Claudia Brasil.

Atividade profissional: arquitetas. 

Moramos em São Paulo.

Quando éramos crianças, queríamos ser arquitetas. 

Uma lembrança: eu me lembro do meu pai montando uma maquete de uma casa que pretendia construir. Eu, Paula, era criança ainda. Mas, desde aí, olhei e pensei: "É isso!". E já me senti arquiteta desde aquele dia.  
       

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: as melhores notícias são as que vêm no dia a dia. As pequenas conquistas. 

Arquitetura é... qualidade de vida! Com ela, podemos contribuir um pouco para o conforto e o bem-estar das pessoas. 

Não viveria sem alegria. 

Na nossa casa, não pode faltar união. 

Madeira preferida: freijó.

Peça de design que mais admira: temos uma lista enorme de peças que amamos. Mas hoje adoramos a poltrona Paulistana, de Jorge Zalszupin. 

Prato saboroso: adoramos uma boa comida mineira.

Leitura inspiradora: eu, Paula, adoro uma biografia. A última que li foi Catarina, a Grande, de Robert K. Massie. 

Boa música: gosto muito de bossa nova.

Viagem inesquecível: Rússia.

Projeto dos sonhos: gostaríamos muito de fazer uma pousadinha na praia. Seria um projeto bem charmoso e intimista, uma releitura moderna do rústico. 

Um conselho: dedique-se ao que realmente importa!

Em que projeto vocês estão trabalhando atualmente? Conte um pouco sobre ele. Atualmente, estamos nos dedicando bastante a projetos residenciais, tanto em São Paulo como no interior e no litoral. Percebemos a crescente busca do Paulistano por uma segunda casa, que o conecte com a natureza, na praia ou no campo. 

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25/10/2013

Astânia, cadeira à mineira

As montanhas verdejantes e a simplicidade cativante do interior de Minas Gerais sopraram, como fortes ventos, inspiração aos ouvidos da designer Etel Carmona. Em uma tarde tranquila de 2006, foi criada uma cadeira que se destaca por sua charmosa simplicidade, aliada a conforto e beleza únicos. 
                 
"As memórias resgatadas durante a elaboração da peça remeteram automaticamente à imagem de Tânia, uma amiga de longa data, que morava em terras mineiras", disse a designer. Para homenagear a grande companheira, a designer escolheu dar seu nome à peça recém-criada. Como não deveriam ser usadas sozinhas, as cadeiras ganharam o nome de Astânia - que remete ao linguajar gracioso dos mineiros, que cortam os S ao final dos plurais, sem dó. 



 O sucesso da Astânia foi tão grande que, no mesmo ano, a designer criou uma banqueta, que segue as mesmas linhas da cadeira, com alguns centímetros a mais de altura. Pelas mãos do mestre marceneiro Moacir Tozzo, as cadeiras ganharam cores fortes e hoje são personalizadas de acordo com o desejo de cada cliente. 


O móvel tornou-se um clássico entre as criações de Etel Carmona e tamanho sucesso rendeu-lhe projetos espalhados pelo mundo todo. 


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24/10/2013

Dizem por aí...

Parte da nossa história ganhou destaque em diversas publicações nacionais e internacionais ao longo das últimas semanas. Selecionamos para este post as matérias mais interessantes, que captam a essência do mundo ETEL. 


Em casa com ...
Etel Carmona abriu as portas de seu apartamento para a revista Wish Report. Projetado pela arquiteta Lia Siqueira, a residência foi decorada com peças que dialogam com a trajetória da designer e revelam detalhes de sua personalidade. A poltrona Esfera, de Ricardo Fasanelo, a mesa Pétalas, de Jorge Zalszupin, e as mesas Flor, da própria Etel, estão entre as peças escolhidas para compor os ambientes. 


Enquanto isso, Lissa Carmona mostrou sua morada na revista Wish Casa. Seu estilo clean e senso de estética apurado foram as inspirações para que as arquitetas Lia Siqueira e Marina Linhares construíssem uma residência com a cara da CEO da ETEL. Entre as várias peças escolhidas para compor o espaço, há o livreiro Jatobá, de Etel Carmona; o banco Trinco, de Lia Siqueira; o carrinho de Chá, de Jorge Zalszupin; e sofá São Conrado, de Claudia Moreira Salles.

Exposição "4U From Brazil" 


Em setembro, o design brasileiro ganhou mais um notável capítulo em sua história. A  exposição "4U from Brazil" - uma parceria entre ETEL e Avenue Road - ganhou destaque em diversos veículos. Nas revistas brasileiras Bamboo e Casa Claudia Luxo e a Azure, o Programa de Rádio Monocle e Globe and Mail, do Canadá. Confira as matérias publicadas!

Poltrona com história  


A poltrona Adriana teve sua história revelada por diversos veículos, entre eles, a Casa Vogue, o site Glamourama e Wish. Criada pelo célebre designer polonês Jorge Zalszupin, o móvel conta com desenho original de 1962 e passou décadas escondida na garagem de seu criador. Quando restaurada, ganhou o nome de sua neta, Adriana. Para saber mais sobre essa história, clique nas matérias! 

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16/10/2013

Dado Castello Branco, elegância discreta



Se o estilo de Dado Castello Branco tivesse de ser definido em apenas uma palavra, ela seria "elegância". Em seus projetos, espalhados por inúmeras cidades - como Nova York, Aspen, Philadelfia e outras tantas no Brasil -, o arquiteto prioriza a beleza e a simplicidade sem, no entanto, abrir mão do que é chique e confortável. 

Para ele, um projeto só é capaz de cumprir seu papel com êxito quando cada parte do espaço reflete a personalidade daquele que o ocupa - e isso é o que mais o fascina na profissão.  

Por curiosos caminhos

Arquiteto e urbanista por formação, Dado encantou-se também pelas linhas instigantes e pelos traços ousados que o design poderia lhe oferecer. "Sempre fui do mundo da arquitetura e da decoração. Encontrar o design foi um caminho natural. Não precisei planejar, decidir, escolher. Foi algo automático", conta o arquiteto, que se inspira sobretudo nas criações de George Nakashima, um design japonês reconhecido pela aparência elementar de suas peças. 
 
     
Dado aceitou o design de mobiliário como um breve desafio, do qual floresceu naturalmente a parceria com a ETEL. "Dado e eu nos conhecemos há quase 20 anos e dessa parceria profissional nasceu uma amizade cheia de carinho", conta Etel Carmona. "Um dos momentos mais especiais da nossa trajetória juntos foi a primeira Casa Cor do Dado, em 2008. O projeto reunia inúmeros móveis da ETEL, o que destacava nossas afinidades e a elegância das escolhas", completou. 

Em 2006, Dado lançou sua primeira linha de mobiliário editada pela marca. As peças, brilhantemente executadas, ganharam nomes que remetem a pessoas especiais. A cadeira Francisco, as mesas laterais Valentina e Gêmeos e a mesa de jantar Guilli homenageiam os filhos, enquanto a mesa central Carolina foi criada especialmente para a esposa. 

 


Em 2012, surgiu uma linha de móveis para jogos. Duas mesas criadas especialmente para ambientar espaços leves e descontraídos e reunir amigos ao seu redor. A mesa de Gamão conta com tampo de couro e detalhes nas gavetas e pés de cobre.   

Para o futuro, Dado promete trabalhar em uma mesa de pingue-pongue. Charmosa e cheia de detalhes, como todas as suas criações . 

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07/10/2013

Stephan Weishaupt, um fã do design brasileiro

"O design brasileiro ganhou sabor e encontrou seu verdadeiro caminho". É assim que começamos a nossa conversa em tom de bastidores com Stephan Weishaupt, presidente da Avenue Road e idealizador da exposição "4U from Brazil". A mostra que fica em cartaz até 2014 em Toronto, deve expor mais de cinquenta peças de mobiliário produzidas pela ETEL. 


Para o empresário, até a década de 1940, os traços e linhas do mobiliário nacional estavam muito próximos ao discurso modernista sustentado pelos europeus. No entanto, a história ganhou outros rumos e nas últimas décadas os designers brasileiros estabeleceram uma identidade tipicamente nacional, tornando suas curvas conhecidas e reconhecidas pelo mundo todo. 


Primeiro contato 

E foi pelas curvas das peças de Joaquim Tenreiro que Stephan conheceu o nosso design. "Dois amigos - Glenn e George  - compraram uma cadeira em uma viagem ao Brasil e a levaram para os Estados Unidos. Fiquei surpreso e ao mesmo tempo extasiado com a peça", relembra. 
       
Com o passar dos anos, Stephan tornou-se um apreciador do nosso design e começou uma profunda pesquisa sobre as influências e sobre a evolução dos estilos. "Foi aí que conheci os móveis da ETEL, principalmente por meio de revistas. E, finalmente, pude vê-los pela primeira vez em uma galeria em Dusseldorf, na Alemanha, há quase sete anos. Então, decidi que iria visitar o showroom da marca em São Paulo! E pouco tempo depois, abrimos a primeira exposição de móveis brasileiros Toronto".  


"4U from Brazil"
  
Promovida pela Avenue Road, a mostra levará ao público canadense peças de Oscar Neimeyer, Paulo Werneck, Jorge Zalszupin e Carlos Motta. Cada um desses designers traz uma perspectiva muito original e a junção deles mostra toda a autenticidade do design brasileiro. 

"Além de mostrarmos belíssimas peças, traçaremos a história dos indivíduos, os processos de criação e a história dos móveis", conta Stephan. Para isso, o presidente da Avenue Road selecionou as peças mais emblemáticas de cada designer, entre elas a chaise-longue Rio, a poltrona Adriana, a Asturia e as mesas de Paulo Werneck. 

A mostra fica em cartaz até março de 2013. 

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30/09/2013

A|Z, de Isay Weinfeld

Claro e escuro. Branco e preto. Começo e fim. Vida e morte. De A a Z. 

O contraste é parte integrante da mais nova exposição do arquiteto Isay Weinfeld, inaugurada ontem (26) na Galeria Luisa Strina, em São Paulo. Versátil, dessa vez, Isay voltou-se à arte, criando uma instalação provocativa e instigante, composta de duas peças cuidadosamente produzidas pela ETEL.



Quem adentra o espaço se depara com uma sala dividida em dois ambientes. À esquerda, o ambiente totalmente escuro tem seu breu quebrado apenas por um ponto de luz amarelada. O foco se abre sobre um delicado berço de madeira clara com formato ovalado. Seu cercado é composto de hastes finas e levemente inclinadas. "Tivemos que criar as hastes uma a uma, pois cada uma delas tem uma angulação diferente, que só podia ser medida quando terminávamos a anterior. É um trabalho que exige cuidado e paciência redobrada", conta o mestre da marcenaria Moacir Tozzo, responsável pela execução da peça. 


Apenas alguns passos adiante, à direita, e o visitante se transporta ao exato oposto. A iluminação torna-se tão branca que a princípio dilata as pupilas, incomoda os olhos e impede a visão. Bem no centro da sala, repousa um caixão.  As duas peças são produzidas com a mesma madeira - o tauari - e, internamente, contam com uma suave manta trabalhada em matelassê branco. 

Perguntado sobre a inspiração para a obra, Isay revela que surgiu naturalmente, enquanto desenhava um projeto para um berço. "De maneira despretensiosa, me propus a imaginar o seu oposto", diz o arquiteto. Agora, sobre possíveis significados, ele prefere deixar a cargo dos espectadores. 

"Como toda obra de arte, essa é uma instalação que permite múltiplas interpretações. Não quero influenciar a concepção de significados. Prefiro dar liberdade para que o público crie sua própria versão", argumenta. A mostra fica em exibição até dia 26 de outubro. 

Parte do corpo de designers da ETEL desde 2004, Isay escolheu a marca para executar as peças de instalação devido ao seu trabalho rico em detalhes - do início ao fim, de A a Z.  
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25/09/2013

Duas décadas e um legado para o design brasileiro

São vinte anos de história. Nesse período, a ETEL foi capaz de criar encontros extraordinários, que uniram as criações de célebres designers com a sofisticação e o primor das peças produzidas pela marca. Como parte desse ano cheio de comemorações, lançaremos na próxima semana o "Tributo ao design do móvel brasileiro", um livro que rememora as coleções mais brilhantes da ETEL. 


Convidamos a professora Maria Cecília Loschiavo para escrever o texto deste caderno especial. Docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Maria Cecília é especialista em design brasileiro e sustentabilidade e autora de diversas obras sobre a história do mobiliário nacional. Entre elas está o livro "Móvel Moderno no Brasil", lançado em março de 1995, nas instalações da primeira loja da ETEL, no bairro de Pinheiros. 

A parceria entre Maria Cecília e Etel Carmona nasceu de uma conversa despretensiosa. "Num encontro com designers e arquitetos, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a conheci e começamos uma conversa interminável, sobre a força criativa do design do móvel brasileiro", conta a pesquisadora. "A ETEL (...) se destaca pela reedição dos mais inspiradores designers modernos brasileiros e a todos eles presta um tributo pela genialidade de suas criações", completa. 

Na publicação, há preciosos depoimentos de designers contemporâneos, como Etel Carmona, Claudia Moreira Salles, Carlos Motta, Isay Weinfeld, Arthus de Mattos Casas, Dado Castelo Branco, Lia Siqueira sobre o trabalho com a marca. 

Este material belíssimo - que será distribuídos aos clientes e levado à exposição "4U from Brazil"  no Canadá,  revela parte do nosso legado à história do mobiliário brasileiro. Foto, croquis, rascunhos e desenhos mostram toda a genialidade dos mestres do design nacional, consagrados por seus variados estilos, e que, hoje, fazem parte do portfólio ETEL. 




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17/09/2013

Design brasileiro no Canadá

Quatro vidas entrelaçadas são capazes de contar a história do design mobiliário moderno brasileiro. Ao unir peças de Oscar Niemeyer, Paulo Werneck, Jorge Zalszupin e Carlos Motta em uma exposição inédita, a Avenue Road - representante da ETEL no Canadá - construirá uma narrativa complexa e fascinante acerca da arquitetura e dos móveis criados por essas talentosas mãos.
Com a mostra "4U from Brazil", apresentaremos ao mundo peças sofisticas, em sua matéria-prima criteriosamente selecionada, em seus traços marcantes e em seu acabamento preciso. No total, serão quase cinquenta peças que apresentarão ao público canadense parte da nossa cultura e revelarão em detalhes a sensibilidade desse quarteto.  

Oscar Niemeyer, o mestre
Cada traço do arquiteto Oscar Niemeyer tinha a capacidade de encantar e fazer história. Mas nem todos sabem que suas curvas não ficaram restritas às marcantes obras arquitetônicas que construiu. Na década de 1970, o arquiteto que projetou diversos prédios em Brasília, também criou belíssimos móveis, como a icônica chaise-longue Rio, o banco Marquesa e a poltrona Alta, todos reeditados pela ETEL este ano.  


Paulo Werneck, o autodidata
Paulo Werneck foi um homem de múltiplos talentos. Esse modernista brasileiro se destacou por seus murais, aplicados em projetos de importantes arquitetos, como Niemeyer. Em vida, criou as mesas Cabral, Gaspar, Joaquim, Otto e Yolanda para presentear amigos, hoje reeditados pela ETEL. Uma das grandes novidades será o aparador PW, um móvel com edição limitada, desenvolvido por Etel Carmona com um mosaico baseado nas aquarelas do artista das décadas de 1940 e 70, recriadas por Gaspar Saldanha, neto de Paulo. 

Jorge Zalszupin, o clássico
As peças de Jorge Zalszupin nascem de um desenho primoroso e de um desafio à produção com madeira. Seus móveis ousados possuem traços marcantes tornaram-se, que os tornam preciosos exemplares do design brasileiro. A mesa Romana, o banco BA-102 e as poltronas PO-801, Dinamarquesa, Verônica e Adriana são apenas alguns dos exemplares reeditados pela ETEL. 


Carlos Motta, o intenso
Ecologia e respeito à natureza pulsam nas veias deste designer, que não se preocupa apenas com o resultado final de suas peças. Carlos Motta leva a sério critérios sustentáveis, como a preferência por madeiras certificadas e a reutilização de materiais como o ferro. Em 2012, a ETEL reeditou a linha Atelier, com 12 peças criadas entre os anos 1970 e 2000. 



Todas essas peças farão parte da mostra "4U from Brasil", na Avenue Road, em Toronto, no Canadá. A exposição acontecerá a partir do dia 25 de setembro. A loja fica na 415, Eastern Avenue. Sem dúvida, vale a visita!

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09/09/2013

Uma encomenda especial

Do alto, seu formato lembra uma lua minguante, graciosa e sutil em suas curvas. O satélite natural do planeta Terra foi a grande inspiração para que Carlos Motta criasse uma das peças mais bonitas do design contemporâneo brasileiro: a poltrona Luna. 


   
A poltrona Luna não foi necessariamente desenhada para atender à urgência criativa do designer. Foi, sim, criada para responder, da forma mais delicada possível, à solicitação do mais ilustre arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer. Em 1990, o escritório do arquiteto entrou em contato com Carlos Motta e pediu para que ele desenhasse e executasse uma peça confortável e estilosa. O móvel já tinha destino certo: a Sala de Jogos do Palácio da Alvorada - projeto criado em 1957 pelo arquiteto para ser a residência oficial dos presidentes brasileiros. 
  
Segundo seu próprio criador, a poltrona Luna exige habilidosas mãos por causa de sua execução complexa.  O encaixe perfeito das madeiras no encosto e o alongado corte dos pés são detalhes essenciais, que constituem uma aparência elegante e estética atemporal. 


A peça ainda se destaca por sua ergonomia perfeita, que oferece conforto e comodidade a quem a escolhe como assento. "O destaque da peça  é o seu espaldar baixo, criado para facilitar a movimentação do braços nas mesas de jogos", explica o designer.  
  

Originalmente, a poltrona Luna havia sido feita de madeira amendoim, com uma almofada trabalhada de couro escuro. Com a combinação dessas duas matérias-primas, a peça ostentava uma aparência que contrastava a sobriedade do couro com a vibrante madeira de tom caramelo. 

Em 2012, a ETEL lançou a linha Atelier, composta de 13 peças desenhadas por Carlos Motta, entre os anos 1970 e 2000. Entre elas está Luna, que ganhou versões em cedro, cumaru cetim, freijó e sucupira. 
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03/09/2013

Aparador PW: arte e design em sintonia

Pintor, desenhista, ilustrador. Paulo Werneck, sem dúvida, foi um homem de múltiplos talentos. O artista, um exemplar do modernismo brasileiro, se destacou, sobretudo, por seus inúmeros murais, aplicados em projetos de importantes arquitetos brasileiros, como o mestre Oscar Niemeyer e os irmãos Roberto. 
Paulo Werneck será mais uma vez homenageado pela ETEL. Em setembro, lançaremos uma peça exclusiva, com edição limitadíssima. O aparador  PW, desenvolvido pela designer Etel Carmona, contará com um mosaico cerâmico baseado nas aquarelas pintadas pelo artista entre as décadas de 1940 e 70. Os traços marcantes do mosaico que compõe a peça foram recriados pelas habilidosas mãos de Gaspar Saldanha, neto de Paulo. 

"A obra desse artista faz parte da minha vida, da minha infância e da minha formação. Reproduzir os desenhos do meu avô e dar vazão a essa arte sempre esteve em meus planos", conta Saldanha. Então, em 2006, a ideia ganhou impulso com a criação do Projeto Paulo Werneck. 

"Iniciamos a organização do acervo de desenhos deixados em seu ateliê, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e lá me deparei com inúmeras surpresas e recordações", conta. 



O sofisticado aparador celebra mais uma vez a união entre a arte e o design, que já foi representada nas mesas Cabral, Joaquim, Otto, Gaspar e Yolanda. Em todas as peças, os delicados quadradinhos em cerâmica se unem e formam um desenho geométrico autêntico e imponente, dando à peça um ar sofisticado e único. 


O primeiro aparador finalizado terá como destino uma exposição em Toronto, no Canadá. "Brazil: Four Stories of Modern Design" estará em cartaz a partir do dia 25 de setembro e celebrará o design de mobiliário de Oscar Niemeyer, Paulo Werneck, Carlos Motta e Jorge Zalszupin.
 
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27/08/2013

Uma trajetória perfeccionista

Oswaldo Arthur Bratke é despretensioso em sua arquitetura ? elegante em seus traços suaves, simples em seus projetos, repletos de linhas finas, delicadamente pintados com aquarela. 

Deparar-se com uma das várias construções projetadas por este mestre é rememorar parte da extraordinária história modernista brasileira. 

Porém, além de arquiteto magistral, Bratke experimentava os sabores do design, dedicando-se à criação de luminárias e móveis. Seus avançados estudos arquitetônicos serviram como inspiração para conceber uma cadeira emblemática, projetada em 1948. 

Sua aparência elementar esconde uma estrutura complexa, executada por quatro formas de madeira compensada, unidas por um único parafuso. Apesar de nunca ter sido produzida em escala comercial, a cadeira ganhou notoriedade e foi exibida no Brasil e no exterior ? até hoje ela está exposta no Museu Pompidou, na França. 





 
Nossos laços

Em 2011, a cadeira ganhou uma nova edição feita pela ETEL. Na ocasião, foram produzidas 104 unidades para celebrar o mesmo número de anos que Bratke completaria naquele dia 24 de agosto. As cadeiras foram confeccionadas artesanalmente em pau-marfim certificado, acabadas com esmero e numeradas ? itens capazes de tornar cada peça única e extremamente especial.



               

Durante o evento de lançamento da cadeira, o pianista Marcelo Bratke, neto de Oswaldo, fez uma emocionante homenagem ao avô. Em parceria com a artista plástica Mariannita Luzatti, Marcelo realizou o concerto ?Cinemúsica?, que reuniu um repertório das melodias preferidas de Bratke com as imagens que inspiraram sua vida e suas criações. 


 

Um mestre discreto e rigoroso 

Em mais de quatro décadas dedicadas à arquitetura, Bratke foi responsável por mais de 1,3 mil edificações, entre residências, escolas, prédios de escritórios, indústrias, estações ferroviárias e hospitais, localizados de norte a sul do Brasil. 



Os desenhos impecáveis de Bratke evocavam essa geração única, que partiu do rígido ensino de belasa-rtes para a descoberta do modernismo. No começo dos dourados anos 1950, Bratke deu início à urbanização do bairro do Morumbi ao lado de Oscar Americano, para o qual projetou uma das residências mais emblemáticas da época. 
      
Utopia amazônica

Nessa mesma década, o arquiteto foi convidado a subir os rios Araguari e Amapari, no Amapá, numa pequena embarcação para conhecer o terreno que abrigaria um de seus projetos mais ambiciosos: a Vila Serra do Navio. A cidadela, cercada por florestas, foi planejada para ser totalmente autossuficiente. Hoje, a cidade é considerada um patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


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16/08/2013

Quando arquitetura e design se casam

"Gosto de transformar a vida das pessoas. E acredito que a arquitetura tenha esse poder." É com o idealismo de um eterno apaixonado pelo que faz que Arthur de Mattos Casas define sua profissão. 

Em uma conversa de bastidores com o Wood Couture, o arquiteto conta alguns momentos especiais de sua carreira - uma trajetória marcada pelo sucesso. 

Um talento nato

"Há crianças que criam programas de computador. Outras que escrevem livros. Eu projetava casas", relembra o arquiteto. Foi em 1973, aos 12 anos, que Arthur idealizou seu primeiro projeto. No entanto, para ele, não se trata de um grande feito. 

"Primeiramente não havia um cliente específico. E parte essencial da arquitetura é dialogar com quem e para quem está se desenhando. Eu inventei o programa, o cliente e o terreno", conta. "Arquitetura é também observação e observamos aquilo que nos interessa, especialmente quando somos crianças", analisa.

Dos bancos da faculdade ao mercado de trabalho

No início da década de 1980 - quando Arthur graduou-se em arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o país atravessava final da Ditadura Militar, um período conturbado na política e na economia, que se refletia diretamente na arquitetura praticada nas cidades. 


Nesse período, o conceito pós-modernista foi importado do Hemisfério Norte e o resultado foram construções que rememoravam o estilo neoclássico. "O que se passava no mundo real nada tinha a ver com os preceitos da Bauhaus, Rohe, Le Corbusier e com o modernismo - especialmente o da escola paulista, que aprendi a gostar e defender. A saída foi trabalhar com pequenas escalas, em que eu poderia colocar em prática aquilo no qual acreditava e apostava. Foi quando criei o Studio Mattos Casas." Hoje, o estúdio conta com uma equipe composta de mais de 40 profissionais, vindos do mundo todo.  
 

lém de projetos consagrados pela crítica internacional (Arthur já ganhou mais de dez prêmios mundiais em arquitetura e design), Mattos Casas cria peças que complementam seus mais variados projetos. "De certa maneira, esses móveis são a síntese de nossa arquitetura. Procuramos trabalhar com materiais naturais e honestos, simples em sua apresentação, porém extremamente bem executados. Foi na ETEL que encontramos esse casamento perfeito."

          
Parte da nossa história

"Quando o assunto são meus móveis, sem dúvida, minha criação predileta é o aparador Onda." Para o arquiteto, o móvel é a representação material de uma parceria autêntica, regada de sentimentos positivos entre ele e Etel Carmona. 
As curvas da peça são descontinuadas e configuram uma brasilidade construída por mãos talentosas em uma matéria-prima com a cara do nosso país. Além do aparador, Arthur criou as mesas Arquipélago e a mesa de trabalho ASA, para a ETEL, editados em 2010.  


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13/08/2013

Poltrona Siri: uma peça, múltiplos visuais

Um móvel belíssimo torna-se ainda mais encantador quando possui uma boa história. Dando continuidade à nossa série que conta o processo de criação de nossos móveis, revelaremos nesta semana os bastidores da poltrona Siri, uma peça criada em 2008, pela designer Claudia Moreira Salles para a ETEL.

      
Despojada, fashion, criativa e muito versátil, a poltrona Siri é uma peça eclética, que ganha espaço nos mais variados projetos. Por causa de sua aparência única e inovadora, esta peça pode receber ares renovados a cada início de estação.
 

Nas noites frias de inverno, a almofada - a grande estrela da peça - ganha tons mais sóbrios ou um macio pelego de lã de ovelhas. Com isso, a poltrona passa a integrar perfeitamente ambientes aconchegantes e acolhedores, como estes projetos, em Nova York e em Paris (fotos abaixo). 

 
Já quando as temperaturas se elevam, esse elemento recebe tecidos mais leves, como cashmere e algodão, e cores mais fortes, como azul-marinho, amarelo e até mesmo o laranja, e cria um ambiente agradável, como o apartamento projetado no Rio de Janeiro (foto abaixo). 



A designer costuma dizer que a poltrona Siri foi concebida em capítulos. Uma base com formas delgadas e pernas graciosas, donas de uma inclinação suave, dão um ar clean e sofisticado à peça, feita com pequenos retalhos em cedro, freijó e sucupira.
   
Cada elemento que compõe a peça possui uma história particular, o que torna este móvel, além de belo, muito especial. A busca da designer por uma peça perfeita começou em 2008, quando iniciou um longo estudo para a concepção de um encosto que trouxesse elegância, requinte e conforto. Após diversas experiências, Claudia chegou a um elemento feito de diversos sarrafos de madeira com comprimentos variados. 

 

Durante as aprovações do protótipo, a designer encontrou uma grande e fofa almofada de plumas. Apoiou o travesseiro sobre a estrutura simples e o resultado foi surpreendente. O contraste entre a robustez da madeira com a maciez das plumas conferiu à peça um ar despojado e uma aparência pra lá de particular. 

 
Foi justamente esse aspecto peculiar que deu origem ao nome da peça. "As abas caídas da almofada do assento e as pernas inclinadas para fora fizeram me lembrar de um siri", conta Claudia. A peça fez tanto sucesso que ganhou uma versão para espaços mais amplos: o banco Siri (foto acima). 

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07/08/2013

Uma profunda relação com a floresta

Ao longo desses 20 anos de história, criamos um íntimo laço com as matas brasileiras, sobretudo com a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica. Assumimos um sério compromisso com a preservação dos biomas e com o desenvolvimento sustentável por meio de nossas empresas e nossos projetos ? como a AVER Amazônia e a Reserva Cachoeira, em Xapuri, Acre ?, de nosso apoio a programas de preservação, como Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, e também ao incentivar a produção e o uso madeira certificada. 
 

       
Neste mês, demonstraremos mais uma vez que a sustentabilidade faz parte da filosofia da ETEL. Na próxima semana, receberemos o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu, um projeto que incentiva a preservação dos remanescentes florestais da costa do estado do Rio de Janeiro, principalmente das belas cidades de Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande.


Mata adentr

Há mais de 15 anos, uma pequena cidade às margens do rio Xapuri, no Acre, tornou-se a primeira floresta comunitária do país. Com o apoio da ETEL, foi aplicado na região um manejo de baixo impacto ambiental baseado na jardinagem florestal participativa. Em 2001, nos tornamos a primeira movelaria brasileira a optar por madeira certificada em nossos móveis. 

Ali, em 2002, fundamos o projeto Aver Amazônia, que, além de valorizar a extração da madeira de forma sustentável, reconhecia a cultura e a produção local. Na fábrica, os artesãos submetiam a madeira a sofisticados processos manuais, transformando a matéria-prima vinda das matas em peças finas e elegantes. Nesse espaço, a arte secular da marcenaria ocidental se casava perfeitamente com as técnicas tradicionais de beneficiamento de produtos florestais ? um  conhecimento único, vindo dos povos das florestas. 


Extração consciente

Para garantir a origem das madeiras utilizadas em nossas peças, Etel Carmona tornou-se sócia da AMATA, empresa do setor florestal que atua em toda a cadeia da madeira. Da Flona do Jamari, em Rondônia, são extraídas as matérias-primas que hoje dão origem aos móveis da ETEL. Todas as madeiras são certificadas pelo FSC.  


Uma ligação profunda 

A sustentabilidade é intrínseca à filosofia ETEL. E, dessa relação intensa com as florestas, nasceu uma rede de apoio às ações de preservação. Por meio de projetos, como o Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, financiamos, entre 2004 e 2005, o plantio de 15 mil mudas de imbuia nas áreas de mananciais da região sul, recuperando parte da mata nativa.

  
No próximo dia 6, receberemos o lançamento do Fundo Juatinga-Cairuçu. Fruto de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica e a Associação Cairuçu, o Fundo trabalhará para a preservação e a manutenção do corredor ecológico no sul do Rio de Janeiro, onde está a maior concentração de remanescentes de Mata Atlântica do Estado. Com essa ação, ainda contribuiremos, juntamente com outras empresas, para o desenvolvimento social e a preservação da cultura caiçara da região. 


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26/07/2013

Mesa Arquipélago: porções em harmonia

"Como ilhas isoladas ou como um arquipélago." É assim que o designer Arthur de Mattos Casas define o uso de uma de suas mais belas e inusitadas criações: as mesas Arquipélago. 

De canto ou central, elas foram desenhadas em 2012 e trazem em suas formas o conceito de um design de interiores moderno e arrojado, capaz de se ajustar de acordo com as necessidades do ambiente. A concepção da mesa central e do conjunto de mesas laterais de Arthur chegou à ETEL em um grafismo computadorizado. As linhas curvas das mesas, logo de cara, foram consideradas um verdadeiro desafio aos habilidosos mestres marceneiros da fábrica. 

"Minha preocupação foi unicamente criar peças bonitas e funcionais. Procurei rever o uso das linhas curvas, que há muito havia abandonado, até mesmo por razões técnicas", relembra Casas. Para construir e dar ousadas formas à madeira seriam necessários mãos habilidosas e um olhar aguçado. Com um trabalho minucioso e completamente artesanal, as peças ganham curvas com características particulares. 


Nestes móveis, a imbuia e o freijó são as matérias-primas predominantes. As mesas ganham esse aspecto sem nenhum tipo de máquina, são torneadas e lixadas manualmente - processos que demandam tempo e dedicação. 

O tampo é esculpido em madeira e conta com uma técnica construtivista que dá à peça um ar leve e gracioso. Sua borda sinuosa possui uma elevação exclusiva e original. Confeccionada com pedaços de madeira maciça, ela tem seus meandros entalhados um a um. Então, as partes são perfeitamente encaixadas no tampo e não deixam rastro de seu começo ou fim.


Por último, são confeccionados os delgados pés e fixados por meio de encaixes. Os arremates e a finalização são um primoroso processo de acabamento. Uma lixa manual, sob o olhar atento e milimétrico do artesão, e uma lustração perfeita concluem de maneira categórica as peças, que se equilibram de maneira harmoniosa, moderna e sofisticada.

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22/07/2013

Freijó: uma joia delicada

A textura suave da madeira freijó não deixa dúvida: estamos falando de uma verdadeira joia da floresta. Essa matéria-prima, tida como uma das mais nobres da Amazônia, é reconhecida por seus tons claros e os veios fortes, intensos e bem definidos. 
    

Em contraste com o seu interior, tênue e suave, seu tronco tem uma aparência selvagem e imponente. Na idade adulta, a árvore - que pode medir até 35 metros de altura e mais de 1 metro de diâmetro - adquire uma casca esbranquiçada, fruto da ação dos líquens da floresta. Com o tempo, essas camadas se desprendem do tronco, tornando-a ainda mais áspera ao toque.  
 
 
Ao ser trabalhada, no entanto, sua leveza aflora e, juntamente com a tonalidade branda, revela um produto versátil e clean, que combina com os mais diferentes estilos, cortes e ambientes. As particularidades dessa madeira, também conhecida como frei-jorge, constroem um espetáculo visual surpreendente, que costuma encantar os amantes da alta-costura em madeira.
 
          

No alto de sua copa, é possível observar folhas de um verde-escuro profundo. Com um formato elíptico e aparência simples, podendo chegar a 5 centímetros de comprimento. Outro grande segredo dessa árvore está em suas graciosas flores. De janeiro a julho, suas pétalas brancas e delicadas emanam uma forte fragrância adocicada, que corre pelos ventos da floresta. Com os dias, elas se tornam mais escuras e dão origem a frutos acinzentados, que se incumbem de prolongar a existência da espécie. 



A textura dessa madeira, considerada uma das mais macias da flora brasileira, permite que designers e mestres marceneiros explorem os mais variados traços e curvas em suas peças. O aparador Bela Vista, desenhado por Etel Carmona, o banco Siri, de Claudia Moreira Salles, e a poltrona Saquarema, criada por Carlos Motta, são apenas algumas das nossas delicadas peças que respeitam e valorizam as melhores características dessa árvore tão especial.

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17/07/2013

Poltrona Adriana: a descoberta de um tesouro

Um lindo mobiliário torna-se ainda mais especial quando marcado por uma história encantadora. Nesta semana, aqui, no Wood Couture, inauguramos uma série para revelar detalhes que tornam ainda mais incríveis algumas poltronas que hoje fazem parte da coleção ETEL. 
 

     
A primeira delas é a poltrona Adriana, criada pelo célebre designer polonês Jorge Zalszupin. Com desenho original de 1962, esta elegante peça de mobiliário passou décadas escondida na garagem de seu criador. 

Exatos 50 anos se passaram desde os primeiros rabiscos, quando, em 2011, a filha Verônica, que buscava objetos para compor uma mostra dedicada ao arquiteto, encontrou esse verdadeiro tesouro. A poltrona, machucada pelo tempo, estava escondida nos confins de uma salinha abandonada. O achado, desde o primeiro olhar, foi considerado uma joia. Sua estrutura delgada e costas trabalhadas com latão lhe dão um aspecto delicado e gracioso.



"Eu me lembrava de ter visto a peça quando ainda morava naquela casa. Tirei-a dos escombros. Ela estava toda rota, com a camurça rasgada e o estofamento desgastado", relembra a herdeira. Naquele mesmo dia, Verônica convocou Consuelo Cornelsen, curadora da mostra Jorge Zalszupin: Arquitetura, Design e Reedição, que aconteceria no Museu Oscar Niemeyer, e Oswaldo Mellone, designer que trabalhara ao lado de Zalszupin na década de 1970, para mostrar sua descoberta. 

"Pusemos o móvel no meio do quintal e ficamos a admirá-lo, fascinados com o que víamos!", relembra Verônica, que propôs a Consuelo levar o móvel para o museu e incluí-lo na categoria Vintage. A ideia fazia sentido, mas, devido ao seu estado, a poltrona não foi incorporada ao acervo. Foi quando Verônica procurou ETEL. 



Aos cuidados de ETEL, a peça passou por um cuidadoso processo de restauração, que durou mais de seis meses. A neta de Zalszupin, Adriana, se encantou com o resultado e ficou com a original. Jorge, por sua vez, resolveu homenagear Verônica, e foi assim que a poltrona recebeu o nome de Adriana, sua neta, filha de Verônica. 

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05/07/2013

Pronta entrega: Pedro Lázaro

"Já nasci arquiteto." Pode parecer exagero, mas é assim que Pedro Lázaro enxerga o início de sua história. Com apenas 10 anos, um de seus passatempos prediletos era projetar móveis. As bonecas da irmã e das amigas ganhavam graciosos guarda-roupas feitos com restos de papelão e madeira. 

A afinidade com o design nasceu como uma brincadeira e se transformou em profissão. Lázaro entrou para a faculdade de arquitetura e cursou engenharia civil e filosofia. Essa combinação acadêmica pouco usual resultou em um profissional múltiplo, capaz de expressar o complexo, que, além dos traços precisos, conta com uma sensibilidade apurada a seu favor.  

Nome: Pedro Lázaro 

Atividade profissional: arquiteto.


Moro em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Quando era criança, eu queria ser arquiteto.


Uma lembrança: aos 4 anos disse ao meu pai que queria construir casas. Ele me explicou que para isso deveria ser arquiteto. Lembro-me muito bem da explicação dele sobre o fazer arquitetônico. Essa conversa marcou a minha infância. 

Arquitetura é uma forma de transbordar os sentimentos, os valores internos, a cultura e nosso jeito de viver e pensar. Com ela, consigo me expressar. 

Não viveria sem dormir. 

Na minha casa, não podem faltar janelas bem abertas! Através delas, conseguimos ter a luz e perceber o mundo que está ao nosso redor, mesmo que de dentro de um apartamento.
 
Madeira preferida: sucupira.

Peça de design que mais admira: cadeira Zig-Zag, de Gerrit T. Rietveld. Ela é simples, moderna e sofisticada ao mesmo tempo. 

Prato saboroso:
frango com quiabo e polenta.
Leitura inspiradora: a que estou lendo agora, Ilíada, de Homero.  

Boa música: música brasileira ? todos os ritmos, da MPB ao clássico.


Viagem inesquecível: a primeira vez que visitei Portugal. Descobri muito sobre a cultura brasileira lá! 

Em que projeto você está trabalhando atualmente? Estou com mais de dez projetos paralelos. Entre apartamentos e residências, há alguns trabalhos internacionais, que ainda não posso revelar. Surpresa! 
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28/06/2013

Em casa com... Jorge Zalszupin

Nesta semana, a Espasso, nossa representante em Nova York, homenageou o arquiteto Jorge Zalszupin, integrante do portfólio ETEL, em seu blog. Nesse ano, a marca reeditou uma nova coleção de peças icônicas do designer, entre elas, a poltrona Dinamarquesa e a mesa Romana. 

Confira o texto traduzido aqui e o original no blog da Espasso - blog.espasso.com

Jorge Zalszupin, 90, nasceu em Varsóvia, na Polônia, e emigrou para São Paulo em 1949, onde se estabeleceu como uma das principais vozes da arquitetura e o design brasileiros modernos. Em 1955, Zalszupin abriu a influente marcenaria L'Atelier, onde criou alguns dos móveis brasileiros mais conhecidos e procurados de meados do século XX, bem como vários projetos de arquitetura ? comerciais e residenciais ? dispersos pela cidade de São Paulo.


Em uma visita recente à casa de Jorge Zalszupin em São Paulo, projetada e construída pelo mesmo na década de 1950, foi possível identificar, facilmente, sua trajetória de vida por meio da decoração e a arquitetura do local: elementos modernos e traços limpos ? vistos no teto curvado feito de ripas de madeira bem como na lareira flutuante ? convivem com aspectos mais rústicos do Velho Mundo ? como um muro de pedra, vigas de madeira expostas e azulejos espanhóis. Às vezes, evocando uma moradia de conto de fadas da Europa de Leste e outras, um ambiente ultramoderno ? que completa com toques tropicais psicodélicos. Os detalhes em cada esquina revelam a sensibilidade e estética únicas de Zalszupin, compondo um ambiente acolhedor, aconchegante e eclético.


Enquanto pinturas variadas, penduradas com elegância, e bugigangas e objets d'art espalhados intrincadamente refletem o estilo alegre de Zalsuzpin, peças de mobiliário originais, criadas por ele, como as poltronas Paulistana e Dinamarquesa, acentuam sua sala de estar. A entrada no contexto original em que essas peças existiram permite revelar elementos inesperados; por exemplo, o brocado escarlata e preto usado para estofar a Paulistana, ou a almofada estampada de leopardo e os bordados coloridos que decoram a Dinamarquesa.


Os designs icônicos de Zalszupin estão sendo reeditados atualmente pelo atelier de Etel Carmona, em São Paulo, com o melhor artesanato e madeiras certificadas pelo FSC, e estão disponíveis na Europa e nos EUA exclusivamente na ESPASSO.

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27/06/2013

Um dueto consistente e autêntico

Tudo começou com um dueto. Na verdade, com o Banco Dueto, a primeira encomenda de um cliente à Claudia Moreira Salles e a primeira peça da designer produzida pela marca ETEL. A parceria, consistente, autêntica e permeada por uma grande afinidade já dura 20 anos. Em uma conversa de bastidores, Claudia conta ao Wood Couture alguns momentos especiais de sua trajetória.

Ainda nos bancos da faculdade 

As minucias presentes em cada um dos móveis da designer são resultado de um amplo trabalho durante a concepção da peça, método adquirido entre as réguas e compassos na Escola Superior de Desenho Industrial, em 1978, no Rio de Janeiro. 

A paixão pela madeira chegou logo cedo quando, em seu primeiro estágio, no Museu de Arte Moderna, trabalhava na criação de móveis para uma biblioteca escolar. "Foi aí que conheci melhor a madeira e a mão de obra artesanal. Fiquei apaixonada, me aprofundei, e não parei mais de desenhar", conta a designer.

20 anos de ETEL

No começo dos anos 1980, Claudia partiu para São Paulo, onde conheceu o designer Fulvio Nanni e desenhou por muitos anos para Nanni Moveleira, um dos primeiros espaços dedicados a promover designers independentes na década de 80. Foi Fulvio quem a apresentou para Etel Carmona. 

"Tive a oportunidade de fazer parte da história da ETEL desde o início. Na época em que conheci a Etel, estava em busca de móveis que reunissem beleza, acabamento perfeito e um cuidado especial na fabricação. E, nesse encontro, foi isso que vi. Percebi sonhos em comum entre nós. Construímos uma relação cheia de afinidades", relembra Claudia. 

Para a designer os momentos que mais marcam sua parceria com a ETEL são os dias em que ela passa planejando uma nova coleção para a marca. "Com a criação de uma nova peça, surgem ideias inusitadas, madeiras diferentes, tratamentos novos. Esse processo me motiva a conhecer e a descobrir outros objetos e formas. Fico envolvida com aquela equipe e juntos construímos uma coleção completa, diferente de tudo o que já vi e produzi", conta. 

  
Processo criativo

"Para cada peça que crio, busco fazer uma reflexão aprofundada. Um processo investigativo que envolve perguntas primordiais. Analiso as matérias primas que posso usar, sinto a textura de cada madeira e escolho a mais adequada, a que ganhará maior expressividade, só então desenho a peça", revela. 

Reconhecimento internacional

Em 2013, a designer expôs suas peças na Espasso, galeria que representa a ETEL em Nova York. "Para compor esta mostra escolhi móveis criados recentemente, que contavam parte da minha história, da minha carreira. Sobretudo, tentei levar peças que contrastavam madeira a outros materiais, como cimento, pedra, tecidos... Vejo que esta mistura valoriza as características dos materiais", disse. 

A mostra que reúne peças como a poltrona Siri e a Cosme Velho, além do banco Jangagada foi pauta do New York Times e da Metropolitan Magazine. 


 
Ainda neste ano, a editora BEI lançou o livro "Claudia Moreira Salles", a partir de uma entrevista conduzida pela curadora e designer Karen Stein, de Nova York. "Este foi muito especial. Desde a entrevista com a Karen até a finalização dos textos. Contei o processo de criação das minhas peças. Elas fazem parte da minha carreira e essa é a minha história", finaliza.

A vivacidade desse dueto, cheio de momentos especiais, só nos faz desejar muitos anos mais de parceria e amizade.

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19/06/2013

Entre as fronteiras da arte e do design

Os traços marcantes da arte claramente inspiram os movimentos da arquitetura e do design. Mas a relação entre formas de expressão pode ser ainda mais harmônica de profunda. Prova disso são os artistas múltiplos, que atuam nas mais diferentes áreas - arquitetura, design, artes plásticas, esculturas, entre outras - e assim tornam ainda mais tênue a linha divisória entre arte e design.

Em meados do século XV, durante o Renascimento, Leonardo da Vinci já surpreendia a todos com seu talento como escultor, arquiteto, cientista, designer e, sobretudo, como um exemplar pintor. 

Sua engenhosidade foi capaz de conceber projetos de helicópteros, tanques de guerra, robôs, máquinas a vapor e até submarinos - ideias que só seriam postas em prática séculos depois. Enquanto isso, em suas telas, suas habilidosas mãos desenhavam sublimes figuras, ricas em detalhes, como a Monalisa, a Anunciação e a Última Ceia. 

Cinco séculos depois, durante a década de 1930, o arquiteto Jacob Rutchi teve uma contribuição indispensável para a semeadura da arte abstrata e do design brasileiro. Em sua multiplicidade de talentos, buscava no formalismo da arte, esculturas inovadoras, criativas e impactantes. 


Sua convivência com Lasar Segall, Flávio Carvalho, Victor Brecheret, o impulsionou a participar dos Salões de Maio, com a escultura Mulher sentada quase adormecida e a produção de diversos desenhos abstratos. O arquiteto de ascendência suíça ainda destacou-se como designer do coletivo Branco&Preto, loja de móveis modernos que funcionou na capital paulista entre os anos 1950 e 60. Nessa época, criou a poltrona R3 e a mesa de ripas, hoje reeditadas pela ETEL. 

Neste mesmo cenário em que as novidades transbordam, surge Abraham Palatnik,considerado por muitos, mais que um artista. Em suas obras de arte revolucionárias, utilizava profundos conhecimentos em mecânica e física e  projetava cores e formas que se movimentavam acionadas por motores elétricos. 

Ao tentar expor estes trabalhos na I Bienal Internacional de São Paulo, quase foi impedido. Suas peças eram tão inovadoras que não se enquadravam em nenhuma das categorias da premiação, terminou por ganhar uma menção honrosa depois de muita discussão do júri. Palatnik ainda se destacou como designer de móveis neste mesmo período. Os conceitos revolucionários ganharam mesas e prateleiras com detelhaes em resina e aparência e textura inusitada.
  
Ainda, na década de 50, destaca-se o trabalho de Geraldo de Barros. Conhecido por suas séries fotográficas pioneiras ? Fotoformas e Sombras, o artista concretista se envereda pelos campos do design, fundando com seus colegas o grupo Ruptura e, logo depois, a Unilabor. Nesses projetos, Barros aplicava seus conceitos artísticos no desenvolvimento de peças de mobiliário.

Em traços arredondados e precisos, as cadeiras de Geraldo atendiam a estética artística e agradavam quem buscava móveis modernos e funcionais. Com uma experiência ainda mais radical, Geraldo passou a usar suas pinturas em campanhas para seus móveis, mostrando que o design e a arte podem se curvar e se fundir, diante de uma só obra. 


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11/06/2013

Marchetaria: sensibilidade na madeira

O desenho é traçado com cuidado, e a madeira, escolhida com apreço. Estiletes afiados são usados em cortes precisos. Em seguida, as pequenas partes são encaixadas perfeitamente e formam um mosaico complexo, um desenho exclusivo, totalmente único. Nesse perfeccionismo reside a beleza da marchetaria.


"Não existe um segredo!", confidencia - com certa modéstia - mestre Moacir, o talentoso marceneiro da ETEL. Segundo ele, para que um móvel ganhe os recortes artesanais da marchetaria, são necessárias somente dedicação e paciência. Muita paciência, já que, dependendo de sua complexidade, o processo de produção de uma peça pode se estender por semanas e adentrar até mesmo os meses. "Esse trabalho exige tempo e deve ser feito sem pressa. Cada detalhe é importante para que o acabamento fique perfeito", disse em entrevista ao Wood Couture. 


A designer Etel Carmona é uma das maiores entusiastas dessa técnica, que possui mais de 5 mil anos. Suas mãos desenharam, além das mesas Trevo e Arco, a célebre Moacir. Toda trabalhada com imbuia, ela homenageia o mestre que a construiu. "Essa peça, quando vista de cima, se parece com um túnel. A madeira mais clara representa a borda, enquanto a mais escura forma o túnel. O acabamento no centro parece uma luz, que sempre surge ao final do caminho", explica Moacir.   


A sofisticação dessa técnica ainda aparece em outras peças do portfólio ETEL, como a Mesa de Gamão do designer Dado Castello Branco. Feita artesanalmente, com cuidados manuais preciosos, a marchetaria exige mais que técnica. Para seu sucesso, além de mãos ágeis, é necessária uma sensibilidade aguçada na ponta dos dedos, capaz de identificar as melhores matérias-primas e construir peças totalmente fascinantes. 


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31/05/2013

Mundo afora: Semana de Design de Nova York sob o olhar de Paul Clemence

Durante o mês de maio, a cidade de Nova York foi palco de um dos eventos mais importantes para o circuito de design mundial, a NYCxDesign. Durante algumas semanas, a Big Apple respirou muita inovação em diversas exposições, mostras, feiras e tantos outros espaços abertos ao debate e a novas ideias.

Foto: Thais Martinez 

Em entrevista ao Wood Couture, o fotógrafo brasileiro Paul Clemence - que também é colunista e colaborador da revista Metropolis, nos contou quais foram suas impressões ao caminhar pelos corredores das mostras. Entre as atrações mais visitadas, estava a 26ª International Contemporary Furniture Fair, a ICFF. Nela, 500 expositores apresentaram suas coleções. Em uma surpreendente área de mais de 15 mil metros quadrados, exibiram as tendências do mobiliário contemporâneo e da decoração de interiores.

No entanto, aos olhos e lentes de Paul, o destaque da Semana de Design de Nova York foi um evento bem mais discreto, a Wanted Design. "Essa exposição foi considerada o grande palco da inovação do período", conta Clemence.

Segundo ele, a WD mostrou-se vanguardista e trouxe aos visitantes uma alternativa ao tradicionalismo do circuito internacional de móveis modernos, representado em Nova York pela ICFF. "Na sua terceira edição, Claire  Pijoulat e Odile Hainaut, fundadoras da feira, conseguiram reunir uma mistura excitante de designers novos e um ambiente mais cool, despojado e descontraído. Nesse espaço, jovens arquitetos e designers tiveram a oportunidade de mostrar seu talento e trabalho", analisou.

Foi lá que o fotógrafo mediou um dos debates mais interessantes da edição, o The Growing Voice of Design in Latin America, que ressaltou o caráter inovador e lúdico do mobiliário produzido na América Latina. 

Paul conversa com Jacqueline Terpins, durante o debate promovido pela revista Metropolis na WD.

"Mesmo vivendo nesse mundo cada vez mais conectado, o design latino ainda guarda certa sensibilidade, que o distingue de todo o mundo. Não apenas pelo seu amadurecimento na última década mas também por  seu estilo bem definido e por seu profissionalismo e sua qualidade", ressaltou.

Em parceria com o designer Luis Pons, Paul apresentou durante a Wanted Design a coleção Optical Tables, seu primeiro projeto experimental, que envolvia fotografia e design. A mostra contava com painéis de alumínio triangulares que justapunham espelhos e superfícies impressas. Quando o espectador olha para o plano no interior da montagem, uma nova dimensão é concebida, simbolizando a forma como os novos espaços surgem. Uma criação surpreendente e ousada, que nos leva a refletir sobre as linhas que separam a realidade da ilusão. "Esse projeto mostrou a possibilidade de interagir com o design não só superficialmente, mas como parte dele também", conta.

Nesta entrevista exclusiva ao Wood Couture, Paul ainda revelou que sua parceria com o design continuará rendendo bons e criativos frutos. E o Brasil está listado como um dos possíveis destinos de seus novos projetos de arte.

 

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31/05/2013

Essencialmente Black

"Black significa exclusivo e elegante. Vem da ideia de black card, black tie." É assim que Raquel Silveira, idealizadora da Mostra Black, começa a conversar conosco, do Wood Couture, sobre a terceira edição desse que é um dos principais eventos de arquitetura e decoração do país.

Depois da incrível casa projetada por Jacques Pillon e da residência modernista assinada por Raimundo da Rocha Diniz e Sidonio Porto, a mostra chega a um dos mais luxosos skylines de São Paulo: a Torre D, do complexo WTorre Plaza. Serão 3.200 m2, com 20 ambientes projetos por arquitetos, designers, decoradores e paisagistas de todo o Brasil.


"Um dos grandes diferenciais deste ano é a volumetria totalmente diversa do espaço. Temos pé-direito duplo em alguns ambientes, roof top e mezanino em outros. Está ficando maravilhoso", conta Raquel.

Os profissionais selecionados pela curadoria cuidadosa de Sergio Zobaran não tem um tema a seguir. Apenas devem responder à pergunta: "O que é Black para você?".  "Para mim, é conteúdo bom, é alta-costura. E, nesse contexto, a ETEL não poderia faltar", comenta a arquiteta.


Diversas peças ETEL farão parte dos ambientes de Dado Castello Branco, Gilberto Cioni e Olegario de Sá, Marina Linhares e do escritório Abs Benedetti. Entre elas, a Poltrona 801, poltrona Adriana, banco 102, livreiro Volpi, cadeira Ucho, cadeira Sherlock, aparador Componível e poltrona e pufe Nuvem. 

"Ter a piece of art da ETEL é ter a história do design de móveis brasileiro na nossa mostra. Ainda mais nos ambientes desses verdadeiros craques. Vai ser o máximo, uma sinergia maravilhosa", sugere Raquel.

 

A Mostra Black será aberta ao público no dia 29 de maio e segue até 7 de julho. A característica mais intimista da mostra é uma grande oportunidade explorar ambientes com calma, descobrir novos nomes do cenário nacional e admirar o trabalho dos profissionais mais consagrados.


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17/05/2013

Um desafio à madeira

As peças de Jorge Zalszupin nascem de um desenho primoroso e de um desafio à produção com madeira. Como ele mesmo conta, sonhos com poltronas e cadeiras lhe davam a inquietação necessária para criar suas peças. E vinha daí também a crença de que tudo poderia, sim, sair do papel.


"Por muito tempo, meus desenhos ignoraram as regras de produção. A poltrona Dinamarquesa, por exemplo, precisa de enxerto de duas madeiras e as especificações de seus braços tornam praticamente inviável sua fabricação por máquinas. É trabalho para um artesão", relata Jorge. 


Essa irreverência diz muito sobre a parceria entre Jorge e ETEL. Na marca, ele encontrou outros sonhadores, mestres da marchetaria, capazes de transformar complexos desenhos em lindos móveis. "A mesa Romana é um ótimo exemplo disso. Produzida na década de 1960, sua base, curvada para ambos os lados, côncava e convexa, e ao mesmo tempo delgada, suporta um tampo lindo de mármore carrara quase em vão livre. Foi um enorme desafio conseguir produzir essa mesa hoje com toda nossa tecnologia e know-how. Imagine naquela época...", descreve Lissa Carmona. 

Hoje, aos 91 anos, o virtuoso do design recebe uma homenagem da marca. ETEL incorpora às comemorações dos 20 anos da abertura da primeira loja a reedição de 20 peças criadas pelo arquiteto na décadas de 1950 e 60, quando Jorge era proprietário da L'Atelier.
 

Feitos sobretudo com pau-ferro, os móveis trazem o calor da madeira e intensificam a sensualidade das formas. Poltrona Adriana, Mesa Pétala, Poltrona Dinamarquesa, Cadeira Verônica, Poltrona Ipanema, Mesinha Romana, Banco 102, Carrinho de Chá JZ, Buffet Componível, Mesa Limestone e Banqueta-bar Gávea estão entre as reedições.

As peças ficam em exposição na loja durante todo o mês de maio.

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10/05/2013

Coleção Niemeyer: a poética das curvas

"Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein." 

Cada traço do arquiteto Oscar Niemeyer tinha a capacidade de encantar e fazer história. Mas nem todos sabem que suas curvas não ficaram restritas às marcantes obras arquitetônicas que construiu. Na década de 1970, o arquiteto e sua filha, Anna Maria, criaram belos móveis. Agora, a linha de mobiliário passa a ser fabricada e comercializada pela ETEL.
 
"Havíamos recebido algumas indicações do mercado e quando chegamos à ETEL a identificação foi imediata. O cuidado com a escolha dos materiais, o respeito ao meio ambiente, a perfeição na construção das peças e a posterior escolha dos revendedores representam tudo o que queremos para a Coleção Niemeyer. A ETEL tem a ética, o profissionalismo e a confiança que buscávamos", destaca Ricardo Niemeyer, bisneto do arquiteto e diretor da Fundação Oscar Niemeyer.


Neste primeiro momento, oito peças farão parte do portfólio: a icônica chaise long Rio de balanço, criada na década de 1970, a famosa Marquesa, a mesa Módulo, a Poltrona e a Banqueta Alta. Temos ainda uma bela mesa de jantar, uma de trabalho, uma espreguiçadeira, um sofá e uma poltrona.

Ricardo conta que, desde o início da carreira, Niemeyer cogitava a hipótese de criar móveis. As primeiras peças foram desenhadas para compor ambientes de seus projetos, como uma estante, em 1952, para decorar a Casa das Canoas e alguns itens para o Palácio Capanema. As primeiras peças "independentes" foram a Poltrona e a Banqueta Alta, em 1971.

"A primeira edição da poltrona foi feita com aço, pois na época esse era o único material que conseguia reproduzir as formas desenhadas por Oscar. Depois, com o desenvolvimento da tecnologia, optamos por utilizar a madeira", conta Ricardo.



Os móveis, que passam a fazer parte da Coleção ETEL, serão identificados com o DNA da marca e ainda terão uma moeda numerada fornecida pela Fundação, juntamente com um certificado impresso em papel moeda, reforçando ainda mais sua autenticidade.

As peças chegam à venda em agosto e parte de seu valor será destinado à Fundação, uma instituição sem fins lucrativos criada em 1988 com o objetivo de preservar e divulgar a obra do arquiteto.
 

Para nós, é mais que especial agregar Anna Maria e Oscar Niemeyer à Coleção ETEL. Consideramos essa parceria mais um dos belos presentes este ano, em que completamos 20 anos da nossa primeira loja.

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10/05/2013

ETEL 20 anos: é tempo de celebrar!

Neste mês, no próximo dia 7, completamos 20 anos da abertura da nossa loja. Temos muito a comemorar, sem dúvida. Mas acreditamos que três conceitos dizem simplesmente tudo!

Uma marca singular

Construímos nossa história respeitando os mínimos detalhes. Utilizando as técnicas milenares da marchetaria e madeira certificada, criamos peça únicas, verdadeiras joias.  Ao transformar a inspiração de designers e arquitetos em realidade de forma impecável, nos tornamos a alta-costura do mobiliário.

Não se pode esperar nada menos que DESIGN, QUALIDADE, BELEZA, FUNCIONALIDADE, SOFISTICAÇÃO E AUTENTICIDADE de uma peça ETEL.


Uma coleção representativa

Mais que produzir móveis belos e funcionais, sempre nos preocupamos em contar uma história: a história do móvel moderno brasileiro. Nossa coleção é composta de peças que vão desde a década de 1920 até os dias atuais. Por meio de novas criações e reedições, valorizamos peças que consideramos atemporais. 

Os arquitetos e designers que dão forma à Coleção foram chegando aos poucos, com naturalidade, pelos gratos encontros da vida. Hoje, sua diversidade criativa se une sob a assinatura do nosso jeito de fazer. Claudia Moreira Salles, Branco & Preto, Arthur Casas, Carlos Motta, Dado Castello Branco, Gregori Warchavchik, Isay Weinfeld, Jorge Zalszupin, Lia Siqueira, Oswaldo Bratke, Paolo Uccello, Paulo Werneck, Domingos Pascali e Sarkis Sermedjian são os nossos grandes artistas.

Um espaço que une arte e design

Nosso primeiro espaço foi um galpão lindo na Vila Madalena. Um lugar inusitado, inspirado em Gaudí. A arte sempre fez parte do nosso caminho, seja para inspirar, seja para somar. José Bento com suas esculturas, Marcelo Cips com suas Caixolas e Roberto Micoli com suas pinturas trazem frescor e irreverência à ETEL.


Hoje, estamos na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, num espaço amplo e agradável, onde expomos o melhor do design brasileiro. Mas aqui a porta está sempre aberta para aqueles que conseguem transformar suas percepções, emoções e ideias em arte!


Já ultrapassamos fronteiras. A marca que começou com uma profissional autodidata alcançou os mercados de Nova Iorque, Los Angeles, Londres, Lisboa, Zurique e Toronto, entre outros.

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03/05/2013

Stradivarius: um mistério inspirador

Um som único. Limpo. Intenso. Daqueles que encantam e vão além dos ouvidos: tocam a alma. Quem já teve o privilégio de ouvir um violino Stradivarius em ação relata que é uma daquelas experiências de vida inesquecíveis. Quase uma epifania, aquele momento sublime em que tudo começa a fazer sentido.


"Um timbre único, consistente. Que aceitou os mais exigentes desafios dos mais loucos e obstinados músicos do mundo e o crivo das grandes orquestras (da Sinfônica de Berlim com o Karajan aos arroubos do Paganini), que aguentou séculos e... virou um mito", relata Roberto Waack, amante da música erudita e diretor da Amata Brasil, sobre a oportunidade de já ter mergulhado no som de um Stradivarius ao vivo.

Existe um consenso entre músicos, lutieres, plateias e até cientistas de que não há nada parecido no mundo. Os Stradivarius parecem ter alcançado a tão sonhada perfeição. E a explicação para tal plenitude ainda é um mistério que dura mais de trezentos anos.

O nome da marca de instrumentos de corda mais valiosa do mundo é uma homenagem a seu idealizador: Antonio Stradivari, um lutier italiano que viveu de 1644 a 1737. Dizem que ele construiu mais de mil violinos, mas, hoje, restam pouco mais de 600 espalhados pelo mundo.


As técnicas utilizadas por Stradivari ainda intrigam pesquisadores. Sem comprovações científicas, uma série de teorias tenta explicar a sonoridade singular dos Stradivarius. As especulações vão desde o verniz, que conteria cinzas vulcânicas, até a madeira utilizada, que viria de navios naufragados há muitos anos ou até de árvores impactadas por um período de clima mais frio que a média na Europa.

"Para mim, o segredo está nas imperfeições de cada instrumento. É como no desenho: aquele traço impreciso que passa uma grande expressividade, como, por exemplo, em Niemeyer. Ou na pintura, como nas pinceladas de Van Gogh, cujo vigor e fantasia alteram a nossa respiração", comenta o pianista Marcelo Bratke, um dos nomes mais brilhantes da música clássica brasileira.


Os mistérios são muitos, mas o fato é que os Stradivarius são obras primas, peças artísticas de madeira inigualáveis na história da humanidade. Para se ter uma ideia, em 2011, um desses violinos foi leiloado pelo preço recorde de US$ 15,9 milhões e arrematado por um comprador anônimo.

Nós da ETEL, acreditamos muito em histórias inspiradoras como essa, que mostram o sabor raro, maravilhoso e incomparável dos frutos de um trabalho diário e incansável em busca da perfeição que só a natureza pode nos proporcionar. E a dimensão real disso só pode ser compreendida por quem já viveu na pele experiências tão ímpares. 

O russo Maxim Vengerov é um dos melhores violonistas do mundo e consegue, como poucos, proporcionar à sua plateia uma dessas experiências de que estamos falando. Assista aqui a uma reportagem veiculada no Jornal da Globo em 2007 para saber mais sobre a história do Stradivarius, que ainda intriga a humanidade, e se encantar com o som magnífico desse instrumento raro.

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19/04/2013

Diferentes estilos, uma marca singular

Em 20 anos de atuação, a ETEL se tornou sinônimo de alta-costura do mobiliário. Para nós, esse caminho foi trilhado com carinho, cuidado e principalmente valorizando as relações. A Coleção ETEL é resultado de um contato íntimo com a técnica e de uma conexão verdadeira e profunda com as pessoas.


Criamos móveis atemporais, que primam pela qualidade e pela funcionalidade. Fazemos isso utilizando técnicas milenares da marchetaria, que conferem às peças uma qualidade consistentemente alta, uma identidade que as torna imediatamente reconhecíveis e uma autenticidade enraizada na tradição. As estéticas de nossos designers e artistas são as mais diversas possíveis, e é a nossa forma de fazer que os une sob a mesma marca.

Cada um deles chegou a nós de uma forma peculiar e essas aproximações nos garantem boas histórias para contar. A reedição dos móveis do Branco & Preto, lançada em 2004, por exemplo, começou dez anos antes com uma dedicatória de Miguel Forte a Etel Carmona durante o lançamento do livro ?Branco & Preto ? Uma História de Design Brasileiro nos Anos 50?. As conversas evoluíram e culminaram em lindas mesas, sofás e poltronas.


Cláudia Moreira Salles está conosco desde o início. Sua busca por móveis que aliassem formas depuradas e realização cuidadosa a trouxe para a ETEL e a convivência transformou a parceria em uma grande amizade. Arthur Casas, Carlos Motta, Dado Castello Branco, Gregori Warchavchik, Isay Weinfeld, Jorge Zalszupin, Lia Siqueira, Oswaldo Bratke, Paolo Uccello, Paulo Werneck, José Bento, Marcelo Cips e Roberto Micoli, todos esses incríveis profissionais que hoje assinam nossa Coleção são extremamente especiais.

Juntos, conferem à marca ETEL algo único: a história do móvel moderno brasileiro. Entre as peças, possuímos representantes desde a década de 1920 até os dias atuais, sempre com uma beleza atemporal, muita personalidade e uma curadoria cuidadosa.

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17/04/2013

Sucupira: uma joia robusta

O tom achocolatado do seu cerne mostra a principal característica da sucupira: uma madeira de personalidade forte, escura e intensa. Essa joia da floresta, ao alcançar sua idade adulta, pode atingir até 16 metros de altura e 120 cm de diâmetro.


No entanto, ao contrário de seu interior austero, seu o tronco tem aparência suave, lisa e levemente esbranquiçada. E seu topo ostenta uma copa delicada, cheia de folhas de tons verde-escuros, sementes caramelo e flores de coloração suave, que varia entre o azul e o violeta.

A textura dessa matéria-prima, considerada uma das mais densas e pesadas, exige maior habilidade em seu tratamento. Após um lento e complexo processo de secagem, a madeira recebe óleos que a deixam mais maleável e, após a preparação desse material nobre, os mestres começam a trabalhar ? partindo, cortando, talhando cada detalhe que irá compor a peça.


Por sua dureza característica, a sucupira se tornou uma das principais madeiras utilizadas pela construção civil e pela indústria naval. Mais recentemente, quem descobriu os valores estéticos da árvore foram os designers de móveis. A poltrona Serena, desenhada em 2012 por Claudia Moreira Salles para o estande da Dagosian na ArtRio, é um exemplo de peça que usa como matéria-prima essa madeira. Ao reunir vários pedacinhos de sucupira, a designer conseguiu um móvel único, dono de textura e acabamento impecáveis.


A sucupira, típica dos terrenos secos e arenosos, é bastante comum em áreas de cerrado, principalmente nas regiões de transição, próximas à Mata Atlântica.


Além de essa joia ser dona de um tronco com características impressionantes, no alto de sua copa existe um verdadeiro tesouro. Das sementes de sucupira, é possível extrair um poderoso óleo, que, segundo a medicina popular, tem propriedades antibióticas, capazes de curar diversos tipos de doenças. 
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08/04/2013

Relaxe nas nuvens

Uma porção de almofadas confortáveis é um convite e tanto ao relaxamento e ao descanso. Inspirados nesses momentos únicos, em que nos desligamos do mundo, os designers Domingos Pascali e Sarkis Sermedjan criaram o sofá e a poltrona Nuvem, duas peças inusitadas, lançadas recentemente pela ETEL.


A dupla usou como base para sua coleção um grande ninho de almofadas, planejado de forma totalmente intuitiva. Porém as unidades de espuma foram dispostas em uma superfície  milimetricamente organizada. E de forma racional passaram a compor uma peça sofisticada e confortável, repleta de curvas únicas, precisas e belíssimas.

Outra peça que merece destaque na coleção IBÁ é a mesa Tríplice. Criada com sobras de madeira do processo artesanal da marcenaria, ela pode completar qualquer ambiente de forma individual ou combinada, tornando-o ainda mais surpreendente.


Os designers foram influenciados desde muito cedo pela arte e beleza das peças únicas. Pascali foi criado em uma família de ourives, enquanto Semerdjian era descendente de armênios fabricantes de sapato. Essa união resultou na criação do escritório de arquitetura Pascali Semerdjian em 2010. Lá, foram criados projetos de cenografia, decoração, arquitetura residencial e comercial.


Os móveis de Pascali e Semerdjian que ganharam recentemente o DNA ETEL são capazes de equilibrar o lúdico, a sofisticação, a funcionalidade e o conforto, criando uma coleção extremamente versátil. 
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28/03/2013

Entre cadeiras e poltronas: o processo de criação da Linha Atelier

A admiração mútua entre Etel Carmona e Carlos Motta não vem de hoje. Porém os encontros e desencontros da vida só permitiram que a parceria profissional acontecesse em 2012. Juntos, reeditaram a Linha Atelier, composta de 13 peças desenhadas por Carlos Motta entre 1979 e 2007. 

O processo de trabalho dos designers foi contado em vídeo, no documentário "Entre cadeiras e poltronas", produzido e lançado recentemente pela AMATA, empresa do setor florestal e madeireiro. O encontro desses velhos amigos que se conhecem há mais de 20 anos rendeu uma conversa descontraída e leve, ambientada na própria loja ETEL e no ateliê de Carlos Motta. 


O arquiteto conta como foi a reedição da linha. Enquanto ele selecionava as peças que deveriam ganhar a marca ETEL, a designer escolhia a melhor matéria-prima disponível, com características ideais para cada um dos móveis. A dedicação dos dois resultou em peças com cortes precisos e acabamento impecável, todas feitas com madeira certificada, vinda do manejo sustentável. 

Os designers ainda falam sobre a paixão pela madeira que os une, a busca pela ergonomia perfeita e a responsabilidade socioambiental do trabalho desenvolvido por eles. 

Para Carlos Motta, o momento mais interessante do processo de reedição de suas peças foi quando viu suas cadeiras sendo feitas por outras pessoas, usando outras técnicas. "Foi interessante ver minha linha sendo produzida com outra mão de obra, com outra madeira, com outra lustração. Fiquei um pouco enciumado", diz, brincando. 

Segundo Etel, essa parceria profissional entre os dois amigos não termina por aí. E tende a render muitos frutos no futuro. "Foi tudo muito prazeroso. Começo, meio e isso não vai ter fim. Acho que a gente ainda vai seguir por outros caminhos", disse.

Veja o vídeo e conheça um pouco mais essa história.
 
 

"Entre cadeiras e poltronas" faz parte da série de microdocumentários do movimento TUAMATA, que propõe a aproximação entre pessoas e florestas.  As produções  abordam os diversos usos da madeira e a relação das pessoas com esse material tradicional e renovável.
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26/03/2013

Biblioteca Brasiliana: 20 mil m2 de livros e ETEL

As peças ETEL são capazes de compor ambientes aconchegantes, confortáveis e lindos para os mais diversos tipos de atividade. São inúmeros os projetos que combinam nossos exemplares, criando espaços surpreendentes. O mais recente deles é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, que será inaugurada amanhã, 23 de março, na Cidade Universitária, em São Paulo.


Dez peças do portfólio ETEL estarão na biblioteca - para sentar, relaxar, ler um bom livro ou estudar. A mesa Maria Antonieta, desenhada por Etel Carmona; o sofá São Conrado e a poltrona Cosme Velho, de Claudia Moreira Salles; a mesa Aranha e o sofá M3, da Branco&Preto; a cadeira 06, de Osvaldo Bratke; e a célebre mesa Pétala, a poltrona Verônica e o Banco Vintage, todos criados por Jorge Zalszupin, dão ao espaço um ar chique e confortável.


A biblioteca - que possui mais de 20 mil m² -  foi inspirada em tradicionais templos do conhecimento, como a icônica Biblioteca Pública de Nova York e a tradicional Biblioteca Nacional de Paris, além da Beineke Library, da Universidade de Yale, e a Morgan Library. Tanto a construção como a decoração dos ambientes são projetos do escritório de Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, neto do casal que dá nome ao prédio.

José Midlin passou a vida colecionando livros. Com sua morte, aos 95 anos, sua esposa, Guita, resolveu doar sua enorme coleção à Universidade de São Paulo (USP). São mais de 17 mil títulos, o que corresponde a 40 mil volumes.

Diante da generosidade da família, outros colecionadores passaram a doar suas obras e a Biblioteca pretende criar uma seção especial para os exemplares raros. Sem dúvida, vale a visita!


A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin fica na Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo.
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15/03/2013

Pronta entrega: Cadas Abranches

Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
Sympathy for the Devil (The Rolling Stones)

Os versos da famosa canção dos Rolling Stones traduzem o espírito de Cadas Abranches: bom gosto, vibração e elegância. Os ambientes criados pelo designer brasileiro contam com uma forte e inusitada influência do rock and roll inglês, mais precisamente da banda liderada por Mick Jagger. 


Os espaços de Cadas são sempre jovens, modernos, cheios de vida e de histórias pra contar. As linhas marcantes e o traço preciso dão aos projetos um toque despojado, sem perder a elegância, é claro.



Em uma conversa exclusiva com o Wood Couture, Cadas conta um pouco mais sobre seu trabalho e sua personalidade irreverente. Confira.  

Nome: Ricardo Antonio Abranches David, ou simplesmente Cadas

Atividade profissional: designer

Moro no Rio de Janeiro.

Quando era criança, queria ser arquiteto.

Uma lembrança: minha casa na rua Sacopã, no Rio de Janeiro.

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: a satisfação de um cliente é sempre uma excelente notícia.

Não viveria sem praia.

Na minha casa, não podem faltar frutas.

Madeira preferida: não tenho uma preferida. Gosto de várias. Tudo depende do momento, da peça...

Peça de design que mais admira: gosto muito das peças do designer dinamarquês Piet Hein Eek.

Prato saboroso: o Crab Cake, do restaurante L´Avenue, em Paris. 

Leitura inspiradora: gosto muito de biografias. 

Boa música: The Rolling Stones.

Viagem inesquecível: Paris sempre!

Projeto dos sonhos: quando fiz o backstage da turnê Voodoo Lounge, dos Rolling Stones. Foi incrível.

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08/03/2013

A emoção de criar

Nem sempre é possível dar ouvidos à intuição, mas muitas vezes essa sensação, vinda sabe-se lá de onde, nos mostra o caminho para aquilo que nos dará prazer a vida toda. Foi assim com a arquiteta Lia Siqueira. "Não escolhi o design. Foi ele quem me escolheu."

                                    

Apaixonada por desenho desde muito jovem, deixava essa habilidade em segundo plano enquanto cursava ciências biológicas, no início dos anos 1980. Até que, em uma conversa despretensiosa, um professor sugeriu que Lia valorizasse esse talento. Tempos depois, lá estava ela nas cadeiras do curso de arquitetura e urbanismo, na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.

  
Logo no começo da carreira, envolveu-se profissionalmente com designers brasileiros que despontariam no mercado nacional e internacional, como Cadas, Chicô Gouvea e Lula Abranches. 
Mas Lia sentia que era preciso viajar e conhecer o mundo. Em 1985, embarcou para a Alemanha e lá passou dois anos trabalhando na área. Quando voltou, estava cheia de inspiração e vontade de tocar seus próprios projetos. Foi então que fundou a Azul Arquitetura & Design, uma charmosa residência localizada no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, que guarda um pouquinho de seus croquis, de suas peças e até mesmo de sua história. 


A variedade de ambientes e temas é marcante nos projetos de Lia, embora para ela seu estilo não seja algo simples de definir. Em seu portfólio, há espaço para inúmeras residências, um hotel-fazenda intimista na Bahia e até mesmo uma biblioteca em terras cariocas. Neste momento, está totalmente envolvida na concepção do ateliê de um artista plástico, que, pelo menos por enquanto, prefere manter o nome em sigilo absoluto.  

E a inspiração vem de onde? De tudo aquilo que um olhar atento e cuidadoso pode apreciar, mas sem dispensar as referências do trabalho de ícones do design, como a francesa Andrée Putman e os brasileiros Claudia Moreira Salles, Cadas, Isay Weinfeld, Etel Carmona e Thiago Bernardes. 


Lia sente emoção a cada ambiente cuidadosamente planejado por ela. Entre os trabalhos que mais encantam a arquiteta estão os que usam a madeira como matéria-prima, já que é extremamente sensorial e o contato com ela é repleto de emoção.  "Gosto do cheiro, de tocar a madeira. Fico fascinada com a relação do homem com essa matéria-prima. Nossa intervenção transforma esse material em algo totalmente diferente", conta a arquiteta, que integra o portfólio da ETEL com peças como a mesa central Cobogo, o livreiro Volpi e o banco Skiff. 


Para criar seus móveis, Lia realiza um breve estudo sobre a matéria-prima ideal. "Não tenho uma espécie predileta, pois cada móvel tem suas próprias necessidades. Às vezes, ele pede uma cor, uma ranhura diferente, veios marcantes ou discretos. Vou percebendo o que combina com o ambiente, com o cliente e com a própria peça. É uma questão de sentir." 
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01/03/2013

Pau-ferro: uma joia resistente

Com pouco mais de meio metro de diâmetro, o pau-ferro impressiona pela sua altura imponente. Desde as raízes até o alto da suntuosa copa, são 30 metros de madeira forte e densa. Seu nome faz, justamente, uma alusão a essa característica pra lá de marcante. Essa madeira  é dura como o ferro. 

A beleza peculiar dessa joia da floresta permite identificá-la com facilidade. Seu tronco, quando jovem, é liso e cinzento e, com o passar dos anos, vai perdendo algumas camadas, tornando-se marmorizado. Quando adulta, sua superfície passa a mesclar um branco entremeado de tons de cinza e bege. Enquanto isso, na copa arredondada e densa, as flores amarelas se exibem no verão e no outono entre as folhas verde-escuras, pequenas e delicadas. 


O pau-ferro pode ser encontrado em quase todos os quarteirões, nos quatro cantos do Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro "o parque mais antigo do Brasil ", esta é uma das árvores mais comuns, e foi lá que o pau-ferro começou a ser usado na arborização urbana. Atualmente, é uma das árvores mais vistas pelas cidades do país.

 



Essa madeira, além de ser uma das preferidas dos urbanistas, é adorada pelos arquitetos. Durante as décadas de 1950 e 60, o pau-ferro foi muito usado pelo design, ganhando destaque na confecção de móveis lindíssimos.

Jorge Zalszupin, um dos nomes mais importantes da arquitetura brasileira, é um dos entusiastas dessa matéria-prima. Não por acaso, a coleção de Zalszupin, reeditada pela ETEL, possui peças feitas com ela, como a Mesa Pétala, a Mesa Café e o Banco Vintage.

Ainda em nosso portfólio, a Mesa Prática, criada pela designer Claudia Moreira Salles, usa como matéria-prima essa árvore, que é uma verdadeira joia da floresta. 

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22/02/2013

5 Anos de Avenue Road

A Avenue Road, uma das lojas de móveis mais charmosas do Canadá, comemora 5 anos em 2013. O sucesso do sofisticadíssimo espaço, em parte, é creditado à filosofia cosmopolita de seu criador - o alemão Stephan Weishaupt. Os vários ambientes da loja representam uma eclética mistura cultural e reúnem móveis, acessórios e artigos de iluminação criados por designers do mundo todo. 


A autenticidade brasileira é representada pela ETEL nesse lindo ambiente. A Avenue Road levou a marca para a cidade de Toronto e criou uma área exclusiva, destinada às nossas coleções, feitas com matéria-prima nacional e acabamento perfeito.

Peças do nosso portfólio, como os aparadores da coleção de Isay Weinfeld e a poltrona Paulistana, criada por Jorge Zalszupin, ganharam destaque num espaço moderno e clean. Nossas mesas de jantar, cadeiras e bancos ainda compõem outros ambientes. E acessórios decorativos com a cara do Brasil, como a Luminária Cantante, de Claudia Moreira Salles, dão toque final aos espaços. 

Como parte das comemorações, a Avenue Road acaba de lançar uma breve retrospectiva em vídeo. Repleto de depoimentos, o material relembra eventos memoráveis, showrooms inesquecíveis e lançamentos que causaram frisson. Stephan Weishaupt, presidente da loja,  conta que buscou inspiração em designers de vários países para criar um espaço surpreendente e totalmente inovador. 

A Avenue Road fica na 415, Eastern Avenue, em Toronto. Sem dúvida, vale a visita!
 
 
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18/02/2013

Afinidade: design, Suíça e Branco&Preto

Uma coleção clean, moderna, feita com matéria-prima brasileira e acabamento impecável. O estilo que regia os jovens arquitetos da Branco&Preto, durante os anos 1950, ganhou uma nova edição pela marca ETEL em 2004. O design sóbrio e elegante  - que remetia a trabalhos de Mies van der Rohe, Charles Eames, Mc JaCobb e Frank Loyd Wright - tornou-se um grande sucesso logo após seu lançamento. 

Prova disso é a estreita ligação entre os móveis da Branco&Preto e projetos de design europeus, impulsionada pela ascendência suíça de um dos arquitetos do grupo, Jacob Ruchti. A poltrona R3 e a mesa de ripas, ambas criadas por ele, dão charme e elegância ao hall de entrada do Consulado da Suíça em São Paulo. A estética, a beleza e a praticidade das peças conquistaram os mais diversos públicos.


Hoje, outras peças da mesma coleção emprestam sua beleza à Embaixada da Suíça no Haiti. O renomado escritório Miller & Maranta também utilizou os móveis da Branco&Preto em seu projeto residencial para idosos Spirgarten Seniorenresidenz, na Suíça. Estivemos lá na época da inauguração do espaço e os moradores garantiram que, além de belas, as poltronas MF5 eram confortáveis e atendiam a todas as suas necessidades. 

 

Os anos dourados da Branco&Preto

Na provinciana São Paulo dos anos 1950, um grupo de arquitetos, formado por Roberto Aflalo, Jacob Ruchti, Miguel Forte, Plínio Croce, Carlos Milan e pelo chinês Chen Y Hwa, reuniu-se em torno do projeto de uma loja de móveis capaz de traduzir a arquitetura praticada por eles. Em 1952, esses jovens vanguardistas fundaram a Branco&Preto e apresentaram ao público uma coleção com um estilo totalmente novo para a época.


O resultado foi imediato e a loja se tornou um ponto de referência para arquitetos que a visitavam a fim de conhecer tendências e discutir sobre as peças que rompiam com as linhas avantajadas e tradicionais usadas até então. O espaço funcionou durante dez anos, e seus móveis até hoje são uma referência no design brasileiro. 
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01/02/2013

Criada em berço de madeira


Tem gente que é criada em berço de ouro. Não foi o caso de Etel Carmona, fundadora da ETEL. Filha de fazendeiros, nasceu e cresceu no sul de Minas Gerais juntamente com mais nove irmãos. "Sempre gostei muito da natureza e, na fazenda, vivia rodeada de madeira." "Meu berço era de madeira", relembra bem-humorada.
 
Sonhadora assumida, Etel começou a se encantar pela arte moveleira quando se mudou para um sítio em Louveira, interior de São Paulo. À procura de móveis para mobiliar sua casa, não encontrava nada que a agradasse. Foi quando começou a restaurar peças antigas para restaurá-las. Por baixo dos vernizes e das marcas do tempo, Etel descortinou um mundo novo.
 
A atividade transformou-se em um hobby extremamente prazeroso. As maravilhosas madeiras que se revelavam a cada trabalho, os contornos impecáveis e as construções geniais deslumbravam. A perfeição originada na natureza dava brilho aos olhos de Etel e a envolvia cada dia mais.
 
Sua casa virou um laboratório vintage, numa época em que esse conceito nem sequer era conhecido. A busca pelos encaixes naturais e perfeitos, dispensando pregos, tornou-se uma obsessão. Etel começou a perceber que nascera para isso.
 
"Decidi ir atrás de um mestre para me aperfeiçoar. Já conhecia o ofício, mas precisava da ajuda de alguém que o dominasse", relembra Etel. Foi quando conheceu mestre Moacir, um marceneiro extremamente talentoso, que trabalha com ela até hoje. A identificação foi instantânea e não tinha como ser diferente: Moacir também respirava madeira.
 
A ousadia sempre fezparte da vida da designer. A primeira oportunidade de negócio surgiu quando conheceu a dona de um antiquário em Campinas. Etel começou a fornecer móveis para revenda sem nem sequer possuir uma marcenaria.
 
Clique para ampliarSeu trabalho já era único e chamava a atenção por onde quer que passasse. Chegou até Fúlvio Nanni, uma das referências do design de móveis brasileiro. Encantado pelo talento de Etel, Nanni passou a trazer as peças dela para sua loja, na Rua Augusta, e tornou-se um de seus principais apoiadores. As portas de São Paulo abriam-se.
 
As parcerias se multiplicaram e a equipe de marceneiros também. Há exatos 20 anos, Etel abriu sua primeira loja na Vila Madalena. O espaçoso galpão de arte foi o xodó da designer e traz boas lembranças e suspiros de saudade até hoje.
 
O trabalho sério, irreverente e ímpar conquistou o mercado nacional e internacional. E todo esse sucesso também é aproveitado de outras formas. Desde 1999, Etel envolve-se com o manejo florestal e a capacitação dos povos da floresta na Amazônia. A ETEL foi uma das primeiras fabricantes de móveis brasileiras a conquistar a certificação Forest Stewardship Council (FSC). E isso há mais de dez anos!
 
Veja o vídeo abaixo, que conta um pouco dessa história.
 
 
Mesmo após tantas lutas e conquistas, Etel não para. Apaixonada pelo trabalho, conta que a ETEL Interiores apresentará várias coleções novas este ano e, provavelmente, mais uma assinada pela fundadora. O reforço da marca no mercado externo também está entre os planos.
 
"Meu trabalho é reflexo do que sou. Acredito que a beleza e a sofisticação estão na simplicidade." E nos sonhos, é claro.

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25/01/2013

Explore a São Paulo do design e da arquitetura

Aproveite a calmaria do feriado e comemore o aniversário de 459 anos de São Paulo com estilo. A 5ª maior cidade do mundo oferece aos seus 11 milhões de habitantes prédios e interiores idealizados por verdadeiros gênios da arquitetura e do design.

Não sabe onde eles estão? Nós vamos ajudá-lo com isso!

Selecionamos quatro lugares de extremo bom gosto dessa nossa São Paulo querida que você precisa conhecer. Confira:


1. Mistral Wine & Champagne Bar - Shopping JK Iguatemi

Projeto do Studio Arthur Casas, acaba de receber um prêmio em Nova York de melhor design de 2012 na categoria loja. O ponto oferece degustação dos melhores vinhos, Champagnes e espumantes do mundo, incluindo rótulos raramente servidos por taça. As bebidas podem ser acompanhadas por mini tapas, elaboradas especialmente para harmonizar com a seleção de bebidas que varia a cada semana.

A loja apresenta mesas interativas, que contam tudo sobre o vinho exposto, desde safra e região até a história da viníciola. É possível encontrar vinhos excelentes, servidos por taça e rótulos raros.

Onde fica? Shopping JK Iguatemi. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041.


2. Bottega BottaGallo

Inspirado nos bares Itália, a petiscaria caseira e rústica foi projetada pelo arquiteto Carlos Motta. A madeira, marca registrada do profissional, está nos pisos, teto e balcões do bar da cozinha. Quadros e pequenas estátuas de galos são o destaque da decoração. Na entrada do estabelecimento, existe uma área chamada Missa do Galo, que é reservada para degustações e pode ser reservada por até 12 convidados a cada noite. Massas e martinis, coquetel que nasceu em Veneza, são boas pedidas!

Onde fica? Rua Jesuíno Arruda, 520




3. Loja Havaianas

Projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld, a loja-conceito da marca Havaianas, em São Paulo, já recebeu até premio internacional no World Architecture Festival (WF) em 2009 na categoria espaços comerciais. A ideia principal da obra era materializar o espírito casual, confortável e jovem da marca. Os espaços abertos e o ambiente praiano têm tudo a ver com as sandálias brasileiras reconhecidas mundialmente.

Na loja, você encontra praticamente todos os mais de 300 modelos de Havaianas, incluindo os tipo exportação, que possuem espaço próprio. 

Onde fica? Rua Oscar Freire, 1116.


4. Casa Modernista

Projetada pelo arquiteto Gregori Warchavchik e construída em 1928 para ele e sua esposa morarem, essa casa marcou a chegada do modernismo à arquitetura brasileira. As formas retas e a falta de adornos externos são as principais características da obra, idealizada de ponta a ponta por Warchavchik: projeto, construção, decoração, interiores, móveis e peças de iluminação. A obra representou uma revolução no cenário paulistano e é aberta para visitação.

Onde fica? Rua Santa Cruz, 325.


Uma parada que vale acrescentar a esse roteiro é a loja ETEL para conhecer a Coleção São Paulo. Trata-se de um conjunto de móveis e peças idealizado pela própria Etel Carmona, fundadora da marca, com o intuito de homenagear a cidade São Paulo. Para ficar com um gostinho, conheça o banco Ibirapuera, o aparador Bela Vista e a mesa Anhembi.

Bom feriado para todos!


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18/01/2013

Pronta entrega


Tornar realidade aquilo que nos faz feliz. É assim que a arquiteta de interiores Marina Linhares conduz seu trabalho e encanta criando ambientes aconchegantes, íntimos e que transbordam vida. Mais do que uma assinatura, ela incorpora a essência do morador aos projetos que desenvolve.



Como ela mesma diz, basta um segundo olhar para apreender o que é especial. Rápida em suas produções, é capaz de transformar um ambiente totalmente cru em poucos dias. Combina peças de design aparentemente destoantes, encontra a luminosidade ideal, define as cores exatas na busca incessante pelo equilíbrio entre forma e função. Está tudo ali, para pronta entrega.

Em uma conversa exclusiva para o Wood Couture, Marina revelou um pouco mais da sua personalidade e das suas referências. Sinta-se à vontade para conferir.

Nome: Marina Linhares

Atividade profissional: arquiteta de interiores

Moro em São Paulo.

Quando era criança queria ser fazendeira. Acho que foi uma influência da minha família, dos negócios. Acabei fazendo administração por conta disso, mas não teve jeito, quando vi a decoração, o design já eram algo maior, uma paixão.

Uma lembrança: o nascimento das minhas duas filhas: Teresa e Antonia.

A melhor notícia que recebeu nos últimos tempos: pra mim é sempre uma boa notícia uma obra finalizada com o cliente feliz.

A decoração e a arquitetura de interiors são um olhar sobre as memórias e os sonhos dos cliente. Elas falam de cores, texturas, conforto, o uso máximo do ambiente, sempre buscando o equilíbrio entre forma e função.

Não viveria sem meu celular.

Na minha casa não pode faltar boa música.

Madeira preferida: gosto da grande maioria das madeiras, mas se fosse destacar apenas uma ficaria com o Freijó, sua tonalidade e seu desenho me encantam.

Peça de design que mais admira: Gosto muito da poltrona Crinolina, da Patricia Urquiola.

Prato saboroso: toda boa pasta.


Leitura inspiradora: Louise Bourgeois, de Ulf Küster

Boa música: Jazz e música brasileira

Viagem inesquecível: Turquia. O colorido, os cheiros do Grande Bazar, a diversidade dos artesanais, os monumentos históricos, tudo me tocou.

Projeto dos sonhos: Ainda quero fazer um hotel boutique, com um quarto diferente do outro. Todos especiais.

Um conselho: A casa tem que ser feita para quem mora nela. O compromisso com o que faz o morador feliz é essencial. 
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11/01/2013

Madeira roxa: uma das infinitas surpresas da floresta

Quem entra na floresta e se depara com essa árvore exuberante mas aparentemente tradicional nem faz ideia de que por trás daquele tronco acinzentado jaz uma madeira nobre e para lá de inusitada.

Com altura entre 20 a 30 metros, mais ou menos 80 cm de diâmetro, raízes acima do solo, folhas alongadas, curtos cachos de flores, fruto seco com consistência de couro e semente achatada, a Violeta leva esse nome justamente pela coloração de sua madeira, usada em artesanato e mercado joalheiro como material alternativo na produção de bijuterias e joias, puramente feitas destes materiais ou em combinação com metais, cristais e porcelana.

Uma verdadeira joia da floresta, essa árvore é símbolo de toda uma gama de espécies de características peculiares e visual deslumbrante que existem pelas florestas brasileiras. Quem já assistiu algum episódio do programa "Um Pé de Quê?", apresentado pela Regina Casé, no Canal Futura? O programa já tem mais de 10anos e segue com a nobre missão de conscientizar para a crescente importância da preservação das espécies raras das matas do Brasil.

No episódio sobre a Violeta, também chamada de Roxinho, Regina destacou um ponto importante no que diz respeito as madeiras. Quanto mais raras, mais nobres e mais valiosas. E quando entram na moda, certamente se tornam ameaçadas de extinção. É aí que surge um novo valor: o ambiental.

Por esse ponto de vista, a Violeta nos ensina um pouco mais sobre a arte de ser ecologicamente correto.

Existe o jeito certo de fazer o manejo das florestas para que espécies exóticas continuem se tornando produtos lindos e de design impecável prontos para enfeitarem o nosso dia a dia.

E como não é de hoje que madeiras exóticas são tendência no mundo do design, do lado de quem compra, o importante é garantir que a madeira além de linda seja certificada. O mais famoso selo é o FSC. Só assim, o Pau-roxo ou Pau-roxo-da-terra-firme,outros nomes da Violeta, continuará florescendo entre os meses de julho e agosto, dando frutos entre abril e dezembro e embelezando nossas paisagens naturais e lares ao mesmo tempo!

Foi em 1995 que começamos a trabalhar com a Violeta. Trazemos lá da Amazônia, com a origem garantida, é claro. O Livreiro Jatobá e a Caixa Esteira são duas peças do portfólio ETEL feitas com essa madeira.

Delicadas, respeitam e valorizam as melhores características dessa árvore tão especial.

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21/12/2012

Presente para a vida toda

A arte é a mais pura expressão das emoções. Por isso é universal e atemporal. Ao mesmo tempo, cada peça carrega sua história e revela uma cultura através de valores estéticos, beleza, harmonia e equilíbrio. A arte é capaz de nos deixar felizes quando estamos tristes. É alimento para a alma. Embeleza o lar, traz poesia para o dia a dia e nos faz ir além, extrapolar.

Para ETEL, arte é parte da sua essência. E foi pelo amor a ela que há 20 anos nos unimos ao poeta das formas José Bento em uma relação que a cada ano se fortalece. De Salvador para o mundo, sem perder as raízes, JoséBento é hoje nome de prestigio na cena de arte contemporânea global.

Desde a década de 1980, expõe em galerias dentro e fora do Brasil. A paixão pela madeira é, sem dúvidas, o segredo do seu sucesso. Da intimidade com a madeira surgiu a peça ?Árvore?. Uma ideia simples de representar uma árvore numa matéria-prima que um dia já foi uma árvore ? como se a escultura guardasse não apenas uma memória, mas a representação mesmo do material do qual é feita.

Assim, esculpiu a primeira Floresta, que é como chama o conjunto das primeiras 91 árvores que fez, esculpindo pedaços inteiriços de madeira. A partir daí, explorou o mesmo trabalho em diferentes espécies, fez algumas em peroba rosa, mas depois se manteve fiel a sua favorita que é a madeira preta ou Baraúna.

O artista trata as árvores com respeito incomum: a familiaridade obtida após tantos anos de convívio esbarra na constatação de que elas são em número muito maior do que ele jamais poderá conhecer ao longo de sua vida e tratá-las com respeito significa que as reconhece como seres vivos com identidade própria.

E quem diria que as árvores se tornariam símbolo eterno do encontro entre Zé Bento e Etel Carmona? Tudo começou em 1993, quando Bento fazia uma pequena exposição em Belo Horizonte, onde vive. Etel se apaixonou pela peça. Bento disse a ela que a colocasse na entrada de seu ateliêr pois ali dentro havia um guardião que sempre a protegeria. Desde então, a famosa Árvore dá as boas vindas a todos os clientes e amigos da ETEL. E apesar das inúmeras propostas, Etel Carmona não se cansava de repetir "Não dou, não vendo e não empresto".

No ano seguinte, 1994, Etel apresentou o artista ao publico Paulistano em uma exposição individual em sua galeria. A realação entre ETEL e Zé Bento sempre foi baseada no carinho, amizade e admiração mútua. As árvores de Bento são hoje, peças-chave do portfólio da ETEL.

Arte é vida, é história. É também uma ótima maneira de demostrar carinho por nós mesmos, para os amigos, familiares e todos que amamos. É presente para a vida toda.

Vamos celebrar a arte nesse Natal!

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12/12/2012

Pode entrar, a casa é sua!

Incorporar a elegância e a qualidade da alta costura em mobílias exclusivas feitas de madeira em escala artesanal. Isso é ETEL, e se a nossa história muitas vezes se confunde com a história do próprio design brasileiro é porque, há 30 anos, somos fiéis a nossa essência, colocando energia e inspiração em cada detalhe e alinhavando o talento dos melhores designers e criativos do Brasil com a maestria de artesãos altamente qualificados.

Falar de design é falar de forma, função, arte, cultura, história e muito mais ? é sobre tudo isso que este blog vai tratar. Queremos relembrar os grandes marcos do nosso passado e dar boas-vindas a um futuro cheio de poesia, talento e realizações. O convite aqui é para vivermos o nosso tempo, tempo de integrar floresta e cidade e fazer design de modo responsável.

Sempre às sextas-feiras, um novo post te espera. Pode ser simplesmente para contar em primeira mão o que estamos fazendo em nossoatelier ou compartilhar nossas andanças pelo mundo. Também vamos revelar conversas de bastidor e um pouco mais sobre os nossos artistas e designers e suas criações.

Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da marcenaria. Vamos virar as peças do avesso e mostrar o que há de mais precioso em seu interior, em seu acabamento e nas mãos de quem as constrói. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.

Hoje iniciamos também uma nova etapa em na nossa página do Facebook. Mais inspiradora e especialmente dedicada para aqueles que apreciam o melhor do design. Estar on-line é pulsar no ritmo do aqui e agora, onde a vida e arte vibram e uma nova narrativa se constrói.

Seja bem-vindo ao Wood Couture!

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SOBRE O BLOG

Sempre às sextas-feiras um novo post te espera. Entre cortes, entalhos, raspagens e prensa, traremos pra cá o maravilhoso universo da alta costura do mobiliário. Aqui você encontra conversas de bastidores com nossos artistas, histórias das peças e tendências. Estamos aqui para alinhavar os pontos do universo da madeira e do design e fazer novos arremates.


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